GETSÊMANI – SER COMO CRISTO OBEDECENDO A DEUS PAI (Final)

 

Getsêmani, como já vimos, significa ‘lagar de azeite’, lugar de muitos pés de oliveira. Sabemos que o azeite é produto fino a partir do esmagamento das azeitonas. As azeitonas são prensadas e na primeira prensa temos o chamado azeite virgem. Esta prensa fala de sofrimento. Jesus foi moído pelo Pai por causa das nossas iniquidades. Isaias tratou disso em sua profecia no capitulo 53. Todo este capitulo narra o sofrimento do Messias em nosso lugar. A experiência no Getsêmani é parte de todo o sofrimento do nosso Salvador. Por isso, ninguém tem maior amor do este (João 15.13,14). A experiência de sofrimento, morte e ressurreição de Jesus deve ser a nossa experiência diária. “Trago no meu corpo o morrer de Jesus para que a Sua vida se manifeste em minha carne mortal” (2 Co 4.10). Paulo creu e entendeu o que significa ser como Cristo na obediência ao Pai.

A experiência de Jesus no Getsêmani deve nos levar a viver o cristianismo autêntico, comprometido com os valores do Reino de Deus. Gandhi disse: “Se vocês, cristãos, vivessem como Jesus Cristo, a Índia estaria aos seus pés amanhã”. O reverendo Iskandar Jadeed, ex-muçulmeno árabe, declarou: “Se todos os cristãos fossem cristãos, hoje não haveria mais islamismo”. A nossa semelhança com Cristo na Sua obediência ao Pai nos leva a três consequências praticas, segundo Stott: O mistério do sofrimento (Rm 8.28); o desafio do evangelismo (o estilo de vida e não simplesmente um método) e a habitação do Espírito Santo (At 1.8). O precioso Espírito nos ajuda muito na compreensão do sofrimento e nos ministra poder para uma ação evangelizadora eficaz.

Um repórter perguntou ao pastor George Muller qual era o segredo de sua vida bem sucedida à frente dos orfanatos de Bristol, Inglaterra. Ele respondeu: “Houve um dia em que George Muller morreu”. Sabemos, como nos ensinou Jesus, que o grão de trigo só dá fruto se, caindo na terra, morrer (João 12.24). O nosso grande desafio nestes tempos difíceis, dominados pela ética relativa, pluralismo, heresias, legalismo, narcisismo, triunfalismo, engano, teologia da prosperidade, confissão positiva, somos chamados à conformação com a Pessoa de Cristo e à inconformação com tudo o que está posto neste mundo. Que reflitamos acerca do hino 175 do Cantor Cristão: “Cristo, bom Mestre, eis meu querer:/ Tua vontade sempre fazer; / Faze-me forte pra resistir/ Duras fraquezas que possam vir/Cristo, bom Mestre, eis meu querer; / Mais santidade de vida ter;/ Faze-me firme, Cristo, meu Deus, /Pra não deixar a senda dos céus./ Cristo, bom Mestre, eis meu querer;/Todas as minhas faltas vencer; /Faze-me rijo para lutar; /Para a vitória sempre ganhar”. Deus seja sempre glorificado em nossa obediência à semelhança de Cristo, Senhor e Salvador nosso.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pr.

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