OS JUSTIFICADOS NÃO ANDAM SE JUSTIFICANDO

 

Esta é uma grande verdade, pois aqueles que foram declarados justos por causa da obra suficiente de Cristo na cruz e na ressurreição não justificam seus erros, seus pecados. Adão tentou justificar seu pecado culpando Eva, sua esposa. Temos esta tendência herdada deles. Precisamos reconhecer nossos pecados, erros, nos arrependermos, confessarmos e confiarmos na obra de Cristo. Os que foram perdoados pelo Senhor não se defendem diante de juízos temerários, críticas e descansam no suficiente Advogado de sua alma – o Senhor Jesus Cristo (1 João 2.1). Paulo nos ensina que fomos justificados por Sua graça mediante a fé e assim temos paz com Deus (Rm 5.1,2). A obra da justificação empreendida por Jesus é uma obra completa. Fomos perdoados para perdoarmos. Justificados para confessarmos nossas culpas e os nossos relacionamentos críticos. Na cruz, Jesus Cristo derramou Seu sangue para que recebêssemos o Seu perdão e Sua vida. Portanto, não mais nós, mas Cristo em nós (Gl 2.20). Somos novas criaturas com relacionamentos fundamentados no caráter de Cristo Jesus.

A justificação operada por Cristo em nós traz profunda alegria. Restaura a nossa comunhão com o Pai e com o nosso próximo. Uma vida de ódio, ressentimentos, amarguras, é substituída por uma vida de amor, perdão, alegria e descanso. Toda a obra de Cristo foi, em primeiro lugar, para a Glória do Pai e, depois, para a nossa salvação e aprazimento ou contentamento nEle. Tudo o que fizermos deve ser para a Glória do nosso Pai (1 Co 10.31). O fato de sermos justificados deve nos levar a ouvir mais. Como nos ensina Tiago: “Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar” (1.19). Sabemos que a ira do homem não opera a justiça de Deus. O Pai não trata conosco com base em nossa ‘justiça’ (a parábola do publicano e do fariseu nos ajuda aqui), mas na justiça de Cristo, Seu Filho amado. Quando experimentamos o perdão de Deus em Cristo somos fortalecidos em nossos relacionamentos.

Vivamos como justificados para testemunharmos a nossa reconciliação com Deus na mediação de Cristo Jesus (2 Co 5.18-20). Este texto revela que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo e nos deu o ministério da reconciliação. Esta realidade salvadora produz paz e harmonia entre o salvo e o seu próximo. Saúde relacional na família e na Igreja. O prazer daquele que foi declarado justo pelo trabalho de Cristo, é relacionar-se de forma saudável – facilitadora e criativa. A sua conexão com o próximo não está fundamentada em desempenho ou no mérito humano, mas na redenção realizada por Cristo na cruz e na ressurreição. Estar em Cristo me traz a segurança do Seu perdão e a facilidade em perdoar os que me ofendem. Isto basta para mim. Não preciso me defender, mas confio plenamente em Cristo, meu Salvador e Senhor.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor.

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