SER VERDADEIRO

A natureza terrena, de Adão, está essencialmente voltada para a mentira. Está no seu DNA. Temos a tendência de omitir a verdade ou mentir mesmo. A natureza de Cristo, do nascido de novo, regenerado tem prazer em falar sempre a verdade. A sua inclinação natural é ser verdadeiro. Falar a verdade e em amor é bíblico, de Deus. Quando escondemos os fatos, sentimentos, ou quem realmente somos, agimos como o velho Adão, cheio de vícios, taras, incoerências e dissimulações. Quando não somos verdadeiros, somos hipócritas, atores ou atrizes de um mundo do faz de conta, cuja lei é a da aparência. É impressionante como o ser humano tem a artimanha de mostrar atitudes e atos que não correspondem à verdade, que não são coerentes. É imperativo fazermos diariamente uma profunda reflexão no Sermão do Monte (Mateus 5,6 e 7), e observarmos no precioso ensino do Mestre, do Senhor Jesus, as razões, os motivos das nossas atitudes e ações, dos nossos relacionamentos dentro e fora de casa.

O mundo no qual vivemos é um mundo de aparências, de valorização do ter em detrimento do ser. As pessoas se escondem atrás de uma personalidade dramatúrgica. As novelas ensinam que você pode mentir, ser hipócrita, viver de fachada e tramar coisas absurdas. Agir através de personagens dependendo da situação. O nosso mundo é um ambiente de relacionamentos caracterizados por interesses, segundas intenções. A sociedade é incoerente, desconexa e implacável com o que erra, com o desvalido. Viver a verdade numa sociedade incoerente e dissimulada é ser rejeitado, alijado e preconceituado. O mundo, como já ouvi falar, é dos espertos, dos que mentem, enganam e dissimulam mais. O corrupto é aquele que age de forma maquiavélica. Para atingir os seus objetivos ele é capaz de planejar e fazer coisas absurdas, malignas, do mundo das trevas. Atender as suas demandas pessoais, aos seus apetites instintivos é o mais importante. Sabemos que o coração do homem é enganoso, perverso, mais que todas as coisas (Jr 17.9).

O nosso desafio gigantesco é vivermos a verdade doa a quem doer. Jesus nos ensinou falar sempre a verdade. Ele é a verdade (João 14.6). A verdade do Pai. Dele procedem as pessoas verdadeiras. Ele sempre foi coerente e morreu de coerência. Não escondia quem era e o que veio fazer. Não possuía uma mente dividida, não era um esquizofrênico, mas detinha uma mente inteira, integral e perfeitamente sintonizada com a mente do Pai. A sua vida estava ligada umbilicalmente à Sua missão. O que sou deve revelar o que faço ou vice-versa. Falemos sempre a verdade mesmo que sejamos prejudicados, alijados, abandonados ou mal compreendidos. Não importa. O mais importante é falar sempre a verdade, ser verdadeiro para a Glória daquele que é a verdade, o fundamento, a razão da nossa vida e da nossa esperança.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pr.

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