UM BRASIL PARTIDO

O Brasil é um país partido por partidos sem convicções para a mudança radical deste gigante, deste florão da América do Sul. Partidos sem estrutura possível para fazer muito bem à nação. Os partidos políticos do Brasil estão cheios de homens e mulheres que querem levar vantagem, usar seu cacife político, sua influência para empregos nos governos e para beneficiarem os seus apadrinhados. É triste ver tanta gente na política envolvida com interesses escusos, corrupção e comprometimentos não-éticos. É lamentável observar que essa gente tenha uma visão tão tacanha, apequenada do movimento politico-partidário que tem por objetivo beneficiar o cidadão. Os partidos transformaram a política em politicagem. Vivemos num país dividido, com uma visão de governo e não de Estado. Uma visão voltada para os próprios interesses (politicagem) e não os interesses da nação tão sofrida (política). Os partidos políticos se tornaram cabides de emprego e não um meio para construir uma sociedade melhor, um país melhor, mais desenvolvido com todas as suas implicações.

O Brasil está partido por partidos que não valorizam a meritocracia, ou seja, as pessoas certas nos lugares certos e pelas razões certas. As agremiações políticas estão mais interessadas no poder, na barganha e nos esquemas que beneficiam os partidários em detrimento da população que paga pesados impostos. Os partidos se unem não para um projeto de Estado, mas para um projeto de poder. Sabemos, com raras exceções, que o poder corrompe. Que ele alija os que pensam de maneira diferente. É implacável com os que não aceitam esquemas. Exclui os íntegros, honestos. Os que são reflexivos e desejam mudar o país. Precisamos acabar com a politicagem e instalar a verdadeira política que é o compromisso com uma melhor qualidade de vida para a população. A política não é para beneficiar políticos, mas para melhorar a qualidade de vida do povo. Facilitar a vida do cidadão e da sociedade. Melhorar as cidades. Mas o nosso tempo, especialmente, tem sido caracterizado pelo egoísmo, narcisismo, hedonismo e intimidação. Os políticos sérios, que estão prontos para darem a sua vida pelo País, são muito raros, aliás, eu diria, raríssimos.

Vivemos uma época de desconstrução da família, dos valores cristãos genuínos e de uma falta de compromisso com a edificação de um país de vanguarda. Somos o povo do jeitinho, da malandragem, da falta de vergonha, da falta de zelo e de amor pelo Brasil. Temos produzido, em grade escala, políticos com o mesmo DNA. Nós elegemos os políticos. Sabemos que eles perderam a vergonha. Há corrupção por todo o lado. Uma pandemia. O corpo do estado brasileiro está com câncer, aliás, já está com metástase. Temos carência de políticos sérios, de estadistas. Temos políticos profissionais (politiqueiros), mas muito poucos políticos apaixonados pelo país, patriotas e que lutam por leis mais duras, severas para com os corruptos e os que estão na criminalidade e tentam desestabilizar o país.

Um país partido é um país desunido, presa fácil para os mal intencionados, para os que se aproveitam dessa fragilidade em beneficio próprio, para os que apostam no caos. É lamentável ver vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores, juízes e tantos outros líderes sendo indiciados, processados por desvio de conduta, corrupção passiva e ativa e outros crimes mais graves. Temos experimentado uma violência sem precedentes. O estado de direito está seriamente comprometido. Um país partido não é respeitado lá fora. Os índices de coisas erradas no Brasil são alarmantes.

Creio que precisamos, com urgência, de uma união de forças políticas sérias, sem cor partidária, comprometidas com o País para fazer um projeto de Estado, que contemple as necessidades mais básicas da nação. Devemos arregimentar os homens e as mulheres de bem para que haja neste maravilhoso país uma mudança radical de mentalidade e práticas revolucionárias nas diversas áreas do saber. Precisamos, com urgência, combater os diversos crimes que assustam e trazem insegurança para a população. Combater sem trégua a violência e todas as forças negativas, que estão na contramão do desenvolvimento do Brasil. Não podemos, em hipótese alguma, cruzar os braços. Precisamos protestar, ir para as ruas e exigir a construção de um país unido, forte, desenvolvido, que distribua renda, crie empregos de qualidade e implante a educação integral, valorizando substancialmente o professor. Precisamos de uma policia ética, que tenha asco da corrupção, que luta sem trégua contra a criminalidade. O povo precisa de saúde, educação, segurança e outros serviços de qualidade. Devemos combater veementemente os movimentos que pregam a desunião, a perseguição aos que pensam de forma diferente e os que querem implantar o totalitarismo neste país, um projeto de poder pelo poder.

Somos um povo pacifico e não passivo. Como cristãos, precisamos orar pelo país, pelas autoridades sem, contudo, deixar de exercer a nossa cidadania, a nossa influência e a nossa capacidade de mobilização pacífica (1 Timóteo 2.1-4). Temos governos ímpios, injustos e demagogos. Tornamo-nos campeões de ineficiência. Levantamos a bandeira da incompetência, da falta de destreza na gestão do estado. Não temos perseguido a excelência. Há uma confusão na compreensão das instituições do estado brasileiro com ações de governo. Precisamos dar uma basta em todo este processo de desconstrução dos alicerces éticos da nação, da democracia e do compromisso de construir um país mais justo e mais igualitário. Que não sejamos partidos por partidos, mas unidos por movimentos de dialogo nacional entre governo e oposição mais as instituições sérias deste país. Construamos um projeto de país honroso e que coloque o Brasil entre as nações mais respeitadas e desenvolvidas do mundo. Que Deus, nosso Pai, que nos permitiu nascer e viver aqui nos ajude nesta gigantesca empreitada!

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor batista.

1 comentário em “UM BRASIL PARTIDO”

  1. De fato Pr Jacob. Muito bom artigo sobre a situaçao partidaria do nosso pais. Gostei muito, alias tenho lido seus e tenho apreciado sbstanciadamente

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