DEVOÇÃO

 

A preciosidade deste substantivo tem a ver com culto tanto pessoal quanto coletivo. O nosso Abba (Paizinho) merece toda a nossa devoção. Do latim ‘devotio’, devoção significa: ‘dedicação, sacrifício, culto, observância de certas praticas religiosas; veneração especial; afeto, dedicação’. Paulo chama esta devoção de ‘culto racional’ (Rm 12.1). Na devoção deve haver coerência entre o que sou e o que faço; meus pensamentos e sentimentos tendo como consequência as práticas convergentes. Devoção é relacionamento com o Senhor. Ele tem prazer num coração quebrantado e contrito. Na verdade, Ele não despreza (Sl 51.17). Quando o rei Davi desejou a água do poço de Belém, seus valentes arriscaram a vida, passando pelas linhas dos filisteus, seus inimigos, e trouxeram a água para o rei. Davi, ao receber a água, a derramou perante o Senhor. Isto é devoção. Ele não se sentia digno do sacrifício dos seus valentes, mas considerou o Senhor digno de receber o sacrifício.

A nossa vida cristã deve ser sempre uma vida de devoção. Nela, nós somos sondados pelo Senhor, reconhecemos as nossas fraquezas, confessamos os nossos pecados, renovamos votos de obediência ao Senhor bem como experimentamos o amor e a disciplina do Pai. A devoção é uma oportunidade de nos encontrarmos com o Senhor e com o nosso próximo. Há comunhão dupla. Nela temos profunda alegria. Crescemos na compreensão do Senhor e do próximo. Somos tratados por Ele. A nossa sensibilidade é aumentada. Há saúde para os que levam a sério o seu relacionamento com o Senhor. À medida que nós disciplinamos a nossa devoção há mais intimidade com o Senhor e o consequente discernimento espiritual. Devotar ao Senhor o nosso tempo, corpo, talentos, dons, mente – toda a nossa vida – significa considera-lo a nossa prioridade. Aqui está o centro da vida, a verdadeira felicidade.

Pratiquemos a nossa devoção ao Senhor. Ele merece o melhor de nós – toda a nossa vida no altar da graça. Merece o nosso sacrifício vivo, santo e agradável como culto racional, coerente. Deus se agrada quando nos humilhamos debaixo de Suas potentes mãos. Quando descansamos na Sua fidelidade. Quando somos fortalecidos por Sua graça que a cada dia nos basta. Que privilégio devotar ao Senhor o melhor de nós! Oferecermos um sacrifício melhor do que o de Caim. Vivermos uma vida pela fé. Buscarmos a santificação. Que ofereçamos o nosso devotio Àquele que deu o Seu único Filho por nós na cruz para nos salvar plenamente. Reconheçamos que ‘toda a boa dádiva e todo dom perfeito vêm do Pai das luzes em quem não há sombra de variação’ (Tg 1.17). Vivamos uma devoção profunda. Reconheçamos que sem Ele nada podemos fazer.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor.

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