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O NATAL QUE DESEJAMOS

Pode parecer uma reivindicação egoísta. Mas não é. Para o cristão, todas as coisas passam pelo crivo das Escrituras, da sua formação bíblica. Para os nascidos de novo, os que foram regenerados, alcançados pela soberana graça de Deus, o natal é o nascimento do Redentor, o Senhor Jesus Cristo, para nos salvar (Mateus 1.21-23). É o nascimento do Verbo que se fez carne e habitou entre nós, cuja glória foi manifestada (João 1.14). Prometido antes da fundação do mundo (1 Pedro 1.19,20). Celebramos o nascimento de Cristo Jesus, o nosso Salvador e Senhor em conformidade com as Escrituras.

A celebração do natal é altamente espiritual. É a celebração do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. É a adoração do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29). Natal é a festa da salvação pela graça (Efésios 2.8-10). É o ensino do amor a Deus de todo o nosso coração, alma e entendimento, com todas as nossas forças e ao próximo como a nós mesmos (Mateus 22.34-40). Deus se revelou em Cristo Jesus para nos transformar radicalmente. Ele nos transportou do império das trevas para o Seu Reino de amor, onde há plena segurança (Colossenses 1.13,14).

O natal que desejamos é o do amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta (1 Coríntios 13.4-8). É o amor que reparte, que simplifica as coisas, perdoa, restabelece relacionamentos quebrados pelo ódio, egoísmo e pela maldade do coração (Jeremias 17.9,10). O natal é a celebração da nossa comunhão pela obra de Cristo em nós. Esta comunhão é caracterizada pelo partir do pão, pelas orações e pela solidariedade. O natal é sensibilidade pelos que sofrem, rejeitados, alijados de uma sociedade altamente egoísta, consumista, vaidosa, insensível, artificial, sem misericórdia e fútil.

O natal que desejamos é glorificarmos a Deus visitando os asilos, orfanatos, hospitais, as comunidades carentes tendo em vista o repartir. Orarmos e aliviarmos os que sofrem. Unirmo-nos para ajudarmos os que mais precisam. Desejamos um natal de adoração ao Deus de amor que, em Cristo Jesus nos salvou. Isto nos foi revelado pelo Espírito Santo nas Escrituras.

O natal deve ser celebrado todos os dias com gratidão em nossos corações pela tão grande salvação de Deus! Reconhecermos todos os dias que toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do Pai das luzes em quem não há sombra de variação (Tiago 1.17). Todos os dias devemos adorar a Trindade de Deus em ter-nos alcançado em nossa miséria!

O natal que almejamos é o natal espiritual com implicações éticas, emocionais e físicas. O nascimento de Cristo revelado a nós pelo Espírito traz mudanças radicais em nossos pensamentos, sentimentos, palavras, atitudes e ações. É o natal que reitera a nossa postura de fazermos toda a vontade de Deus em Cristo Jesus. Natal não é uma festa, celebração carnal, mas altamente espiritual. Não é uma festa regada a bebidas que desequilibram, que trazem confusão; uma festa que se pratica a glutonaria ou se come muito, mas para nos enchermos do Espírito Santo e nos alimentarmos comedidamente a partir de um relacionamento marcado pelo amor (Efésios 5.18).

Que Cristo Jesus seja o centro, a razão do natal. Ele é o Presente que deve estar sempre presente em nosso viver diário! Que os nossos presentes dados sejam de final de ano, mas não de natal. O que Jesus requer de nós é que tenhamos uma vida semelhante a DELE. Que nos identifiquemos com Ele em Sua crucificação, morte, sepultamento e ressurreição (Gálatas 2.20; Romanos 6.1-11).

Que o natal praticado por nós seja o dos crucificados com Cristo Jesus! Um natal celebrado por Seus discípulos, que um dia O consideraram a Pessoa mais relevante da vida e O seguiram, servindo-o com profundo amor (Mateus 16.24-27). Esse é o natal que aspiramos de todo o nosso coração. Não o natal da beleza externa, dos aparatos luxuosos, mas da beleza interna, do coração regenerado, simples como o Senhor que nasceu num estábulo e foi colocado numa manjedoura. Não simplesmente da doçura das frutas, dos doces, das rabanadas, mas da doçura de Cristo em nós, em nossos relacionamentos, nossos casamentos a partir dos nossos lares. O natal sempre ocorrerá onde Cristo é o centro, a razão de todas as coisas e onde Deus, o Pai, é glorificado! Este é o natal que desejamos de todo o nosso coração!

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor.

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