A COMPAIXÃO DE JESUS

 

Fico impressionado sempre quando leio os evangelhos e medito na compaixão de Jesus. Como o nosso Mestre era cheio de compaixão pelos perdidos, pelos párias da sociedade. Não havia no Senhor uma palavra de condenação, mas de salvação. Sobre Zaqueu – o publicano coletor de impostos – Ele disse: “O Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Lc 19.10). O foco de Jesus sempre foi os doentes, os machucados, feridos pela sociedade espartana, pelo legalismo dos religiosos judeus e pela sociedade materialista. Jesus sempre esteve na contramão tanto da religião quanto do secularismo de então. A leitura de Jesus nunca foi a partir do exterior, da capa, mas do coração, das entranhas e dos porões do subconsciente. Ele sempre amou as pessoas como eram. Ele tinha uma especialidade de revelar os princípios do Reino de Deus, o Pai. Que os homens deviam busca-lo em primeiro lugar (Mt 6.33).

Como Jesus era compassivo! Com Ele era manso e humilde de coração! Especialista em recuperar o irrecuperável. Tratar o intratável. Penetrar no impenetrável. A sua palavra era sempre de reflexão, encorajamento e graça. Na verdade Ele era a personificação da graça, a graça feita carne. O Verbo que se fez carne e habitou entre nós cheio de graça e de verdade (João 1.14). Graça presente e operante na vida dos rejeitados, dos maltrapilhos, fracassados e dos quebrados pela vida. Na parábola do samaritano Ele ensinou que o amor supera o preconceito, o ódio e a rejeição veemente. Na parábola do credor incompassivo Ele ensina a perdoar sempre. No Sermão do Monte Ele ministrou acerca da relação com o Pai e com os irmãos. Estabeleceu a vida orientada pela obediência ao Senhor.

A compaixão de Jesus me encanta e me faz cantar. Ela enseja compromisso em buscar o perdido, a se importar com os que sofrem e a levantar os abatidos e caídos pelo mundo afora. Ele é Aquele que nos resgata do lixão da vida. Que chama dos botecos os beberrões para a comunhão dos santos salvos pela graça. Das esquinas frias das drogas para o aquecimento da celebração dos salvos apenas pelo favor de Deus. Que oferece pão (provisão), afeto e abrigo (proteção) caracterizados por amor.

Vivamos a compaixão de Jesus neste mundo perdido. Sejamos Seus olhos, mãos e pés sempre ativos e prontos a ajudar os que precisam. Recolhamos os desabrigados, os solitários, os rejeitados. Exerçamos a paciência com os reincidentes. Tenhamos a coragem do compromisso com os que sofrem. Que o Senhor nos livre da acomodação, da timidez e das justificativas religiosas. Vivamos o cristianismo puro e simples. Aprendamos com Jesus a auscultar o coração das pessoas, estabelecendo o diagnóstico e o prognóstico. Sirvamos Àquele que não vê a aparência, mas olha para o coração. Aquele que já liberou o perdão por meio da Sua obra na cruz e na ressurreição. Aquele que convida: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e acharei descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mt 11.28-30). Sejamos os mensageiros do convite de Jesus. Levemos a Sua compaixão aos perdidos e o Pai será glorificado.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pr.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.