CELEBRAÇÃO DA VITÓRIA DE CRISTO – A experiência da Ceia do Senhor no Corpo de Cristo – a Igreja.

Toda vez que participamos da celebração da Ceia do Senhor somos chamados à reflexão. Há duas razões para isso: A Sua ordem e a verdade da Sua obra vicária, substituta por nós na cruz e na Sua ressurreição. A Ceia do Senhor deve revelar duas realidades incontestáveis: O Seu amor por nós e a nossa unidade como Seu Corpo neste mundo. Esta celebração anuncia também que Ele voltará para buscar a Sua tão amada Igreja. A Ceia é uma experiência externa a partir de uma experiência interna, do coração regenerado pela obra de Cristo aplicada pelo Espírito Santo. A participação na Ceia não é monótona e nem fúnebre, mas dinâmica e de vida. Há dois textos clássicos: O primário, quando o próprio Senhor Jesus a estabelece com os Seus discípulos (Mt 26.26-30); e o chamado secundário, chamado de teologia da Ceia, escrito pelo apóstolo Paulo (1 Co 11.23-29). Aqui o apóstolo discorre sobre o significado da Ceia e a postura do cristão na sua pratica.

Na celebração da Ceia temos os elementos pão e suco da vide (uva). O pão e o suco da vide simbolizam, respectivamente, o corpo e o sangue do Salvador. Fomos salvos pela obra de Cristo que inclui o Seu corpo e o Seu sangue. Corpo e sangue fazem parte da vida de Cristo que voluntariamente se deu por nós na cruz. O trigo e a uva foram macerados e transformados, respectivamente, farinha e suco. O trigo que vira pão e a uva que vira suco, revelam o sofrimento de Cristo. O texto de Isaias 53, declara que Jesus foi moído por causa das nossas transgressões. A videira precisa sofrer (muito frio, sol e pouca água) para dar excelentes uvas. No batismo e na ceia somos identificados com Cristo na Sua morte e na Sua ressurreição. A nossa regeneração implica em morte e ressurreição com Cristo (Rm 6.4-9). Há uma identificação entre o Salvador e o salvo; entre o Senhor e o servo; o Mestre e o discipulo. Paulo trazia no seu corpo o morrer de Jesus para que a vida de Jesus se manifestasse em sua carne mortal (2 Co 4.10).

A Ceia revela magistralmente o nosso compromisso com Jesus em todas as dimensões da vida cristã neste mundo. O discípulo não é maior do que o seu mestre. Quando participamos da Ceia é a Igreja unida sob a autoridade absoluta de Cristo. Na verdade Cristo está derramado na vida da Sua Igreja preenchendo todos os meandros motivando fortemente a comunhão e o serviço de amor. Há uma relação de serviço amoroso operada pelo Espírito Santo. Este mesmo Espírito nos aponta a centralidade de Cristo na vida da Sua Igreja. A Ceia não é meramente uma experiência religiosa, agendada para um domingo, mas uma experiência cristã genuína revestida de seriedade e compromisso em proclamar Cristo até que Ele volte a partir da unidade da Sua Igreja. Há um componente escatológico muito profundo na celebração da Ceia do Senhor.

A nossa Declaração Doutrinária nos ensina que a “Ceia do Senhor é uma cerimonia da Igreja reunida, comemorativa e proclamadora da morte do Senhor Jesus Cristo, simbolizada por meio dos elementos utilizados: o pão e o vinho (Mt 26.26-29; 1 Co 10.16, 17-21; 11.23-29). Nesse memorial o pão representa o Seu corpo dado por nós no Calvário e o vinho simboliza o Seu sangue derramado. A Ceia do Senhor deve ser celebrada pelas Igrejas até a volta de Cristo e sua celebração pressupõe o Batismo bíblico e o cuidadoso exame íntimo dos participantes (Mt 26.29; At 2.42; 20.4-8)”.

O que me impressiona na Celebração da Ceia do Senhor é que ela é para todos os convertidos pela fé na obra suficiente de Cristo e batizados em nome do Deus Triúno (Mt 28.19,20). Na Ceia não há acepção de pessoas. Assim é no evangelho de Cristo. Quantas pessoas se converteram durante a sua celebração. A Igreja de Cristo é constituída de todos que foram alcançados somente pela graça, sem mérito pessoal. Chamados à unidade em Cristo. Então, a Ceia do Senhor acontece com os que O amam e foram transformados por Ele. Uma profunda experiência de morte e ressurreição. Que celebremos a Ceia com estas convicções bíblicas, com o coração puro e com alegria para que o mundo creia que Jesus é o único Salvador e Senhor para a glória de Deus Pai.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pr.

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