EXISTE PASTOR POLITICAMENTE CORRETO?

Esta é uma pergunta que precisamos responder de maneira franca, honesta, sincera, na contramão do ‘politicamente correto’. Na verdade, existem muitos obreiros ‘politicamente corretos’. Por que razão? Eles não se comprometem com suas opiniões, mesmo que sejam corretas, biblicamente fundamentadas. Aceitam o errado como se fosse o certo. Agem hipocritamente para se manterem no cargo, não estando dispostos a pagarem o preço da carga do ministério. A vocação ministerial não é cargo, mas carga. Não é profissão, mas vocação. O líder politicamente correto quer ficar bem com todos. Alguém disse: “Eu não sei o segredo do sucesso, mas sei o segredo do fracasso: tentar agradar todo mundo”.

O líder politicamente correto consegue ver o que é vil e transformá-lo em algo nobre. Comporta-se como alguém que faz vista grossa. Para se manter no cargo, não faz as mudanças necessárias na igreja. É aquela concepção: “Deixa como está para ver como é que fica”. Esse líder ou pastor procura cercar-se de pessoas que compartilham a sua filosofia de vida. É politicamente correto não arrumar inimigos por ter uma posição, mesmo que teoricamente, ortodoxa, doutrinária, comprometida com as Escrituras. Esse líder geralmente prega coisas ‘leves’, que não incomodam as pessoas da igreja. A sua teologia é liberal. A sua ética é relativa. Não aprofunda as questões que impedem o crescimento qualitativo da igreja.

Pela estrada do politicamente correto, o seu postulador anda com aqueles que têm interesse em encher o templo, de fazer média e aliciar membros de outras igrejas. Eles não pregam o genuíno evangelho, mas o “outro” evangelho (Cf. Gl 1.6). São os judaizantes deste tempo, que torcem a verdade de Deus exposta nas Escrituras. Estão mais preocupados com o exterior do que com o interior. O seu foco é pragmático, isto é, fazer a igreja crescer utilizando os diversos meios, mesmo que não sejam éticos.

O obreiro politicamente correto gosta de luxo, status e é atraído por salário. É utilitarista. Ele tem um grupo que pensa como ele e lhe apoia. Mas este mesmo grupo poderá um dia lhe virar as costas. Ele não é um profeta, mas um mascote ou mesmo um animador de auditório. Tem medo de se expor. Não tem compromisso com a verdade do evangelho de Cristo. Está longe da cruz de Cristo. Ele utiliza de maquiavelismo nos seus relacionamentos. Não é verdadeiro, mas falso. Parece, mas não é. É largo e raso em suas convicções e em seus ensinos. Tem profundos traumas. Convive com as suas taras. Não busca a cura. É um doente na liderança e no púlpito. Tem muita dificuldade de ter amigos de verdade.

O líder ou o pastor politicamente correto gosta de brincar, de deixar o povo bem relaxado, à vontade, pois afinal de contas, diz ele, este mundo é tão difícil e não quero colocar mais peso sobre o povo. Ele se esquece de que o povo precisa de quebrantamento, de temor e tremor diante dos feitos de Deus na História, na Sua Revelação em Jesus Cristo. O povo de Deus precisa da mensagem das Escrituras, conhecer o Deus que se revelou na Sua multiforme sabedoria e sempre com seriedade.

As igrejas não estão precisando de líderes politicamente corretos, mas de líderes ou pastores biblicamente corretos, comprometidos com a verdade de Deus doa a quem doer. As comunidades necessitam de obreiros cheios do amor do Pai, da graça de Cristo e do poder do Espírito Santo (Cf. 2 Co 13.13). Precisam de homens probos, eticamente corretos e corajosos na pregação de todo o conselho de Deus. As igrejas estão carentes de homens íntegros, inteiros, não pela metade, mas dispostos a amarem ao Senhor de todo o coração, alma entendimento e com todas as suas forças; e ao próximo como a si mesmos (Cf. Mt 22.34-40). Que servem ao Senhor com alegria e se apresentam a Ele com cântico (Sl 100.1,2). Homens como Paulo e João Batista, que amavam mais o Senhor do que as suas próprias vidas (Cf. At 20.24; Fil 1.21; Mt 14.1-12). Não eram homens politicamente corretos, mas homens ética e espiritualmente corretos por causa da vida de Cristo em suas vidas. Que não buscavam a sua glória, mas a Glória de Deus Pai!

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pr.

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