VOCÊ SE IMPORTA?

Esta é uma pergunta que incomoda, pois quantos de nós não nos importamos com o próximo, suas necessidades. Muitos de nós não nos compadecemos com os que sofrem, com os milhões de desempregados e com as vítimas fatais do Covid-29 e suas famílias.

Na verdade, estamos mais centrados em nosso conforto e de nossos familiares do que com os feridos. Estamos absortos em nós mesmos, muitas vezes tomados por um egoísmo tão característico de nossa natureza humana, do velho Adão.

Não temos mais chorado pelos outros. Não oramos pelas pessoas que estão passando por tremendas tempestades na vida.

Quantos, nesse momento, estão chorando sozinhos. Parece-me que fomos tomados por uma insensibilidade sistêmica. Tenho a impressão de que a nossa solidariedade se foi. Tornamo-nos pessoas alienadas e frias. Nós nos esqueçamos de que temos um Pai Pródigo, que esbanja amor (1 João 4.8). Temos perdido o senso de comunidade que aceita, perdoa, abre as portas e faz festa.

O nosso coração e a nossa mente estão blindados em face dos que estão com fome, doentes, solitários e desesperados.

Você se importa? Ah, como urge se importar genuinamente, com o coração cheio da compaixão de Jesus de Nazaré! Ele olhava para os perdidos, párias da sociedade com profunda compaixão. Jesus realmente se compadecia dos infelizes, com a gente sofrida. Ele não ignorava os caminhantes gemendo de dor e desprezo.

Ele é o nosso modelo de amor, solidariedade, justiça, aceitação, entrega, compaixão, misericórdia e graça (João 15.13,14).

O Senhor está enojado daqueles que se dizem cristãos, mas as suas atitudes e atos os negam. O nosso Deus rejeita a nossa retórica despida de obediência. Nossas palavras ocas, desprovidas de coerência, sentido para com os que estão à margem das estradas da vida com as suas machucaduras.

Você e eu precisamos mudar de atitude e agirmos em favor dos que mais precisam. Falar e escrever bem não significa agir bem, com o amor de Cristo.

Precisamos sair da nossa zona de conforto, acomodação, do nosso trono de egoísmo, e nos dirigirmos aos que precisam dos nossos atos de misericórdia e amor. Precisam ser levantados, encorajados e acompanhados.

O cristianismo autêntico é coerente, solidário, compassivo e fraterno.

O nosso Pai deseja filhos que amem o próximo de modo extravagante, como a si mesmos.

Pensemos um pouco: nós nos importamos?

Que o Senhor tenha misericórdia de cada um de nós nesses dias tão difíceis!

Oswaldo Luiz Gomes Jacob

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