O QUE FAZEMOS POR MISSÕES?

 

John Piper diz que há três tipos de cristãos em relação a missões: os que vão, os que enviam e os desobedientes. Em qual tipo você se encaixa? Tanto os que vão quanto os que enviam são missionários na acepção da palavra. Os que vão têm um chamado específico. Os que enviam acham-se comprometidos a partir de uma consciência missionária profunda e forte. Geralmente os que enviam têm o dom da liberalidade. Contribuir para a obra missionária é algo profundamente espiritual. Na verdade, estou investindo para que o evangelho de Cristo seja proclamado para salvar vidas preciosas. Também, para derrubar sofismas, principados e potestades, pois a nossa luta não é carnal, mas espiritual (Ef 6.10-20). Trava-se uma batalha campal quando pessoas são chamadas a ir e outras são desafiadas a contribuir. Como cristãos, devemos orar sempre, em todo o tempo, como nos ensinou o Senhor Jesus (Lc 18.1). As pessoas estão clamando pelo evangelho. Embora as portas de muitos países estejam fechadas, o coração do povo está aberto para ouvir o evangelho.

Não quero ficar entre os desobedientes que, além de não contribuírem, ainda criticam. São pessoas que, em muitos casos, não têm uma experiência de regeneração, de novo nascimento, são apenas religiosas, centradas em si mesmas. Elas são como os dez espias que trouxeram a Moisés um relatório negativo da terra de Canaã: são medrosas e criticas. Estas atitudes contaminam. São como o povo de Israel, mesmo vendo os milagres de Deus no deserto, ainda assim continuava incrédulo, desobediente. Os desobedientes são pessimistas também. São murmuradores e egoístas porque só pensam no seu bem-estar, na sua zona de conforto. A sua visão é de galinha e não de águia. Só vêem o que está perto, mas não o que está longe, distante e perfeitamente possível de ser realizado. Precisamos ter uma visão de longo alcance. Ser um povo de vanguarda. A obra de missões deve ser vista nos três tempos: o que foi feito no passado (erros e acertos); o que está sendo feito hoje (chamamos isto de oportunidade) e o que será feito (chamamos isto de planejamento, expectativa positiva e o exercício da fé).

Bob Pierce, fundador da Visão Mundial Internacional (uma organização comprometida em ajudar famílias pobres e miseráveis ao redor do mundo), disse: “Só porque não é possível fazer tudo, não se justifica o não fazer nada”. Para fazer uma grande obra, é preciso começar a partir das pequenas obras. Para andarmos 10 km, precisamos dar o primeiro passo. O inicio é sempre mais difícil, mas depois engrena. As pequenas ações podem produzir grandes ações, projetos bem sucedidos. Jesus iniciou a pregação do evangelho com 12 homens. Conhecemos o resultado hoje. Como dizia o nosso precioso irmão Bob Pierce: “Que minha vida seja quebrantada pelas coisas que quebrantam o coração de Deus”. O que fazemos por missões? O que você e eu temos feito com a obra que Deus deixou para fazermos? Seremos os que vão, os que enviam ou os desobedientes? Em que situação estamos?

Jesus nos deixou a Grande Comissão (Mt 28.18-20) que muitos de nós a temos transformado na Grande Omissão. Diante do clamor do mundo, das mazelas de uma sociedade corrompida e perversa, diante da idolatria, da feitiçaria, de toda espécie de imoralidade, da violência e corrupção, o que temos feito? Qual tem sido o nosso nível de comprometimento neste mundo que jaz no maligno (1 João 5.19). Não podemos ficar entre os desobedientes, mas entre os obedientes que vão aos campos e os que os enviam (sustentam e oram). A obra que Deus deixou para realizarmos é uma obra de fé. Não podemos realizá-la na força da carne, na mera competência ou força humana, mas no poder do Espírito Santo (At 1.8). Se o evangelho saiu do oriente e chegou ao ocidente foi porque o apóstolo Paulo era um homem obediente, um obreiro provado e aprovado para fazer toda a vontade de Deus em Cristo Jesus, o Filho. Sabe o que ele disse? “Mas, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois tal obrigação me é imposta. E ai de mim, se não anunciar o evangelho! (1 Co 9.16). Isto é tremendo, não é verdade? Missões era a paixão de Paulo. Quando estava no judaísmo, ele possuía um zelo por sua religião, mas, agora, muito mais zelo ele tinha pela pregação do evangelho de Cristo, pela expansão do Reino de Deus. Para ele o viver era Cristo (Fil 1.21) e o morrer, lucro. Ele estava disposto a pagar o preço mesmo que custasse a sua vida. E nós?

Devemos ser enviados, enviadores ou sustentadores na pregação do evangelho de Cristo ao mundo. Como dizia John Blanchard: “Não podemos levar todo o mundo a Cristo, mas podemos levar Cristo a todo o mundo”. A missão precisa ser cumprida. Não podemos perder tempo (Ef 5.16). O mundo precisa ouvir o evangelho de Cristo e isto acontecerá a partir da visão missionária cristocêntrica. De norte a sul e de leste a oeste o evangelho de Cristo precisa ser proclamado. A partir de uma nação de joelhos podemos chegar com mais rapidez e eficiência em todo o mundo. São joelhos que se dobram, mãos que dão e pés que vão. Joelhos, mãos e pés consagrados ao Senhor para fazerem toda a Sua vontade. O que fazemos por missões? Vamos? Enviamos (sustentamos e oramos)? Ou agimos com desobediência? A resposta é sua.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor.

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