CANTEMOS AO SENHOR!

Inicio esta reflexão fazendo uma afirmação: Cantar ao Senhor deve ser fruto de lábios que confessam o nome de Jesus Cristo (Hb 13.15). Quando Paulo e Silas estavam na prisão em Filipos e cantavam ao Senhor à meia noite, eles o fizeram motivados por amor profundo a Cristo Jesus. Amar a Cristo significa dar para Ele o melhor de nós. O nosso amor por Ele deve resultar em serviço a Ele e ao nosso próximo. O nosso cântico ao Senhor deve ser o cântico do serviço amoroso à semelhança do Mestre. Cantar ao Senhor é servir, é exercer a diaconia de forma abnegada. É amar o nosso irmão como ele é. O nosso cântico é resultado da nossa experiência profunda com a cruz de Cristo. Não mais nós vivemos, mas Cristo vive em nós (Gl 2.20).

Os Salmos 95.1; 96.1 e 98.1, mostram a exortação do salmista quanto ao modo de cantarmos ao Senhor Todo-Poderoso. Que privilégio para o crente reconhecer a soberania do seu Senhor e regozijar-se nEle! Não há maior prazer e honra para um pai do que ver a obediência do seu filho. E não há maior alegria para o filho obediente do que honrar o seu pai. Devemos honrar o nosso Pai tão amoroso com cânticos espirituais, cânticos que partem do nosso espirito em profunda comunhão com o Espírito Santo. É o Espírito Santo que testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8.16).

Nos Salmos 96.1 e 98.1, o verbo cantar aparece no modo imperativo. Cantar ao Senhor é uma ordem que deve ser obedecida. Somos do Senhor por direito de Criação e de Redenção. Precisamos reconhecer a Sua Grandeza e Glória; Majestade e Sabedoria; Justiça e Santidade; Amor e Graça. Como não cantar com todo o nosso fôlego, com as nossas entranhas fervilhando Àquele que nos criou e nos salvou em Cristo Jesus? Como não reconhecermos que toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do Pai das luzes em quem não há sombra de variação? (Tg 1.17).

Graças ao Pai que o nosso cântico tem implicações éticas, pois devemos ter coerência entre o que pensamos e o que falamos; entre o que falamos e como agimos. Sermos santos em todo o nosso procedimento (1 Pe 1.16). Mesmo no sofrimento, devemos com alegria cantar ao Senhor. Os melhores cânticos são os que partem do sofrimento. Grande parte dos nossos hinos foi escrita por pessoas que sofreram como o advogado de Chicago, Horatio Spafford, que perdeu suas filhas num naufrágio e escreveu a letra do hino 398 do Cantor Cristão. No estribilho, ele diz: “Sou feliz, sou feliz, com Jesus, meu Senhor”. A sua alegria não estava nas circunstâncias, mas no Senhor. Não estava na sua carne, mas no seu espírito.

Cantemos ao Senhor como regenerados que somos! Louvemos ao Senhor como Corpo Vivo de Cristo, membros uns dos outros ligados pelo amor. Que o nosso cântico seja de um coração sincero, grato, quebrantado e obediente. Que o nosso cantar seja sempre para a Glória do Senhor. Que no ambiente de cânticos, o Senhor seja sempre dignificado como o nosso Criador e o nosso Redentor. Seja Bendito o Cordeiro que na cruz por nós padeceu; seja Bendito o Seu sangue que por nós pecadores verteu (Hino 123 CC). Cantemos ao Deus da Graça que nos alcançou com o Seu amor incondicional. Que tem nos ensinado por Sua Palavra a amá-lO de todo o nosso coração, alma, entendimento e com todas as nossas forças e ao próximo como a nós mesmos. O nosso cântico é o cântico da nossa liberdade em Cristo Jesus para a Glória de Deus Pai.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pr.

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