O VERBO DA GRAÇA

O verbo dá vida e dinâmica à linguagem. Ele traz sentido às narrativas históricas. Permite a criatividade na estrutura do texto. Verbalizar é comunicar. A comunicação deve ser simples e eficiente. Assim como o verbo é essencial à língua, o Senhor Jesus é vital para a nossa vida, pois sem Ele nada do que foi feito se fez (João 1.3). O Verbo da graça é Jesus Cristo. Deus amou o mundo, amor o homem com um amor incomparável (João 3.16). Ele deu uma prova incontestável de que nos ama profundamente ao enviar o Verbo que dá sentido à nossa vida. Jesus é o Verbo que se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade (João 1.14). Jesus mesmo declarou que ninguém tem maior amor do que Ele – de dar a Sua vida pelos amigos (João 15.13,14). É impressionante como o Jesus age a favor de nós, pois teve a sua consumação na obra da cruz e na ressurreição.

Quando o Verbo da graça entrou em nós passamos a usar a sua linguagem. A nossa vida agora é marcada pelo amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta (1 Co 13.4-8). O amor que aceita, perdoa, encoraja, ajuda e reparte. O nosso desafio é aceitar o outro como ele é e ajuda-lo a vencer os obstáculos que o impedem de viver uma vida agradável ao Senhor. O Senhor convida os cansados e oprimidos para os aliviar (Mt 11.28-30). O Verbo da graça em nós significa que fomos aceitos sem nenhum mérito. Todo o mérito é de Cristo Jesus, nosso Salvador e Senhor.

O Verbo nos estimula ao arrependimento e à fé. A deixarmos todo o embaraço desta vida e corrermos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando sempre para Ele, o Autor e Consumador da fé. Ele cria em nós o prazer pelas Escrituras. Ensina-nos a confiar em Sua suficiência e nos ajuda a testemunhar o evangelho de modo criativo. Ele nos estimula às boas obras. Faz-nos caminhar com perseverança na vida de oração e a olharmos os campos que estão brancos para a ceifa.

Conjugar o Verbo da graça significa vivê-lo em nossos relacionamentos. Ele é o Verbo da vida autêntica, lógica, que nos ensina magistralmente a adorarmos ao Senhor em espírito e em verdade (João 4.24). O Verbo da aceitação, do perdão e da alegria plena, que nos ajuda a responder às circunstancias mais difíceis. Produz maturidade cristã. Há em Jesus aprendizado, comunhão e testemunho fiel. Ele nos convida à renuncia e a tomarmos a cruz para seguirmos após Ele.

A obra do Verbo traz tudo novo – nova criatura e nova cosmovisão. Um novo ser não mais voltado para si mesmo, mas para o Senhor e para o próximo. Como testemunhou o apóstolo Paulo: “Não mais eu, mas Cristo em mim” (Gl 2.20). A velha linguagem não domina mais. É substituída pela nova. O ranço da velha vida é destronado. Não mais murmuração, mas contentamento. Agora, é o novo coração, as novas metas, uma nova disposição mental e uma nova estrutura de linguagem. “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis” (Ez 36.25,26). Agora temos o prazer de orar: “Senhor, ensina-nos a amar com o teu amor, a perdoar com o teu perdão e aceitar como tu nos aceitaste em Cristo Jesus, nosso Salvador”. É no Senhor Jesus que está o nosso descanso, a nossa segurança e a nossa alegria plena. Glória ao Pai pelo Verbo e pelo Espírito Santo!

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pr.

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