O CORAÇÃO DO HOMEM E A ROUBALHEIRA NA PETROBRÁS

Temos assistido e lido nos meios de comunicação o esquema de corrupção jamais visto no Brasil encontrado na Petrobrás, a maior empresa brasileira e uma das mais respeitadas do mundo até então. São bilhões de reais roubados dos cofres da Estatal por empreiteiras, lobistas, políticos e funcionários do alto escalão da empresa indicados pelo partido do governo e aliados. A corrupção no Brasil está virando uma cultura, um modo de vida nefasto, asqueroso, contaminando muitas pessoas. Não há mais fronteiras éticas. Os homens eleitos pelo povo para formularem leis são, com raras exceções, ladrões que assaltam os cofres públicos, dos impostos e de empresas estatais ganhos com o sacrifício do povo brasileiro.

Fazendo uma leitura madura de toda esta situação caótica, de toda esta imoralidade instalada no governo, nas estatais e nos poderes legislativo e judiciário, vejo claramente que a Palavra de Deus está perfeitamente correta. Encontramos em Salmos 58, um diagnóstico do coração humano: “Ó poderosos, por acaso falais com justiça? Ó filhos dos homens, julgais com retidão? Não, pelo contrário, tramai maldades no coração; fazeis pesar a violência das vossas mãos sobre a terra. Os ímpios (os que praticam a injustiça) se desviam desde o ventre; andam errados desde que nasceram, falando mentiras. Têm veneno semelhante ao veneno da serpente; são como a víbora surda, que tapa os seus ouvidos, de modo que não ouve a voz dos encantadores, nem mesmo o perito em encantamento” (vv.1-5). Esta percepção do Senhor revela o nosso contexto, a nossa realidade com precisão absoluta.

Olhando para o profeta Jeremias, ele mostra também de modo claro como é o coração humano: “enganoso e incurável, mais que todas as coisas” (17.9). Não é o que temos visto por aí? O Senhor nunca se engana. O homem tem um coração perverso, mau e enganoso desde o ventre materno. David, em sua confissão, disse verdadeiramente: “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5). O Senhor Jesus condenando a exterioridade da religião judaica, da tradição dos anciãos, disse: “Porque do coração é que saem os maus pensamentos, homicídios, adultérios, imoralidade sexual, furtos, falsos testemunhos e calúnias” (Mt 15.19). Segundo Jesus, estas são as características da natureza humana não regenerada. Paulo testemunha esta verdade dizendo que as pessoas sem Cristo estão mortas em seus delitos e pecados (Ef 2.1-3). Toda a Bíblia revela a enfermidade mortal do homem e a cura ou o milagre que Deus providenciou por meio do sacrifício suficiente de Cristo Jesus na cruz, no Seu sangue derramado por nós, trazendo vida e esta em abundância (João 10.10). Que bom sabermos que Deus, nosso Pai, esquadrinha, perscruta, examina o nosso coração (Jr 17.10).

O escândalo chamado de Petrolão que tomou proporções internacionais envergonhando o Brasil, tem a sua origem na perversidade, na cardiopatia congênita do homem. Na sua ganância, no seu apego doentio às coisas materiais o homem torna-se um monstro capaz de fazer coisas horripilantes. Sabemos que tanto o pobre como o rico; o inculto como o culto, todos, estão debaixo da ditadura implacável do pecado, da desobediência, da rebelião contra Deus. O coração perverso foi herdado de Adão, mas o novo coração foi providenciado por Deus, o Autor da nossa salvação. Como diz Paulo, “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo e nos deu o ministério da reconciliação” (2 Co 5.18-20). A solução para um Brasil novo, que trata a corrupção como tal, que pune exemplarmente os corruptos e corruptores, independente de condição social, cultural e financeira, é a troca do coração, o novo nascimento, a mudança radical de vida como assegura o profeta Ezequiel: “Também vos darei um coração novo e porei um espírito novo dentro de vós, tirarei de vós o coração de pedra e vos darei um coração de carne. Também porei o meu Espírito dentro de vós e farei que andeis nos meus estatutos; e obedecereis aos meus mandamentos e os praticareis” (36.26,27).

Como crentes em Cristo Jesus, oremos pelo Brasil e preguemos o evangelho genuíno, sem aditivos. Levantemos a bandeira da justiça em todos os níveis, da integridade, do trabalho sério, do zelo, da probidade, da educação de qualidade, da saúde pública com gestão qualitativa, da meritocracia no serviço público, da não-violência, da distribuição de renda, da oportunidade para todos, da preservação da família e do combate sem tréguas à imoralidade, às drogas, ao crime organizado, à corrupção em todos os níveis. Se necessário for, vamos para as ruas, lutar por um Brasil gigante com suas instituições fortes, fundamentos de uma nação pujante e democrática. Como nos ensina Paulo: “Antes de tudo, exorto que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e serena, em toda piedade e honestidade. Isso é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1 Tm 2.1-4). Onde há um coração transformado por Cristo não há roubalheira, mas trabalho sério, honesto e que produz ganhos sociais, distribuição de renda e progresso para todos. Construamos um Brasil novo para a Glória de Deus, nosso Pai!

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor.

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