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PATO OU ÁGUIA?

Há uma diferença muito grande entre os dois. Sabemos que há patos e águias entre nós, seja na família, na igreja, no serviço público, na empresa e escola. Quando uma pessoa é pato, dificilmente será águia. Alguém disse: “Não mande patos para uma escola de águias”. Mas podemos ter melhores patos e melhores águias. Temos no pato a lentidão, o peso, a pequena autonomia de voo, o pequeno diâmetro das asas, apego à estabilidade. A visão do pato é curta. O pato é obtuso. Tem muitas limitações. Gosta de ficar no chão e na água. Aprecia a zona de conforto. Ele é tomado pelo medo de galgar grandes alturas. Acometido de uma fobia em relação às grandes conquistas, tem a tendência de ficar travado e acomodado.

É claro que podemos transformar patos medíocres em patos excelentes. Mas não é fácil trabalhar com patos pesados, lentos, de visão curta, tomados pela antipatia, de difícil relacionamento, acometidos de insegurança, incredulidade, inveja, apego às coisas materiais, egoísmo, vaidade e complicações recorrentes. Patos medíocres se acomodam, não se desenvolvem, entrando pelo caminho da mesmice, do ordinário ou comum. Não oram, sonham, planejam, realizam. A sua visão é estreita, vendo só uma pequena parte do terreno onde anda. É como aquele que recebeu um talento e o enterrou. Não produziu como havia sido ordenado (Mateus 25.14-30).

As águias são bem diferentes. Elas são ágeis, suas asas têm um excelente diâmetro, sua visão é longa e ampla. Elas amam desafios, buscam os lugares mais altos para fazerem o seu ninho. São excelentes, fortes, ágeis, proativas, criativas, desenvolvidas, resistentes às tempestades, aos ventos fortes e apreciam grandes desafios. Ensinam os seus filhotes a voarem. Elas aprendem a descansar nas grandes alturas. São precisas em suas caçadas, pois veem suas presas a uma distância de 300 metros.

Quantas vezes insistimos com uma pessoa-pato visando transformá-la em pessoa-águia. Isso é quase uma impossibilidade. Sofremos porque lidamos e treinamos pessoas-pato achando que vamos fazer um milagre transformando-as em pessoas-águia. Insisto: devemos treinar patos para serem melhores patos e águias para se transformarem em melhores águias. O líder precisa ter essa percepção. As nossas frustrações em relação às pessoas com as quais lidamos podem não existir se seguirmos essa convicção: pessoa-pato e pessoa-águia. “A liderança está relacionada com a colocação das pessoas no lugar certo para alcançar o sucesso” (John Maxwell). Creio que foi Bill Hybels quem disse: Pessoas certas, nos lugares certos, pelas razões certas.

Sabemos que a “capacidade natural não é uma questão de escolha. É um dom. Você tem o que tem, seja o que for. A única escolha verdadeira da qual você dispõe é se tentará ou não desenvolver a capacidade” (John Maxwell). Como líderes, devemos treinar patos e águias na visão da excelência para serem, em sua performance, muito melhores. Afinal de contas, todos nós crescemos, desenvolvemos nossa capacidade cognitiva. Sendo excelentes patos e excelentes águias certamente podemos contribuir para o desenvolvimento das pessoas, da sociedade, da igreja e do país, exaltando o nosso Grande Deus! (1 Coríntios 10.31).

Oswaldo Luiz Gomes Jacob

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