A Coerência de Cristo

Fazer a vontade do Pai era o centro da coerência de Jesus de Nazaré. Todo o Seu ministério estava centrado na Soberania de Deus Pai. No Getsêmani, ele disse: “Meu Pai: Se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e, sim, como tu queres” (Mateus 26.39). Todos os Seus milagres revelam coerência. A sua coerência estava na contramão dos escribas e fariseus, religiosos marcados pela incoerência, pois ensinam uma coisa e faziam outra. Aliás, a religião é sempre incoerente porque destaca a força e o mérito humanos, vivendo de aparência. A coerência do Evangelho está na suficiência de Cristo Jesus, do Seu mérito. A Sua coerência mostra claramente a Sua autoridade: “porque ele as ensinava como quem tem autoridade (do ser, inquestionável), e não como os escribas” (Mateus 7.29). A transformação pelo Evangelho da graça é autêntica e transparente.

A coerência do Mestre também está nos Seus ensinos, relacionamentos, nas Suas manifestações de poder, enfim, na ética do Reino de Deus no Sermão do Monte (Mateus 5, 6 e 7). Na Sua intensa luta interior no jardim do Getsêmani, à Cruz, passando pela ressurreição e ascensão, o Senhor revelou a coerência do Autor da Salvação e do Seu grande amor por nós (Isaias 53.10; João 15.13,14; Romanos 5.8). A coerência do grão de trigo que haveria de morrer e dar muito fruto (João 12.24). Nós somos esse fruto. Jesus é o nosso exemplo de amor, sacrifício, justiça, verdade, retidão, generosidade, obediência, mansidão e humildade. Estas qualidades revelam, mais uma vez, a Sua coerência-integridade. Devemos seguir o exemplo do “Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da paz” (Isaías 9.6).

Como Jesus, seja a nossa palavra sim, sim; não, não (Mateus 5.37). Sigamos os Seus passos levando o Evangelho do Reino, a mensagem da cruz. Imitemos o Seu exemplo de coerência ganhando vidas e as discipulando com o Seu amor. Que a lógica do amor-perdão esteja em nossas atitudes e em nossos atos (Mateus 5.38-48). Como o nosso Senhor, não nos cansemos de fazer o bem (Atos 10.38). Aqui está a coerência do bem contra a incoerência do mal, do inimigo das nossas vidas. Este inimigo veio matar, roubar e destruir (João 10.10).

Vivamos diariamente a coerência de Cristo revelada nas Escrituras, experimentando a santificação e testemunhando do Evangelho às pessoas para que o Pai seja glorificado!

Oswaldo Luiz Gomes Jacob


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