GETSEMANI – SER COMO CRISTO OBEDECENDO A DEUS PAI (II)

Voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Vós não pudestes vigiar comigo nem uma hora?” (Mt 26.40).

A agenda de Jesus é a nossa agenda? Quem é que a define? Certamente a Sua agenda deve ser a nossa agenda. Esta agenda chama-se ORAÇÃO. É um trabalho prazeroso, quando me submeto à Sua vontade. Na oração, estamos entre fazer a nossa vontade e a vontade de Deus. A oração verdadeira significa que a vontade de Deus define o meu estilo de vida. Então, a agenda de Jesus é prioridade. É uma agenda com implicações espirituais, éticas, emocionais e físicas. Todas as dimensões do cristão estão comprometidas com o Transcendente. Esta realidade está na oração do Pai Nosso (Mt 6.9-13). Jesus nos ensina magistralmente um modelo de intercessão.

O propósito de Deus é nos fazer como Cristo. E a forma como Ele faz isso é nos enchendo com o Seu Espírito Santo. (Stott). O nosso grande desafio é parecer-nos com o Mestre na oração. O Seu exemplo é sublime. Ele levava a intercessão muito a sério. Antes de escolher Seus discípulos, Ele passou a noite toda buscando a vontade do Pai. Não é possível fazermos as coisas para Deus se não aspiramos a Sua vontade por meio da comunhão com Ele. Então, o fazer para Deus depende da minha intimidade com Ele.

Há muitas pessoas dormindo em nossas igrejas. Elas estão insensíveis, alienadas e voltadas para si mesmas. O inimigo das nossas almas está agindo em toda a parte implacavelmente, destruindo casamentos, famílias, promovendo o trafico de drogas, prostituição, pedofilia, corrupção, imoralidade, relativismo ético, religiosidade aparente, heresias, egoísmo, etc. Na individualidade e na coletividade precisamos orar intensamente. Sabemos que a oração do justo pode muito em seus efeitos (Tg 5.16). O segredo do trabalho bem sucedido está na oração que parte do recôndito da alma para o coração do Pai. Orar é perseverar. É lutar no Senhor contra as forças espirituais da maldade neste mundo visível e no invisível (Ef 6.10-20). Mas deve haver deleite na oração feita por aquele que foi tornado justo pela obra de Cristo na cruz. Paulo era um homem de oração. “Por esta razão, dobro os meus joelhos perante o Pai” (Ef 3.14). Ele era um líder que vivia pela fé (Rm 1.17). De Jerusalém (oriente) a Roma (ocidente), Paulo testemunhou eficazmente acerca de Cristo porque vivia na dependência de Deus.

O Senhor nos chama à intimidade com Ele por meio de Cristo, Seu Filho. Convoca-nos a um compromisso de intercessão pelo Brasil e pelo mundo. Oramos porque cremos que o nosso Deus Soberano, Senhor da História, há de fazer as intervenções na hora certa, usar as pessoas certas e sempre pelas razões corretas. Ele se agrada quando olha para um coração quebrantado e arrependido (Sl 51.17). Não podemos, em hipótese alguma, desprezar uma vida de oração. O nosso Pai não quer ouvir repetições religiosas, mas corações profundamente sinceros, quebrantados e com intenções que sejam coerentes com a Sua vontade. Jesus orou: “Meu Pai, se não for possível afastar este cálice sem que o beba, seja feita a tua vontade” (Mt 26.42). Sejamos imitadores de Jesus para a Glória de Deus Pai.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pr.

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