DEUS PAI

Gosto sobremaneira do tema “Paternidade de Deus”. Ele me encanta. Como é muito bom sabermos que somos filhos de Deus em Jesus Cristo! (João 1.12). Sabermos que o amor de nosso Pai é infinitamente maior que o amor de mãe (Isaías 49.15). Crer e pensar na paternidade de Deus traz muita paz e segurança ao coração (Isaías 26.3,4). O grande teólogo batista norte-americano E. Y. Mullins ensina que “as Escrituras, mormente o Novo Testamento, nos falam claramente de Deus como Pai. É o próprio Cristo, o Filho de Deus, quem ensina clara e poderosamente esta sublime verdade (Mateus 6.18; João 20.17). E pelo próprio Filho temos acesso ao Pai, conforme a convicção de Paulo (Efésios 2.18). Ainda agradecemos a Felipe o seu pedido que levou o Mestre a fazer tão clara revelação do Pai (João 14.8-11). Um Pai, não para amedrontar, mas para amar e obedecer, adorar e louvar”.

Refletir sobre a paternidade de Deus a partir de Cristo é exercer a fé nAquele que não nos abandona. Jesus, na oração do Pai nosso deixa isso muito claro (Mateus 6.9-13). Deus é o nosso Pai pela obra perfeita de Cristo na cruz e na ressurreição. Somos filhos por adoção. Por isso, o apóstolo Paulo ensina: “Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas receberam o Espírito que os torna filhos por adoção, por meio do qual clamamos: ‘Aba, Pai’. O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da Sua glória” (Romanos 8.15-17 – NVI). Não é maravilhoso, irmãos e amigos!? Temos um Pai que cuida de nós – um Pai protetor e provedor em Cristo Jesus, Seu Filho.

O nosso Deus é o Pai que salva em Cristo e santifica no Espírito. Ele está perto de todos os que O invocam e o fazem em verdade, com sinceridade (Salmos 145.18). Deve haver sempre uma relação de intimidade com o nosso Pai. Ele se regozija quando, à semelhança de Jesus, Seu Filho, somos obedientes, pois Ele disse em relação ao Senhor Jesus: “Este é o meu Filho amado em quem eu tenho prazer” (Mateus 3.17). Na parábola chamada de ‘filho pródigo’, na verdade, os três são pródigos – o Pai, pródigo em amor; o filho mais velho, pródigo em legalismo e o mais novo, em devassidão – , notamos que o personagem central da parábola contada por Jesus é o Pai. E este é o nosso Pai que esbanja amor. A Sua natureza é amor (1 João 4.8). Todo o Seu amor está revelado nas Escrituras Sagradas. Por meio de Cristo Jesus, o Filho, é que amamos o nosso Pai. Temos a Sua natureza e aí passamos amar verdadeiramente com o “amor que tudo sofre; tudo crê; tudo espera e tudo suporta; o amor que jamais acaba” (1 Coríntios 13.7,8).

Quantas vezes vivemos como mendigos, reclamando da vida, murmurando e agindo como imaturos, medrosos, quando temos um Pai que, em Cristo Jesus, nos ouve, nos supre, nos guarda e nos fortalece! Vivemos como se não fossemos os filhos do Rei, nosso Pai. Na oração do ‘Pai Nosso’, o Senhor Jesus nos ensina de modo muito claro que o nosso Pai está no céu, mas está também aqui entre nós. Há verdades nesta oração que revelam um Pai amoroso: Ele é Santo; tem um Reino; a vontade dEle é soberana em todo o lugar; a Sua provisão é segura; o Seu perdão é certo e a Sua proteção infalível. (Mateus 6.9-13). A Sua Palavra O revela como um Pai cheio de glória, amoroso, justo e santo. Ele age sempre como tal, mas nós, Seus filhos, não agimos como tais. Falta-nos, muitas vezes, fé, confiança e descanso na Sua fidelidade. Sejamos cristãos convictos da paternidade de Deus. Que a nossa confiança nEle seja inabalável, pois ninguém nos separará do Seu amor que está em Cristo Jesus (Romanos 8.38,39).

O erudito e apreciado escritor norte-americano Brennan Manning, em seu precioso livro “Confiança Cega”, nos ministra de maneira muito forte ao dizer: “Meu Senhor misericordioso, tem me mostrado que a melhor maneira de neutralizar o incrível poder do medo é sendo habitado e habitando o palácio do aqui e agora. Confiança cega é um profundo sentimento de certeza de que por trás de toda a agitação, monotonia e insegurança da vida, tudo ficará bem. Ventos fortes podem soprar, podem aparecer outros defeitos de caráter, a doença pode nos visitar, e amigos certamente vão morrer; mas persiste uma certeza contumaz e irrefutável de que Deus está conosco e nos ama em nossa luta por sermos fiéis. O que permanece é uma intuição não-racional e inteiramente verdadeira de que há algo grande e incompreensível no universo, algo que aponta para Alguém que inevitavelmente reconciliará todas as coisas em si mesmo”. Louvemos ao nosso Pai! Reconheçamos a Sua paternidade sendo prazerosos em obedecer. Que o glorifiquemos assim sempre!

Oswaldo Luiz Gomes Jacob

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