O CAMINHO DA CRUZ

 

O caminho da cruz é o da obra perfeita de Cristo por nós. O nosso desafio é andarmos por ele, nos identificando com o Senhor Jesus Cristo morto e ressurreto, que está à direita do Pai intercedendo por nós. Este caminho tem sido trocado pela rota da prosperidade, autoestima, confissão positiva e do antropocentrismo. Poucos desejam seguir e servir a Cristo. Ele disse: Se alguém quiser vir após mim a si mesmo se negue, tome sobre si a sua cruz e siga-me (Mt 16.24). O caminho da cruz é o caminho da morte do velho homem e da vida do novo homem que tem prazer na Lei de Deus e nela medita dia e noite. Este caminho não é construído pelo homem, mas pelo trabalho de Cristo na cruz quando derramou o Seu precioso sangue. É o caminho da renuncia, entrega, obediência e identificação completa com Cristo. Cada dia, aquele que percorre este trajeto deve trazer no seu corpo o morrer de Jesus para que a vida do Mestre se manifeste em sua carne mortal (2 Co 4.10).

Fiquei bastante impressionado com a colocação do velho pastor e erudito John White: “Quando mais medito na morte de Cristo, tanto mais ela me impressiona. Mas de uma coisa tenho certeza: ela não clama por pena, mas por admiração e assombro, pela maior façanha da história humana, realizada pelo homem mais poderoso e santo da história, o Deus-homem. Foi a suprema conquista do amor, realizada em função de uma alegria colocada adiante. E nós somos chamados para um compromisso: segui-lO ao longo do caminho da cruz, ‘fixar nossos olhos em Jesus’… O caminho da cruz não é uma negação do direito ao prazer. Deus inventou o prazer. Deus o concedeu à raça humana. O diabo só nos ensinou a fazer o mal uso dele, tornando-o pecaminoso” (White, 30,33). O nosso maior prazer é obedecer a Cristo Jesus.

Neste caminho da cruz “eruditos e carpinteiros marcham lado a lado. Nenhuma vocação é mais exaltada do que a outra. O que importa é o que nos motiva a perseguir essa vocação, seja acadêmica, seja braçal” (White, 32). O caminho da cruz é o caminho da unidade. A linguagem é a do amor. A postura é a humildade. Neste caminho há dependência de Deus e interdependência no Corpo Vivo de Cristo. Caminho de sofrimento e glória. A alegria é a musica dos caminhantes. Andar por este caminho é reconhecer o quanto pequenos somos e quão grande, magnifico e santíssimo é Jesus. Os caminhantes vivem pela fé, pois confiam na suficiência de Cristo. A intrepidez e a ousadia são elementos do testemunho dos peregrinos. Caminhar pela estrada da cruz requer humildade, mansidão, longanimidade, domínio próprio e perseverança. Os olhos dos caminhantes estão em Jesus – Autor e Consumador da fé (Hb 12.2). Nesta peregrinação há sofrimento, choro, angustia, mas, ao mesmo tempo, remédio, palavras de ânimo, encorajamento e socorro bem presente.

O caminho da cruz é percorrido por aqueles que renunciaram a tudo por causa de Cristo. Este caminho “é uma obsessão magnifica por uma perola celestial. Comparado a ela, tudo o mais na vida perde o valor. Se pudéssemos comprá-la, venderíamos tudo, de bom grado. Mas não podemos comprar o tesouro celestial. Ele não está à venda. Na parábola de Jesus, o ponto central é que, tendo vislumbrado a pérola, desprezamos todas as outras coisas para perseguir o tesouro” (White, 38). A nossa caminhada com Cristo é uma caminhada de fé, esperança e amor. Estas são as três virtudes cardeais da vida cristã. Caminhemos este caminho com a segurança da suficiência de Cristo, nosso Senhor para a Glória de Deus, nosso amado Pai.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor.

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