O MUNDO COMO SISTEMA

A palavra mundo na língua grega significa, segundo Taylor, ‘o universo, a soma das coisas criadas; a terra habitada; os habitantes da terra toda; a raça humana; ‘a massa da humanidade ímpia, alienada de Deus e hostil à causa de Cristo’. Thayer, erudito da língua grega, conceitua: ‘afazeres mundanos, o agregado de bens, riquezas, vantagens, prazeres, etc., que embora ocos, vãos e passageiros estimulam a cobiça e constituem obstáculo a Cristo; o padrão da vida pagã’.

O mundo é impessoal. Implacável. Só vencem os \’fortes\’. A sua linguagem tem base no ter. A sua moeda é a troca. A sua filosofia é a vantagem a qualquer preço. As relações são marcadas pela insinceridade. A banalidade em relação à vida é real. Não existe o verbo amar, mas gostar. Conjuga-se o verbo adorar para as diversas formas de prazer. A sua alegria é mecânica, fabricada nas circunstâncias. O seu combustível é o álcool. A sua consciência é cauterizada e anestesiada pelos interesses pessoais, pela sobrevivência. O seu sono depende de calmantes. O trabalho é enfado. A ansiedade tem sido a regra. Trabalha-se mais pelo dinheiro e status do que pelo prazer e pela utilidade ao próximo. A ganância tem sido lei. Os fins justificam os meios.

Os seus três deuses são dinheiro, sexo e poder. O lugar mais desejado é o pódio. A beleza é exterior. O esteticismo já é uma cultura celebrada. Os negócios estão acima da ética. A corrupção é ‘normal\’. As emoções é que regem as decisões. Cada pessoa tem a sua lei de comportamento ou é a sua própria lei. A pessoa é livre para fazer da sua vontade o centro, a razão de ser. O mais importante é o que me interessa e é bom para mim. O antropocentrismo é implacável. A comunicação é mais virtual do que real. Valoriza-se mais o relacionamento com os aparelhos (Computador, Tablet, Ipad, Ipod, Celular) do que com o próximo, cara a cara, olhando nos olhos. A rebeldia é permitida em função da liberdade de \’ser pessoa\’.

O apóstolo Paulo, já no ano 64 d.C, fez um diagnóstico de como era o mundo, as suas características: egocentrismo, ganância, arrogância, presunção, blasfêmia, rebeldia na família, ingratidão, impiedade ou injustiça, frieza, amargura ou ressentimento, incapacidade de perdoar, calúnia, descontrole, crueldade, rejeição ao bem, traição, inconseqüência, orgulho, amizade aos prazeres, aparência de religiosidade (2 Tm 3.1-5). Portanto, é este mundo que a Palavra de Deus diz pra gente não amar (1 João 2.15-17). Mas devemos amar as pessoas que estão no mundo porque Deus as ama em Cristo Jesus (João 3.16). Apesar do quadro tenebroso, há esperança. Cristo é a nossa esperança.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor.

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