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DEIXAREMOS SAUDADES?

“Depois Josafá descansou com seus pais, e foi sepultado com eles na cidade de Davi. E seu filho Jeorão reinou em seu lugar… Ele tinha trinta e dois anos quando começou a reinar, e reinou oito anos em Jerusalém. Morreu sem deixar saudades; e o sepultaram na cidade de Davi, mas não nos sepulcros dos reis” (2 Cr 21.1,20).

A história desse rei é muito triste. Tão triste que não deixou saudades, não deixou marcas positivas e abençoadoras. Desviou-se dos caminhos de Deus, levando o povo para a prostituição espiritual, além de ter matado seus irmãos à espada. Morreu com 40 anos e nem foi sepultado no sepulcro dos reis, onde estava seu pai. À luz desta história triste, reflitamos acerca de nossa relevância neste mundo. Que tipo de influência temos exercido em nossos respectivos contextos. Será que ao morrermos as pessoas sentirão a nossa falta, sentirão saudades de nós? Somos pessoas necessárias neste mundo? Estas são perguntas muito pertinentes, considerando que vivemos num mundo narcisista, egoísta, hedonista consumista e perverso. Na verdade, muitos de nós temos vivido em função de nós mesmos, dos nossos cargos e de nossos familiares. Para um bom número de pessoas, a vida cristã se resume aos domingos e sem prazer no testemunho do evangelho de Cristo durante a semana. Como é necessário e urgente apresentarmos o evangelho por palavras e ações como nos ensinou o Senhor Jesus! (Atos 1.8). Que Ele nos livre de vivermos uma vida religiosa sem paixão, sem brilho e sem relevância. É fato: Quem vive para si mesmo morre sem relevância.

As pessoas sentirão saudades de nós? Certamente sentirão se as servimos com amor e nos preocupamos com elas, fazendo sempre o bem. Se agimos com liberalidade, solidariedade e generosidade. Que tipo de influência exercemos na sociedade? Não é verdade que deixamos de aproveitar muitas oportunidades para abençoarmos pessoas com os dons e talentos, servindo-as em nome de Cristo Jesus? Ao olharem para nós as pessoas vêem um belíssimo testemunho do evangelho da graça? Vêem em nós pessoas amorosas que perdoam os que as ofendem? Poucos são os que se importam, têm prazer em ajudar, dar uma palavra de encorajamento, conversar, aconselhar, motivar, orientar, confrontar e servir em nome do Senhor Jesus. Se morrêssemos hoje, faríamos falta para as pessoas fora do nosso ambiente familiar? Somos realmente necessários nessa sociedade tão carente e complicada? Que tipo de impacto temos gerado em nossos relacionamentos? Negativo ou positivo? As Escrituras nos ensinam a viver do Senhor, para nós e o nosso próximo. É um triângulo amoroso e virtuoso.

O rei Jeorão não é o nosso modelo de líder, de pessoa comprometida com o Senhor e com o próximo. Deus o enfermou e ele morreu. Não deixou saudades porque não foi obediente ao Senhor. Viveu uma vida de egoísmo, maldades e irresponsabilidade. Uma vida execrável. Ele entristeceu profundamente o coração de Deus. Há muitas pessoas como o rei Jeorão. São desobedientes, implacáveis em seus atos danosos, insensíveis, carnais e interesseiras, mesmo como membros religiosos.  Pessoas que vivem para si mesmas não deixam saudades. Pessoas que buscam status, pódio, eminência, confetes, reconhecimento, fama não agradam a Deus e estão fadadas ao fracasso e ao ostracismo.

Não deixar saudades é não deixar marcas que valem a pena. Não gerar saudades é fruto de uma vida focada nas coisas desta terra e não nas coisas de cima (Colossenses 3.1-4). É viver centrado em si mesmo. Pessoas que prejudicam o próximo não deixam saudades. Os que falam mal da vida alheia igualmente não são saudosas, não deixam lembranças abençoadoras. Sabemos que tudo o que o homem semear isto também ceifará (Gálatas 6.7). Viver significativamente é plantar e colher coisas excelentes. Quanto mais solidários menos solitários. Quanto mais generosos mais aumenta a nossa sementeira.

Se nós desejamos agradar a Deus certamente deixaremos saudades. O que Pai requer de nós é que cumpramos a missão ordenada por Seu Filho Jesus (Mateus 28.18-20). Para impactar o ambiente em que vivemos, precisamos ter a fé de Abraão, a persistência de Jacó, a mansidão de Moisés, a coragem de Davi, a fidelidade e intrepidez de Elias, a humildade de Jeremias, a sensibilidade de Isaias, o espírito evangelístico de Paulo, a santidade de Estevão, a alegria de Silas na prisão, a intrepidez de Apolo, a precisão em relação às Escrituras de Áquila e Priscila, o amor de João, a generosidade de Barnabé, a integridade de João Batista e a diaconia amorosa e incomparável de Jesus, que deu a Sua vida por nós na cruz, ressuscitando ao terceiro dia. Deixemos nas pessoas as marcas do Senhor Jesus para a Glória de Deus Pai.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob

www.oswaldojacob.com  

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