POVO PASSIVO, CORRUPÇÃO ATIVA

 

Este é um pensamento que um jovem cidadão mostrou em uma faixa nos protestos que se espalharam pelas grandes cidades do Brasil neste outono de 2013. Foram protestos contra o aumento das passagens de ônibus, a corrupção, a criminalidade, por uma saúde melhor e por uma educação de qualidade. Certamente são protestos legítimos, exceto o vandalismo praticado por desqualificados e criminosos infiltrados no meio do povo, que merecem o nosso repúdio e rejeição veemente.

Protestar pacificamente faz parte de uma democracia. A livre expressão é comum na vida de uma nação soberana. Penso que estamos deixando de ser um povo passivo para ser um povo pacífico e ativo, que exerce a sua cidadania com responsabilidade e ordem. Que exige dos seus governantes procedimentos eficientes e excelentes em favor da população. Um país sério se constrói com gente séria, comprometida com instituições fortes, independentes, livres de intervenções nocivas. Como cidadãos, não podemos agir passivamente, voltados para os nossos interesses pessoais, em detrimento da construção de uma nação de vanguarda que faça toda a diferença no mundo.

Neste momento histórico, precisamos afirmar o nosso compromisso com a ética na política. Votarmos como cidadãos politicamente maduros. Esta é uma forma de debelarmos a esperteza e a picaretagem na política nacional. Os políticos que ai estão foram eleitos pela maioria da população. O nosso voto precisa ser direcionado para quem tem história de dignidade no trabalho em favor população. Deve ser dado a homens e mulheres que fazem da política um instrumento para a ordem e o progresso da nação. Que não se utilizam da política como lobby e para o enriquecimento pessoal.

Se um povo passivo favorece uma corrupção ativa, o contrário é também verdadeiro. Um povo ativo contribui para que haja mecanismos que coíbam a corrupção. Este povo trabalha para uma saúde de qualidade, segurança efetiva e eficiente, educação de excelência, um transporte público seguro e eficaz, bem como outros serviços públicos de primeiro mundo.

Como geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus (1 Pe 2.9,10), devemos exercer a nossa cidadania com ética, amor, paixão, excelência e serviço neste país tão carente de gente disposta a fazer o melhor e de forma desinteressada. Invistamos nossas vidas no voluntariado. Que as nossas gerações mais velhas e mais novas se unam para atingirmos objetivos nobres em favor desta nação tão amada!

Como cristãos, não podemos ser passivos. A história dos batistas no mundo é uma história de luta pacífica e ativa para a quebra de paradigmas e mudanças profundas na sociedade. Devemos lutar pela ética na política e nos negócios. Pregarmos contra a imoralidade que invade o país como um tsunami.

Oremos e trabalhemos duro para que Deus mude a nossa Pátria! Que a verdadeira revolução ética comece em nossas famílias, igrejas e comunidades em torno. Certamente as pequenas mudanças produzirão a grande mudança. Um foco de incêndio produzirá um grande incêndio. Como dizia um moto de Missões Nacionais: “A participação de todos no esforço de cada um”. Que Deus, nosso Pai, tenha misericórdia de nós e nos ajude nesta grande, gigantesca empreitada, mesmo que custe a nossa vida.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor.

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