GETSEMANI – Ser como Cristo obedecendo a Deus Pai (1)

 

O texto está em Mateus 26.36-46. Deus se agrada quando somos obedientes a Ele. O substantivo obediência quer dizer: “Cumprimento, acatamento, acato, respeito, subserviência, apoio, submissão, consentimento, obtemperação, aquiescência, condescendência, complacência, disciplina, sujeição, fidelidade, fieldade, lealdade, constância, preito, deferência, vassalagem, dedicação, adesão, tributo, subordinação, jugo, preito de obediência, torre, mensagem” (Dicionário Analógico – Francisco Azevedo). Observe quantas implicações dessa palavra. Ela tem todas estas conotações. É impressionante o seu alcance. Fala-se muito em obediência, mas são poucos os obedientes.

Jesus foi obediente até à morte e morte de cruz. A proporção da Sua obediência ao Pai deve ser imitada por nós. Não foi uma obediência condicional, mas incondicional. Na verdadeira obediência não há barganha, mas entrega sem reservas. Uma vez que se coloca a mão no arado não se pode olhar para trás. Jesus se deixou pregar na cruz fazendo toda a vontade do Pai. Toda a Trindade estava envolvida no sacrifício vicário.

A experiência no Getsemani é a do descando/trabalho (vv.36-38). Do compartilhamento da tristeza de Jesus com os discípulos mais próximos, mais íntimos. Foi no jardim do Getsemani (gath shemen), um lagar de azeite, onde se prensava as azeitonas, que Jesus teve a luta entre fazer a Sua vontade e a vontade do Pai. Esta é a nossa luta. Sim, foi num jardim a leste de Jerusalém, além do vale de Cedrom. Era um retiro favorito frequentado por Cristo e Seus discípulos, o qual se tornou a cena da agonia de Jesus, da traição de Judas e do aprisionamento do Senhor. É muito interessante o contraste entre o Jardim do Éden onde o primeiro Adão desobedeceu a Deus e o Jardim do Getsemani onde o segundo Adão obedeceu.

O local é a antessala do Calvário, do Gólgota. Jesus foi prensado pela vontade do Pai. Ao Pai agradou moê-lo fazendo-O enfermar (Is 53.10). Foi da vontade do Senhor esmaga-lo, fazendo-O sofrer até à morte em nosso favor, em nosso lugar. Na verdade, não somos maiores do que o nosso Mestre. É no sofrimento que muitas vezes aprendemos a obediência. Como discípulos, devemos ser obedientes sempre. É o custo do discipulado, da relação com Jesus. A obra suficiente de Cristo basta como motivação para a nossa obediência, para a nossa diaconia. Precisamos passar pela experiência do Jardim onde Jesus sofreu. Que o Senhor nos livre de ficarmos sonolentos, absortos em nós mesmos, vivendo de forma egoísta. Aprendamos a obediência com Cristo Jesus, nosso Senhor, que a Si mesmo se ofereceu por nós na cruz do Calvário.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pr.

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