EVANGELIZAÇÃO E MISSÕES

 

“Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando-lhes a obedecer a todas as coisas que vos ordenei; e eu estou convosco todos os dias, até o final dos tempos” (Mt 28.18-20).

Esta é a chamada Grande Comissão deixada por Jesus para a Sua Igreja. Evangelização e Missões estão incluídas dentro dela. Elas se complementam. Na verdade, são dois métodos cuja mensagem é uma só – Jesus Cristo e este crucificado, morto e ressurreto (1 Co 2.2). Ele veio buscar e salvar o homem perdido e restaurar todas as coisas para a Glória do Pai. Sabemos que a evangelização é o método de apresentar Cristo seja pessoal ou coletivo. Cada cristão e cada igreja comprometidos, têm o privilégio de testemunhar de Cristo. Entendemos que evangelização é uma prática de anunciar o evangelho nos lugares mais próximos. Missões é a pratica de pregar o evangelho de Cristo mais distante sendo dentro e fora do país.

Piper diz que “missões é dizer às nações que louvem a Deus, dando-lhes evidências de que é bom e agradável mostrar-lhes que Deus abriu o caminho para os pecadores pelo sangue e pela justiça de Jesus Cristo. Missionários não dizem simplesmente o Salmo 147.1: “Louvai ao Senhor, porque é bom e amável cantar louvores ao nosso Deus; fica-lhe bem o cântico de louvor. Não dizemos apenas “Louvai ao Deus verdadeiro mediante Seu Filho Jesus! Damos as razões para isso. Explicamos quem ele é e como ele tem operado na História e falado conosco na Bíblia e em Seu Filho. Damos as razões pelas quais louvar a Deus é a única resposta segura e que satisfaz a Deus. Deixamos claro: Não louvar é perecer”.

Temos um compromisso inadiável de anunciar Jesus Cristo, toda a Sua mensagem. Como Pedro e João devemos sempre falar: “Não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (At 4.20). Paulo solenemente declarou: “Mas, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois tal obrigação me é imposta. E ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (1 Co 9.16). Como Paulo, precisamos ser corajosos. Ele testemunha fortemente: “Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu e também do grego” (Rm 1.16). Vivemos num tempo de crentes acomodados, rasos na sua fé, envergonhados, carnais, críticos, medrosos ou tímidos, avarentos, infiéis. Como vamos cumprir a Grande Comissão deixada por Jesus? Precisamos de coerência na vida para sermos testemunhas exuberantes do evangelho de Cristo. Termos a mesma coragem dos apóstolos, da igreja primitiva e dos demais cristãos que amavam o Senhor e não amavam as suas próprias vidas como os heróis da fé em Hebreus 11.

Apreciei muito o que Piper disse acerca da nossa tarefa de anunciar a Cristo: “Missões é conclamar o mundo a fazer aquilo para o qual fomos criados – ter gradíssimo prazer em louvar a Deus para sempre. Se as missões não alcançarem um povo com o evangelho da glória de Deus na face de Cristo, Deus será desonrado e as pessoas serão miseráveis – eternamente. Assim, somos impelidos por dois motivos (que acabam sendo um só): A Glória de Deus e o bem do homem. É a única coisa porque o louvor a Deus é a consumação do prazer em Deus”. O Senhor nos chama a todos para ser pessoas que ou prosseguem em missão ou enviam missionários (Piper).

A nossa Declaração de Fé da CBB, diz: “A missão primordial do povo de Deus é a evangelização do mundo, visando a reconciliação do homem com Deus (Mt 28.19,20; 2 Co 5.18-20; Rm 10.13-15). É dever de todo o discípulo de Jesus Cristo e de todas as igrejas proclamar, pelo exemplo e pelas palavras, a realidade do evangelho, procurando fazer novos discípulos em todas as nações, cabendo às igrejas batizá-los e ensiná-los a observar todas as coisas que Jesus ordenou (Lc 24.46-49; At 1.8). A responsabilidade da evangelização estende-se até os confins da terra e por isso as igrejas devem promover a obra de missões, rogando ao Senhor que envie obreiros para a sua seara (Mt 9.38)”.

Não transformemos a Grande Comissão na Grande Omissão. Não tratemos a urgência de Deus como algo sem valor. Mais uma vez, recebemos uma tarefa vital e urgente. Não podemos postergar. Tenhamos a disposição do profeta Isaias quando foi chamado pelo Senhor: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6.8). Que tenhamos no centro do nosso coração o Cristo da missão. A consequência será, com alegria, proclamar o Senhor ao mundo a começar dos nossos familiares não crentes. Como dizia Oswald Smith: “A luz que brilha bem longe é porque brilha muito forte perto”. Como nos ensinou William Carey, missionário inglês na Índia, “empreendei grandes coisas para Deus; esperai grandes coisas de Deus”. O trabalho que ele realizou na Índia fala até hoje. Que tenhamos o mesmo sentimento de Cristo: “Vendo as multidões, compadeceu-se delas, porque andavam atribuladas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9.36). Ele não só foi a elas, mas deu a Sua vida por elas e por nós. Sejamos como Ele para a Glória do Pai!

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.