DIA DO BENEFICIO, VÉSPERA DA INGRATIDÃO

Alguém disse isso e que, de fato, é uma verdade. Eu me lembro do Senhor Jesus quando curou os dez leprosos e só um voltou para agradecer. E este era samaritano. Somos muitas vezes surpreendidos pelo fato de beneficiar alguém e nunca recebermos um retorno que, no mínimo, é saudável: desejo agradecer a Deus por ter usado você para me beneficiar. Temos a tendência de gostar quando alguém vem nos agradecer. O mais importante, porém, é estimular a pessoa beneficiada agradecer a Deus, de quem vem toda a boa dádiva e todo dom perfeito (Tg 1.17). Devemos ensinar os pequeninos a serem gratos a Deus e aos outros quando recebem algo. Gratidão é uma questão de caráter, de formação. O apóstolo Paulo recomenda e até ordena: “Em tudo dai graças porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus, nosso Senhor” (1 Ts 5.18). Ele ordenou em outro texto: “A paz de Cristo, para a qual fostes chamados em um só corpo, domine em vossos corações, e sede agradecidos” (Cl 3.15).

Devemos lembrar sempre do salmista que, extasiado, pergunta: Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios para comigo? (Sl 116.12). Ele mesmo responde: “Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor. Cumprirei os meus votos ao Senhor, na presença de todo o seu povo” (Sl 116.13,14). Há uma consciência de gratidão na vida do salmista. Jesus sempre foi grato ao Pai em todo o Seu riquíssimo ministério entre os homens. Certamente, todos os milagres que realizou foram precedidos de profunda gratidão a Deus Pai. O coração do Mestre era sempre grato. Creio firmemente que a gratidão é a melodia de um coração que crê na suficiência de Cristo e reconhece os feitos de Deus na História. À semelhança de Jesus, façamos o bem sempre (At 10.38). Que a nossa mão direita não saiba o que a esquerda faz. Não esperemos recompensa. Beneficiemos sempre as pessoas como ao Senhor e para a Sua Glória. Servir é sempre um privilégio.

Lembremos sempre que a ingratidão é um traço muito nítido da incredulidade que resulta em uma deformação de caráter. É como você cuspir no prato que comeu. É uma atitude de desobediência ao Senhor. Quando agimos com ingratidão desonramos a Deus, nosso amoroso Pai. Por outro lado, a gratidão fortalece o caráter, dignifica o Senhor e alimenta o relacionamento. Ser grato é salutar. Faz bem ao coração e a mente. A gratidão rejuvenesce e equilibra as emoções. Ela só faz bem e estimula outros a serem gratos. À semelhança do Senhor Jesus, sejamos gratos para a Glória de Deus Pai.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pr.

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