O CULTO CRISTÃO

 

Deus se agrada quando O cultuamos de modo sincero, autêntico, lógico. Paulo exorta os irmãos em Roma a que cultuem ao Senhor de forma coerente ou lógica (Rm 12.1,2). O Senhor aprecia quando olha para um coração totalmente absorvido na Sua adoração. Jesus nos ensina que adoremos ao Pai em espírito e em verdade (João 4.24). Isto quer dizer que o culto ao Senhor tem dois pontos essenciais: “em espírito” e “em verdade”. Significa que ele deve ser espiritual e verdadeiro. São expressões que denotam o compromisso do nosso espírito com o Espírito de Deus e a sinceridade do coração, a coerência entre o que sou e o que faço. Vale dizer que palavras e ações devem ser coerentes. Sintonização e sincronização. O Senhor revelou o Seu cansaço ao perscrutar os sentimentos do Seu povo nos atos de culto (Is 1.1-18). Havia muita incoerência nas atitudes e nos atos do povo de Israel em relação ao Senhor.

Os nossos cultos têm sido feitos por muitas pessoas que não têm compromisso com a santidade do Senhor. Devemos ser santos em todo o nosso procedimento (Lv 19.2). O Senhor é Santo e exige de nós santidade. A dispersão, a falta de profundidade, o interesse em teologias mercantilistas, a religiosidade de final de semana, as manifestações de histeria, a ditadura dos sentimentos, o pragmatismo e outras atitudes revelam a nossa falta de compromisso com uma adoração dentro dos padrões de Deus. O nosso culto ao Senhor há de ser caracterizado por um profundo amor a Ele e ao nosso próximo. Precisa ser ético e cheio de compaixão. Os adoradores devem ser pessoas comprometidas com a suficiência da obra de Cristo na Sua morte e na Sua ressurreição. Cristo deve ser sempre o centro do nosso culto. Vivido e pregado intensamente. O Espírito Santo tem uma participação decisiva, pois Ele está comprometido em revelar o amor e a santidade de Deus Pai bem como a obra vicária de Cristo na cruz. No culto exercemos a nossa fé a partir de Cristo. No chamado profético de Isaias percebemos algumas lições que apontam para a adoração autentica, sem mascara. O profeta viu o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; depois, ele percebeu, à luz da Revelação, a malignidade do seu pecado, sendo purificado pelo Senhor; depois, atendeu o Seu chamado para ser um profeta com o objetivo de proclamar a mensagem de salvação.

O culto é um somatório de Palavra (Deus falando conosco); oração (quando falamos com o Senhor); comunhão (relacionamento saudável com o nosso irmão) e testemunho ( o nosso compromisso em servir às pessoas com o evangelho de Cristo). Mais uma vez, o Espírito é vital neste processo. O culto cristão tem uma característica peculiar: ALEGRIA. Cultuamos um Deus vivo. Não podemos nos esquecer de que há no culto o quebrantamento, o arrependimento e a contrição operados pelo Espírito Santo em nós. Deve ser visível a postura escatológica dos cristãos. Culto é Deus ministrando o nosso coração. É graça derramada sobre vidas pecaminosas. Ele não se restringe a lugar, mas onde estiver um cristão genuíno aí o Senhor fala. Há o culto pessoal e o coletivo. Aquele deve preceder este. Então, culto se traduz em expressão sincera, do coração; aprendizado profundo da Palavra; comunhão fraterna intensa e o resultado é a evangelização dos perdidos. Culto é a festa do perdão e da cura. Deus está presente quando O cultuamos em conformidade com a Sua Palavra. Prestemos o melhor culto ao Senhor. Ele quer e merece o melhor. Que assim seja!

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor.

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