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PERDOE OU PEREÇA

Duas palavras com a mesma letra, mas diametralmente opostas. O perdoe está ligado à saúde, vida, enquanto o pereça, ao definhamento, à doença e morte. A base para o nosso perdão é que Deus nos perdoou em Cristo. Esta é uma verdade cristalina e absoluta. Está revelada nas Escrituras Sagradas. Quando a pessoa é ofendida, machucada, aviltada e não perdoa, ela entra num processo de amargura, definhamento e enfermidade, podendo prosperar para o óbito.

Perdoar é relevar a ofensa, derrubar o muro construído pela briga, incompreensão, pelas palavras ferinas e detonadoras. Liberar perdão significa a cura das feridas provocadas pelos conflitos e animosidades em nossos relacionamentos dentro e fora do lar. Quem não perdoa está ingerindo o próprio veneno. O perdão traz saúde espiritual, emocional, ética e física. A pessoa que perdoa e a que é perdoada são igualmente abençoadas, beneficiadas, restaurando relacionamentos e ganhando maturidade. Há um crescimento pessoal substancial quando se libera perdão. Também, é como tirar um grande peso das costas. Quantas vezes nos comportamos como aquele homem que foi perdoado de uma dívida impagável, mas não perdoou quem lhe devia tão pouco. É a parábola do credor incompassivo que foi contada por Jesus quando Pedro lhe perguntou quantas vezes se deve perdoar o ofensor (Mateus 18.23-35). Como o homem que não perdoou quem lhe devia tão pouco, agimos com um espírito legalista, odioso e revanchista.

Devemos perdoar sempre, 70×7, como Jesus ensinou magistralmente. O nosso perdão deve ser sempre motivado pelo amor de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo Jesus (2 Coríntios 5.15-20). Que perdoemos sempre! Não permitamos que a inimizade, rejeição do próximo nos trave e nos impeça de prosseguir servindo no Reino de amor do Salvador. Não deixemos que a amargura resida em nossos corações. Liberemos perdão para que haja cura completa e restauração dos relacionamentos. Que os nossos relacionamentos sejam pautados pelo amor de 1 Coríntios 13. O amor é um construtor de pontes, relacionamentos saudáveis e frutíferos.

No Reino de Deus não há lugar para amarguras, ressentimentos e feridas não curadas. Devemos orar e nos aconselhar mutuamente (Colossenses 3.16).

O Senhor Jesus é nosso modelo de amor e perdão; graça e misericórdia; ternura e piedade. Somos o povo do perdão, da aceitação e da festa, da celebração do amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta (1 Coríntios 13.4-8). Não permitamos entrar 2020 com amargura e ressentimento no coração. Entremos no novo ano zerados de qualquer problema de relacionamento. Então, perdoemos sempre para o testemunho do Evangelho e a glória de Deus, o nosso Pai pródigo, que esbanja amor e Aquele que celebra o amor fraterno.

 

 

Oswaldo Luiz Gomes Jacob

 

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