MEU PAI TRABALHA ATÉ AGORA (João 5.17).

Como é preciosa essa afirmação do Senhor Jesus!

Somos filhos de um Deus que trabalha para aqueles que nEle esperam.

Que privilégio sermos filhos de um Deus que criou o trabalho prazeroso! Que criou toda a natureza seja visível, seja invisível. E como a criou! Ele a fez, acima de tudo, para a Sua glória. Criou-a para a nossa sobrevivência e aprazimento. No Seu trabalho perfeitamente criativo, o Senhor trouxe ordem ao caos.

Sabemos que o trabalho já existia antes do pecado dos nossos pais. A desobediência, porém, trouxe peso, sofrimento, cansaço e stress para o trabalho do homem.

Temos convicção e experiência de que, em Cristo Jesus, o trabalho assume novos contornos. O nosso trabalho em Cristo Jesus traz implicações nobres, quais sejam: espirituais (glorifica a Deus); morais (dignidade e benefício para o homem); emocionais (aprazimento e utilidade) e relacionais (comunicação entre os trabalhadores e o bem comum). O trabalho não deve ser exercido numa perspectiva meramente monetária, enriquecimento e outras implicações mercantilistas. O trabalho se torna prazeroso na medida em que glorifica a Deus e contribui para a justiça social, para a distribuição de renda e promoção da solidariedade, pois mais bem-aventurada coisa é dar do que receber (At 20.18).

O trabalho, na perspectiva do primeiro Adão, está atrelado a todo o tipo ganância e acúmulo de riquezas e até a violência. O trabalho, na ótica de Jesus, o segundo Adão, é terapêutico, didático e um forte componente de progresso qualitativo. Trabalho não é maldição, mas benção de Deus. Para o homem no pecado o trabalho lhe pesa e traz sofrimento. Para o homem em Cristo o trabalho torna-se leve e produz satisfação. O velho homem reclama, mas o novo se rejubila.

Devemos trabalhar para a glória de Deus, para o nosso sustento digno, para reserva de futuro (aposentadoria) e para repartir com os que têm necessidade. O trabalho deve trazer (como está escrito em nossa bandeira) ordem e progresso. Um país não cresce com malandragem, ociosidade negativa, dependência doentia e apadrinhamento ideológico ou político. O trabalho não combina com paternalismo.

Trabalhar para viver e repartir é bíblico. Viver para trabalhar e não repartir é fruto do pecado. O primeiro é liberalidade; o segundo, avareza.

O trabalho combina com planejamento e gestão. Relaciona-se muito bem com orçamento a partir de prioridades pessoais e familiares.

Trabalhar significa produzir riquezas para serem distribuídas pelos canais legais. O trabalho não foi criado para adoecer o homem, mas para dar-lhe saúde.  Existem trabalhos insalubres. Muitos deles são fruto de ganância. O trabalho torna-se desonrado quando não se cria condições dignas de ser feito.

Que o nosso trabalho honre Àquele que nos deu condições de realizá-lo. Seja Deus engrandecido no trabalho que fazemos! Que o Seu Reino se espraia através dos recursos do trabalho digno que nos foi outorgado pelo Deus da graça.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, Pr.

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