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QUEM AMA MAIS, ORA MAIS

Esta é uma verdade da Palavra. O amor pelo outro nos leva orar por ele. Quanto mais amamos as pessoas mais nos interessamos em ajuda-las. Jesus já orava por nós (João 17). Paulo orava em todo o tempo pela Igreja e pela sociedade. O velho apóstolo nos ensina a orar pelas autoridades (1 Tm 2.1-4). Orar é falar com Deus sobre nós mesmos e os outros. A oração é um substantivo do amor genuíno que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta (1 Co 13.4-8). Orar é um verbo em movimento debaixo da soberania do Senhor. “Orai sem cessar” é uma ordem que deve ser obedecida todos os dias (1 Ts 5.17).

A oração é uma demonstração de amor genuíno que nos torna sensíveis às nossas necessidades e as do próximo. O amor não é platônico (apenas na mente), mas se desenvolve no coração, transformando-se em atitudes e atos em relação aos que necessitam das nossas intercessões. Deus conhece a oração dos sinceros, dos que amam verdadeiramente. O amor se importa com as pessoas, seus problemas, suas lutas e dificuldades. Isto significa que interceder pelo outro se torna uma responsabilidade muito grande.

Jesus tinha prazer na oração. Esta ocupava um lugar muito especial em Seu ministério. “De madrugada, ainda bem escuro, Jesus levantou-se, saiu e foi a um lugar deserto; e ali começou a orar” (Mc 1.35). O texto de Lucas diz: “Mas Ele se retirava para lugares desertos, e ali orava” (Lc 5.16). No Getsêmani, o Mestre intercedeu para que os discípulos não entrassem em tentação (Mt 26.41). Havia no Senhor Jesus um peso de oração por aqueles que continuariam o Seu ministério. A História do cristianismo está repleta de pessoas que oravam intensamente porque amavam fortemente. Os grandes avivamentos surgiram com a oração e a meditação na Palavra. Quem ama deseja ver mudanças em sua realidade e se compromete com as mazelas do próximo. Na intercessão nós revelamos o nosso amor ao Senhor porque ela denota intimidade. Há um cântico que diz “a melhor oração é amar”. O amor não cobra, mas dá. Não barganha, mas se oferece desinteressadamente. Não busca os seus interesses, mas os interesses do Reino de Deus (Mt 6.33).

O diabo odeia a oração porque o seu reino é de ódio e sabe o quanto a oração é nociva ao seu domínio. A oração sincera brota no solo do amor genuíno. A pessoa que odeia não tem prazer na vida de intercessão. A pessoa fria não se interessa pelo ministério de oração. A vida de oração deve ser deleitosa. O mesmo amor que nos leva a orar, é o amor que confronta, corrige, encoraja, abençoa, fortalece e se coloca ao lado do outro para ser suporte no dia a dia. Orar é mudar o status quo. O ódio adoece, mas o amor cura. Oramos para ver pessoas nascidas de novo, bem como curadas, vivendo em amor na sua família e na comunidade dos salvos. Oramos para que os salvos pela obra de Cristo sejam santificados pelo Espírito Santo. Que seus corações sejam aquecidos pela manifestação do Espírito da Verdade.

Sim, quem ama ora mais porque a solução está no Senhor. Ele é amor (1 João 4.8). Ele se agrada ao ver um coração quebrantado e contrito (Sl 51.17), pronto para se colocar na brecha, intercedendo pelas pessoas as quais ama (Is 49.15). Os homens e mulheres de Deus na Bíblia oravam de forma intensa e perseverante. Toda a oração sincera pressupõe amor íntegro, leal. A intercessão é uma declaração de amor pelos que sofrem. Quando confessamos os nossos pecados na vida de oração nos identificamos com o outro nos seus delitos, nas suas fraquezas. Ao perdoarmos os que nos ofendem, agimos com obediência ao Pai que nos perdoou em Cristo Jesus. Quando louvamos a Deus, nós o fazemos porque amamos as pessoas criadas à Sua imagem e semelhança. Ao agradecermos a Deus, reconhecemos o Seu favor para com o nosso próximo. O conteúdo da oração em favor do outro deve ser caracterizado pelo amor, pela humildade, pela solidariedade e pela diaconia perseverantes.

Orar significa amar e servir como viveu e ensinou o Mestre. O amor a Deus e ao próximo como a nós mesmos são fatores preponderantes na vida de intercessão. O segredo da oração bem sucedida, que Deus responde, está em nossa comunhão com o Ele e o próximo, e a conformação com a Sua vontade. Amar significa orar mais e melhor. O verdadeiro amor nos inclina a ter uma vida de prontidão pelo outro. Jesus nos ensina: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai que está no céu; porque Ele faz nascer o sol sobre maus e bons e faz chover sobre justos e injustos” (Mt 5.44,45). Que o Pai nos ajude na compreensão de que a oração é imperativa e uma demonstração visível de uma vida de fé.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pr.

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