MURO DAS LAMENTAÇÕES OU ALTAR DA GRATIDÃO?

 

Certamente um dos dois ocupa a nossa agenda. Lamentar, murmurar ou lamuriar é próprio do homem. Esta atitude vem de Adão. Somos tomados pela autocomiseração e aí passamos a reclamar da vida. As pessoas que vivem no muro das lamentações geralmente são ingratas. Elas não reconhecem o quanto Deus é Bondoso e misericordioso. A experiência cristã nos mostra que viver lamentando é uma prova inequívoca de incredulidade. É fruto de um coração adoecido. Os lamurientos tendem a contaminar aqueles com os quais se relacionam. Criam um ambiente contaminado pela ingratidão. É triste ver filhos convivendo com pais que murmuram, que nunca estão satisfeitos. Um lar onde a lamúria é linguagem comum está fadado ao fracasso. As lamentações promovem a fragmentação nos relacionamentos. São fruto de uma mente dividida. Sintoma de uma alma insatisfeita. O muro das lamentações é um ambiente que divide e cria um clima de desarmonia. As murmurações são uma cantiga insuportável. É o coaxar do sapo.

Por outro lado, o altar da gratidão é o lugar de alegria, satisfação e descanso. Agradecer é um privilégio dos que conhecem a Cristo. Paulo nos ensina que em tudo devemos dar graças, pois esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus (1 Ts 5.18). O mesmo apóstolo ensina: “sede agradecidos” (Col 3.17). Gosto muito do leproso samaritano que, curado por Jesus, voltou para agradecer. É no altar da gratidão que o sacrifício é oferecido com louvor, com o coração aquecido pela graça de Deus. Uma vida cheia do Espírito está sempre com louvor nos lábios. O altar é lugar de oferecer nossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus como culto lógico, racional (Rm 12.1,2). É lugar de morte da velha natureza, e esta substituída pela nova. Em Cristo, somos novas criaturas (2 Co 5.17). Como nascidos de novo temos prazer em agradecer e em celebrar as intervenções do Senhor, as manifestações de Sua graça plena. O espírito de gratidão surge na experiência com Cristo. No altar do sofrimento aprendemos a agradecer. Este verbo não está abaixo das circunstâncias, mas acima delas. Em Cristo Jesus estamos “contidos no contentamento”. Por esta razão simples, podemos viver no altar de gratidão, reconhecendo quem é o Senhor.

O muro das lamentações definitivamente não é o nosso lugar. O que o Senhor requer de nós é que estejamos integralmente no altar da gratidão, do louvor. Viveremos sempre a tensão entre o muro das lamentações e o altar da gratidão. Entre viver uma vida na carne e uma vida no Espírito. Entre fazer a nossa vontade e fazer a vontade de Deus em Cristo Jesus, Senhor nosso. Entre uma vida de frustração e incredulidade e a vida de realização e de fé. No muro, agradamos a carne e entristecemos o Espírito Santo. No altar, vivemos no Espírito, crucificamos a carne, dando prazer, agradando ao Pai. Deus é glorificado quando expressamos gratidão de todo o coração. Vivamos no altar da gratidão.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor.

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