BABEL E PENTECOSTES E A OBRA MISSIONÁRIA

Os acontecimentos de babel registrados em Gênesis 11. 1-9 e Pentecostes em Atos 2.1-13, embora separados pelo tempo em mais de 2000 anos têm algo em comum. Primeiramente os dois falam de línguas, só que em babel falava-se uma só língua naquele dia; e passaram a falar varias línguas a ponto de não entenderem a língua um do outro. No dia de pentecostes o povo presente na festa falava varias línguas naquele dia, mas cada um passou a entender em sua própria língua a mensagem que Pedro pregava em aramaico. Em Babel as línguas foram divididas fruto da desobediência dos homens. Ali Deus os espalhou na face da terra para que houvesse restrição em suas ações. Em pentecostes Deus uniu a todos os homens em uma só língua, para que todos pudessem entender a mensagem. Em Babel o povo foi dividido, e surge, portanto o mundo das nações. Este mundo das nações representa o homem na sua língua, cultura e nação longe da presença de Deus. A barreira da língua se tornou um empecilho para comunicação, e, portanto, a quebra da comunhão. Babel não só representa a divisão das línguas e a separação dos homens de Deus, mas a impossibilidade do homem retornar a Deus pelos seus próprios esforços ou méritos. Em pentecostes a língua não serve para a separação não se tornando um empecilho para a comunicação, mas sim para a união.

Babel e o Dia de pentecostes se unem sobre a direção de Deus. Só que em babel Deus veio para punir estabelecendo o seu juízo sobre os homens pecadores; em pentecostes Ele veio para manifestar a sua graça, cumprindo as suas promessas. Se Babel representa o descrédito do homem, a cobiça e a sua auto suficiência, Pentecostes representa a dependência de Deus.

Os dois acontecimentos que se separam historicamente são marcados por atos diferentes, mais ligados pelo fenômeno da língua. Babel é marcada por uma só língua, varias nações, pentecostes varias línguas, mas uma só nação, “os que louvam ao Senhor”. Em babel o homem cria para si um reino e as marcas são a violência e a força como meio de dominação. Em pentecostes Deus cria para si mesmo um reino, onde as marcas é o amor, e todos são convidados: ”E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto,e com teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação.”(Ap 5.9)

Se em Babel a língua cria barreiras e a dispersão da presença do Senhor, pentecostes a separação que a língua criou é desfeita. A falta da comunicação que a língua criou é quebrada. Naquele glorioso dia de pentecostes todos de varias línguas e nações voltaram para suas casas entendendo em sua própria língua a mensagem do evangelho. Estes mesmos homens que o livro de atos nos registra três mil almas (At2. 41), voltaram para as suas terras para o seu povo, pregando as boas novas do evangelho em sua própria língua. Eles se tornaram missionários em potencial.

Babel e pentecostes estão separados na história pelo tempo, mas unidos no propósito de Deus em Cristo como já nos predizia o profeta Isaias “O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e sobre os que habitavam na terra de profunda escuridão resplandeceu a luz” (Is 9.2). Cumpre-se a ordem do Senhor na grade comissão ( Mt 28 .19-20). As fronteiras do mundo das nações foi de uma vez por todas desfeita ( At. 1:8)

Antes pelos acontecimentos em babel os povos em suas próprias línguas foram impedidos de confessar o Nome do Senhor, após os acontecimentos de Pentecostes todos em sua própria língua puderam confessar que Jesus Cristo é o Senhor.

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OSÉIAS BEPLER PENIDO – PASTOR

DIRETOR E PROFESSOR DO SEMINÁRIO TEOLÓGICO BATISTA DE RESENDE, RJ.

MEMBRO DA EQUIPE PASTORAL DA SEGUNDA IGREJA BATISTA EM BARRA MANSA, RJ.

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