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PLANO COOPERATIVO DA CBB – UMA SEMENTE PODEROSA PARA A EXPANSÃO DO REINO DE DEUS

O compromisso com o dízimo é dever de todo o cristão, Ml 3.10. A nossa motivação maior para o investimento na expansão do Reino de Deus é o nosso prazer em Deus. Devemos fazer tudo para a Glória de Deus (1 Coríntios 10.31). As bênçãos decorrentes da fidelidade do cristão são enormes e abrangentes. É muito importante que todas as igrejas batistas do Brasil se comprometam com o Plano Cooperativo por meio da sua fidelidade nos dízimos e nas ofertas dos seus membros. Cada igreja deve ser uma célula saudável comprometida com a saúde do corpo denominacional. Conheçamos o Plano Cooperativo, sua história, prática e contribuição para a expansão do Reino de Deus através dos batistas brasileiros.

O PLANO COOPERATIVO

O Plano Cooperativo foi criado em 1959 pela Convenção Batista Brasileira (CBB) com o apoio das Convenções Estaduais. Neste tempo, cada igreja enviava suas ofertas para: Junta Estadual, Missões Nacionais, Missões Mundiais (Junta de Missões Estrangeiras), Junta de Beneficência, Imprensa Bíblica, Seminários e outras instituições.[1]

Segundo o Pastor João Falcão Sobrinho, esse método tinha várias deficiências: A. Era oneroso para as Igrejas (várias remessas). B. Não permitia um crescimento equitativo das organizações. C. Não ajudava muito os seminários, que eram sustentados por subsídios do exterior, em sua quase totalidade. D. Havia extrema dependência das missões de Richmond (IMB – International Missions Board). E. O trabalho nos estados era precário. Todos os executivos estaduais (exceto o da Convenção Batista Carioca) eram missionários americanos e nenhuma convenção estadual possuía sede própria. F. Havia pouco entrosamento entre as convenções regionais e a CBB, o que limitava o crescimento o crescimento e até comprometia a unidade da obra batista no Brasil. [2]

A Junta de Richmond desejava a emancipação econômico-financeira da obra batista do Brasil. Por iniciativa do secretário da Convenção Batista Carioca, Pastor José dos Reis Pereira, foi convocada uma reunião dos executivos estaduais para estudar um programa de sustento mais racional e produtivo das instituições batistas. Foi criado, então, com a aprovação geral, o Plano Cooperativo, à semelhança do Cooperaty Program (Programa Cooperativo) existente nos Estados Unidos. Levado à Assembléia da CBB em 1959, o Plano foi unanimemente aprovado e imediatamente posto em prática. Isto foi um grande avanço para o crescimento sustentável da obra batista no Brasil e a expansão na sua missão transcultural.

Pelo Plano Cooperativo aprovado, as igrejas deveriam enviar 10% das suas receitas de dízimos para as Juntas Estaduais, que dividiriam esta contribuição, ficando 60% para o sustento do trabalho estadual e remetendo 40% para a CBB, que dividiria esses recursos entre as organizações da CBB e Aliança Batista Mundial.

VANTAGENS DO PLANO COOPERATIVO

Põe ordem nas finanças denominacionais, permitindo o crescimento equânime de toda a obra; amplia a visão missionária dos crentes nos termos de Atos 1.8, promovendo o aumento da responsabilidade e da liberalidade dos crentes na fidelidade da mordomia; fortalece as convenções regionais e as associações e consolida a unidade dos batistas brasileiros; pode estimular os que não participam do Plano Cooperativo, a fazê-lo; e dá aos participantes do Plano Cooperativo a responsabilidade de fiscalizar a aplicação dos recursos da obra de Deus. [3]

A participação efetiva no Plano Cooperativo revela claramente a maturidade e nobreza da igreja local. O seu engajamento na vida denominacional é uma semente poderosa de crescimento saudável. Nossas contribuições para a obra de Deus frutificam em bênçãos maravilhosas.[4] Cada igreja local tem o privilégio e a responsabilidade de participar do desenvolvimento e da expansão da obra de Deus em todo o mundo.

COMO PROMOVER O CRESCIMENTO DA OBRA POR MEIO DO PLANO COOPERATIVO

Devemos sempre promover a Mordomia nas Igrejas. O dízimo é benção para o crente, antes de o ser para a igreja e a Causa de Deus. Que as Igrejas omissas no Plano Cooperativo ou com diminuta contribuição, aumentem a sua participação até o ideal de 10% das suas entradas. Que o Plano Cooperativo seja apresentado às Igrejas como um desafio missionário para evangelizar a cidade, o seu estado, o Brasil e o mundo e não apenas um programa financeiro. É relevante dizer que o dinheiro é um assunto altamente espiritual. O investimento na igreja local e na expansão do Reino de Deus é uma prova inequívoca de espiritualidade. O mesmo acontece quando a igreja tem consciência de sua participação estratégica na sua denominação.

A QUESTÃO DO DÍZIMO

É uma questão de fé na graça de Deus, de entregar por quem Ele é, e não simplesmente para barganhar com Ele. O dizimo cristão revela o equilíbrio das finanças na família. Promove a fidelidade no lar. Abençoa o casal e os filhos. Amplia a cosmovisão do crente para além do aqui e agora, do tempo, do relógio, do passageiro. O dízimo é um assunto altamente espiritual. O dízimo é o mínimo que devolvemos para o Senhor com três razões: Sua Glória, desapego às coisas materiais e sustento de Sua obra em toda a terra a partir da igreja local. Deus ama ao que dá com alegria, 2 Co 9.7.

Dízimo é mais que ordem, é prazer, ato de culto ao Senhor, reconhecimento de que somos Seus por direito de Criação e de Redenção (Gênesis 1.27; 2.7; Isaías 42.5; 43.1-7; Ezequiel 18.4; Êxodo 19.5; 1 Coríntios 6.19,20; Apocalipse 5.9). Na sua experiência de 60 anos de vida conjugal, o pastor João Falcão Sobrinho testemunha a benção de ser fiel ao Senhor no dízimo e nas ofertas gerais e missionárias. A liberalidade é do crente e a avareza é do incrédulo. Há algumas perguntas que precisamos fazer: Tenho sido fiel na entrega do dízimo? Tenho exercido boa mordomia dos bens que Deus me concede? Se a minha Igreja não é fiel em sua participação no Plano Cooperativo, o que posso fazer enquanto cristão batista? Tenho consciência e entendimento da necessidade de contribuir financeiramente para que o Reino de Deus se expanda? Como tem sido minha participação neste sentido? As nossas respostas definirão o nosso nível de compromisso com o Senhor, o Deus de toda a Terra e Autor da nossa salvação!

A mordomia bíblica seja do crente com a sua igreja, seja da sua igreja em relação à denominação, é o reconhecimento da soberania de Deus, e aceitação do nosso cargo de depositários da vida e das possessões, e administração das mesmas de acordo com a vontade de Deus. [5]

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor da Segunda Igreja Batista em Barra Mansa, RJ. Mestre em Missiologia pelo Southeastern Baptist Theological Seminary, Wake Forest, North Carolina, USA.


[1] Sobrinho, João Falcão. Revista Visão Missionária, UFBMB, 4 T 2014.

[2] Ibidem.

[3] Ibidem.

[4] CUNNINGHAM, Loren. Fé e Finanças no Reino de Deus, Belo Horizonte, MG: Editora Betânia, 1993, p. 86.

[5] DILLARD, J. E. Citado por Walter Kaschel em Lições de Mordomia. Belo Horizonte, MG: Editora Betânia, 1978. p. 6.

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