PASTORES CANSADOS

É sabido que há muitos pastores cansados, sobrecarregados de aborrecimentos, de membros de igrejas viciados, desobedientes, rebeldes e com uma cardiopatia congênita, insubmissos a autoridade do ministério. Há um sem número de pastores desejando jogar a toalha, fazer outra coisa no Reino de Deus, decepcionados com pessoas e com líderes dissimulados. Alguns entram em depressão profunda. Outros, perdem a paciência e chutam o pau da barraca. Há aqueles que não aguentam mais. O ministério se tornou algo enfadonho em função de não-resultado na vida das pessoas. Cansados de tanto mundanismo na comunidade religiosa. Estressados ao perceberem claramente tanta gente sem compromisso, olhando para o seu próprio umbigo, estéril e com um péssimo testemunho.

Há muitos pastores que estão cansados de religião e desejando o frescor do Evangelho. Extenuados com a frieza espiritual dos membros da igreja. Não aguentam mais a rotina de um ministério sem fruto, que se tornou cansativo. Não estão suportando a linguagem religiosa farisaica dentro da igreja. Percebem muita retórica, mas pouca vida. Muito cântico sem vida, sem expressão e sem graça. Cansados de verem poucos trabalharem com prazer no Reino de Deus. Obreiros tristes com a condição da igreja. Desestimulados por constatarem tanto legalismo. Extenuados ao verem o crescimento do liberalismo ou da frouxidão ética, moral. Ao perceberem claramente os relacionamentos superficiais e conflitantes. A igreja não reage e não tem um estilo de vida no mundo que faça a diferença.

Como há pastores cansados e sobrecarregados! Pesados na sua condição de alienados. Homens que vivem no ativismo e se esquecem da família. Que faz tudo na igreja. Não descentraliza. Não treinam líderes. Ministros que pararam no tempo. Não participam de congressos, encontros de pastores e não priorizam a oração e o estudo das Escrituras. Não ministram diante de Deus. Não leem livros. Não buscam conselho com os mais experientes. Vivem no seu mundo ensimesmados e estagnados. Não têm humildade para buscarem ajuda. Pastores trancados no seu mundo, alienados em sua comunidade. Não olham para fora. Não vislumbram oportunidades. Não buscam o conhecimento.

Pastores cansados, desestruturados e ofegantes. Homens pálidos, sem vigor e sem entusiasmo. Não têm vontade de pensar, de prospectarem novas ideias. Não vibram. Estão contidos em seu estilo de vida acanhado. Sim, pastores acomodados ao status quo. Mas há como sair desse cansaço. Como sair do marasmo, da falta de criatividade e da exaustão. É necessário romper com a acomodação doentia. Deixar o círculo vicioso. Dizer não aos patrocinadores do caos. Aos que vivem na incredulidade mesmo dentro da igreja de Jesus. Que trabalham contra um ministério virtuoso no Espírito.

Mas há como sair da mesmice e do enfado. A solução é descansar naquele que tudo pode (Cf. Fil 4.13; Sl 37.7). É atender o convite de Jesus: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” Cf. Mt 11.28-30). É o Senhor quem faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor (Is 40.29-31). Os pastores cansados encontram o descanso na Pessoa e Obra de Cristo. Devem aprender dEle, que é manso e humilde de coração (Mt 11.29). É preciso reconhecer o cansaço e buscar em Cristo Jesus a renovação das forças. Buscar no Espírito a visão mais ampla e aprofundada do Reino de Deus. É preciso aprender com Cristo a orar, depender do Pai, fazer sempre o bem, servir em profundo amor e ter compaixão do povo. Os pastores cansados precisam viver pela fé na suficiência de Cristo Jesus, nosso Pastor Supremo, que fez toda a vontade do Pai.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, um pastor que está aprendendo a descansar no Senhor.

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