ORANDO NO ESPÍRITO

“orando em todo o tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda a perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6.18).

Paulo utiliza o verbo em processo, numa ação de dependência absoluta do Senhor. Devemos orar em todo o tempo com toda oração e súplica e vigiando nisso com toda a perseverança. Devemos viver pela fé e não pelas emoções, pois sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). É o Espírito que nos ensina a viver pela fé e a orar. Ele é o pedagogos da oração. Então, orar no Espírito significa estar nEle, viver dEle, viver com Ele, sob Ele e por meio dEle primariamente pela fé. Não sabemos orar como convêm, mas o Espírito intercede por nós sobremaneira com gemidos inexprimíveis (que não podem exprimir por palavras) (Rm 8.26). O Espírito é Aquele que intercede intensamente por nós na oração. Trabalha fortemente por nós na oração diante de Deus, nosso Pai.

A experiência de orar no Espírito é o resultado da ação do Espírito testificando (testemunhando juntamente com; confirmando) com o nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8.16). Como filhos, temos prazer na comunhão com o Pai por meio da oração sincera, incessante e perseverante. A nossa conversa com o Pai deve ser caracterizada pela fé, pela confiança e pelo descanso. Deus quer que aprendamos a descansar e a esperar nEle (Sl 37.7). Orar no Espírito é aguardar com paciência a ação de Deus, a Sua reação soberana (Sl 40.1). A oração no Espírito nos leva à fé na suficiência de Cristo Jesus. Esta mesma oração nos conduz à satisfação em Deus Pai.

Quando somos cheios do Espírito podemos orar no Espírito. É algo natural em nossa experiência com Ele. O meu coração se regozija nAquele que faz todas as coisas segundo a Sua soberana vontade. Quando o Espírito Santo chancela a nossa oração é porque Ele está vendo nossos motivos no caráter de Cristo Jesus. Temos consciência de que orar é combater contra o inimigo em todo o tempo. A nossa luta não é contra carne e sangue, mas sim contra principados e potestades, contra as hostes espirituais do mal nas regiões celestes (Ef 6.12). Estamos numa batalha espiritual. Paulo ensina sobre esta verdade em Efésios 6.10-20.

A oração no Espírito é a oração do sofrimento, da espera, da paciência e da confiança. É uma grande oportunidade de crescermos no conhecimento do Santo. À medida que oramos no Espírito reconhecemos as nossas fraquezas, debilidades e, ao mesmo, a fortaleza do Senhor e a Sua infalibilidade. Na oração somos confrontados com os atributos naturais e morais de Deus. Ele se revela por meio do Seu Espírito. A Sua Palavra é real em nossa experiência na vida de oração. Por esta razão, devemos orar na Palavra de Deus.

Orar no Espírito é uma atitude de humildade e mansidão. Todos os nossos direitos estão debaixo da autoridade do Deus Soberano. Confiamos em Sua graça e no Seu amor em Cristo Jesus. Na oração aprendemos a depender dEle em todo o tempo. O Seu louvor estará sempre em nossos lábios. Em nossa experiência com o Espírito a oração será sempre prioridade. O Pai se agrada quando oramos no Espírito. Sabemos que a oração é um combate neste mundo que jaz no maligno (1 João 5.19). É uma guerra contra o status quo deste mundo. O Senhor Jesus se manifestou para desfazer as obras do diabo (1 João 3.8). Em Cristo, somos mais que vencedores (Rm 8.37). Precisamos orar como pessoas e como igrejas. O ministério de oração é essencial. A oração é vertical, mas tem implicações horizontais. Comunicamos com Deus em favor das pessoas e estabelecemos comunhão com elas.

Quando oramos no Espírito temos alegria, paz, longanimidade, benignidade, fé, mansidão e domínio próprio (G 5.22,23). É a manifestação do fruto do Espírito em contraposição às obras da carne; da graça contra o legalismo; do amor contra o ódio; da justiça contra a injustiça; da fé contra a incredulidade; do mérito de Cristo contra o nosso mérito; do louvor contra a murmuração. Orar no Espírito fortalece a nossa mente e o nosso coração. Amplia a nossa visão das necessidades do próximo. Traz engajamento no cumprimento da Grande Comissão deixada por Jesus (Mt 28.18-20). Traz Glória para o Pai.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor.

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