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ORAÇÃO

A oração é o instrumento que o Pai disponibilizou para que conversássemos com Ele. É impressionante o valor da oração. Enseja intimidade com o nosso Criador e Redentor em Cristo Jesus. Ela produz quebra de sistemas, esquemas e movimentos deste mundo. Deve ser sempre feita na vontade do Senhor revelada nas Escrituras. A oração tem o poder de destruir as coisas ruins e construir as coisas boas, que edificam e abençoam o povo de Deus. Deus se agrada da oração dos Seus servos e servas. Ele tem prazer ao ver Seus filhos O buscarem com quebrantamento e contrição (Sl 51.17). Os filhos de Deus devem ter um imenso prazer, deleite em orar. O ato de buscar o Senhor revela o reconhecimento de nossas profundas limitações e carências. A oração se caracteriza pela dependência (de Deus) e pela interdependência (a dependência mútua, na comunhão fraterna). A prática da oração é salutar, isto é, traz saúde para o cristão e para a Igreja – o Corpo vivo de Cristo (1 Co 12.12-31).

Na oração temos o prazer da intimidade com Javé. Nesta relação somos tratados e encorajados na caminhada cristã. Neste relacionamento com o Deus Pai, somos desafiados a viver como filhos obedientes. A prática do diálogo com o Senhor é sempre salutar. Aquele que se inclina diante do Senhor tem o privilégio de receber do DELE as orientações devidas para o viver cristão. Há uma relação íntima entre o ato de orar e o exercício da soberania de Deus. Isto significa dizer que Deus nos responde segundo o Seu querer. Na verdade, a busca da vontade de Deus deve ser caracterizada pela fé, confiança e pelo contentamento. Sabemos, pela Palavra, que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11.6). A resposta da petição será caracterizada pelo contentamento, pela profunda alegria de entender a vontade do Pai. Que formemos grupos de oração nos lares, na Igreja e nos ambientes de trabalho e da escola. Oremos sem cessar, oremos intensa e apaixonadamente. A oração é a chave do avivamento. Dobremos nossos joelhos em oração cheios de amor pelas pessoas sem Cristo e por todos os que estão afastados e excluídos da Igreja do Senhor.

Temos ciência de que oração é adoração, confissão, intercessão, petição e gratidão. Nela lembramos dos outros em primeiro lugar, pois a oração é altruísta. Na verdade, ela é um serviço que prestamos a Deus e ao outro ou ao próximo. A nossa relação com o Senhor por meio da intercessão deve ter o traço da humildade. Nela, reconhecemos as nossas fraquezas e a plena fortaleza do Senhor. A nossa incapacidade e a total capacidade DELE. As nossas imperfeições e a perfeição DELE. Na vida de oração somos constantemente oxigenados pelo Espírito Santo. É este mesmo Espírito que nos assiste em nossas fraquezas, pois não sabemos como pedir. Ele intercede por nós sobremaneira com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26,27).

Somos desafiados a um compromisso inadiável com a vida de busca intensa pelo Senhor. O nosso interesse é agradá-lO. A nossa motivação é Ele mesmo. A nossa alegria deve estar sempre NELE. Ele é a nossa segurança. NELE nos movemos. Ele nos conduz para a Sua glória. Aliás, Ele é glorificado quando somos obedientes. Na obediência o caos se torna obra esplêndida. Ele faz novas todas as coisas em Jesus Cristo, o nosso Sumo Sacerdote. Deus, o Pai, é a fonte e o alvo da oração; o Filho é o meio e o Espírito Santo é o poder. A oração pode quebrar o status quo. Como declara Jaques Ellul, filósofo cristão francês, “a oração mantém unidos os fragmentos destruídos da criação. É ela que torna a história possível”.

Não podemos prescindir de uma vida de comunicação criativa com o Senhor, de constante busca pela ação DELE na História. Devemos interceder pelas autoridades, pelos líderes de organizações, por homens e mulheres que ocupam relevância nos cenários nacional e internacional, pelos enfermos, pobres e miseráveis. Não nos esqueçamos de interceder pela vitimas de maus tratos, pelos injustiçados, pelos dependentes químicos, pelas prostitutas, lésbicas e homossexuais, pelos mendigos, pelos profissionais de saúde, pelos policiais, pelos professores e tantos outros que carecem de nossas orações. Devemos nos importar com os que sofrem. Que a mesma pessoa que ora seja também instrumento de transformação do caos. Busquemos ao Senhor sem cessar. Tenhamos o privilégio e a responsabilidade de orar no Espírito. Que a pregação, o ensino, o evangelismo pessoal e a ação social sejam regados com oração sincera. Se desejamos fazer toda a diferença neste mundo ‘que jaz no maligno’ (1 João 5.19), precisamos urgentemente orar. Intercedamos a Deus por nossas famílias, nossas Igrejas e as instituições de servidores. A oração do justo pode muito em sua eficácia (Tg 5.16). Que a nossa oração seja dia após dia relacionamento sincero com Aquele que era, que é e que há de vir (Ap 1.8), o Senhor Todo Poderoso.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor.

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