SOFRIMENTO E GLÓRIA

Na vida nós passamos por revezes. A maneira como os reagimos determina a nossa confiança ou não-confiança no Senhor. O sofrimento funciona como uma espécie de fogo num forno para purificar os metais. Depois de bem aquecido, o metal derrete e suas impurezas sobem porque são mais leves. O metal precioso fica embaixo, pois é mais pesado. O nosso sofrimento não deve ser motivação para murmuração, ensimesmamento, ingratidão e auto-comiseração. Ele serve para nos provar, moldar, amadurecer e nos habilitar para o serviço do Rei, para testemunho do evangelho. Paulo tinha consciência do grande valor do sofrimento: “Por isso não nos desanimamos. Ainda que o nosso exterior se esteja desgastando, o nosso interior está sendo renovado todos os dias. Pois a nossa tribulação leve e passageira produz para nós uma glória incomparável, de valor eterno, pois não fixamos o olhar nas coisas visíveis, mas naquelas que não se vêem; pois as visíveis são temporais, ao passo que as que não se vêem são eternas” (2 Co 4.16-18).

O nosso sofrimento é permitido pelo Senhor para que Ele seja glorificado em nosso descanso a partir da fé, em nossa confiança na Sua fidelidade. Sofrimento e glória, na perspectiva cristã, não são excludentes, mas convergentes. Não há coroa sem cruz. Não há glória sem sofrimento, sem o caminho da cruz, sem o negar-se a si mesmo, sem o tomar a cruz e seguir a Cristo (Mt 16.24-27). As Escrituras nos dizem que "todas as coisas cooperam juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, que são chamados segundo o seu propósito" (Rm 8.28). Paulo declarou com muita convicção: “Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Fil 1.21). Ele fala de uma morte por causa do seu compromisso com o evangelho de Cristo. Ele estava pronto a sofrer e morrer por Cristo Jesus, o Senhor. A vida de Cristo dominava a vida dos apóstolo aos gentios. Em outro texto, ele declarou: “Cristo vive em mim” (Gl 2.20).

Deus permite o sofrimento, como no caso de Jó, porque Ele deseja que sejamos melhores, mais maduros, ou seja, mais humildes, mais amorosos, solidários e empáticos diante das mazelas que nos acometem e do sofrimento do próximo. O samaritano – personagem utilizado por Jesus para mostrar que o amor supera preconceitos – era um homem sofrido pela rejeição do povo judeu. Contudo, ele socorreu, acolheu, tratou, pagou as despesas daquele que o odiava, de um judeu ferido. Isto é tremendo para nós! Aqui temos o sofrimento do Samaritano como fruto do preconceito do judeu e a glória do amor dispensado pelo Samaritano ao judeu, que nutria preconceito em seu coração. Tenhamos a consciência de o nosso sofrimento prospera para a Glória que há de ser revelada em nós na dimensão da eternidade (Rm 8.18). Que o Senhor seja engrandecido em nosso sofrimento e a Sua glória revelada em nós a cada dia para que Cristo Jesus, Seu Filho amado, seja conhecido!

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor.

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