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Estudos

O MODELO PASTORAL DE JESUS (VI)

Um ministério no meio da multidão – Mc 3.7-12

Temos a tendência de nos afastarmos da multidão. Há momentos que ficamos muito cansados. Precisamos recarregar as baterias físicas, emocionais e espirituais. Jesus muitas vezes se afastou da multidão e dos discípulos para ter um tempo muito precioso com o Pai. As suas escapadas eram necessárias para repor as Suas energias. Era-lhe necessário conviver entre a montanha e o vale. Quietude e movimento. Reflexão e atividade intensa. Jesus sabia como ninguém ter o equilíbrio entre a montanha e o vale. Entre a tranqüilidade e o trabalho intenso. Entre a calma e as tensões do dia a dia.

Como pastores, estamos no meio da multidão. À semelhança de Jesus, devemos viver entre as pessoas, amá-las de coração, cuidando delas com alegria, sabendo que estamos servindo ao Senhor. Jesus sabia lidar com a multidão. Ele tinha uma estratégia eficaz. A Sua logística beneficiava as gentes. Jesus aproveitava muito bem cada oportunidade para falar do amor de Deus àquela gente sofrida. Ele praticava o amor curando e encorajando as pessoas. O Seu coração estava sempre sensível àqueles que se achegavam a Ele para experimentar o Seu amor e o Seu poder. Ele sempre trabalhava dentro do propósito do Pai. Não podemos fazer tudo, mas devemos fazer o que Deus, nosso Pai, determinar na Sua soberana vontade.

Vivemos dias de muitas carências emocionais, pois as pessoas estão ansiosas, fóbicas, inseguras e infelizes. Elas precisam do Salvador. No meio da multidão somos chamados para proclamar o amor de Deus em Cristo por meio de palavras, atitudes e atos. O chamado pastoral é para estar na intimidade com o Pai (na montanha) e no meio da multidão (no vale). É no meio das gentes que somos desafiados, motivados, a viver uma vida de discernimento para entendermos o tempo da manifestação do Senhor para abençoar os que crêem na suficiência de Cristo Jesus, Seu Filho.

Gostei muito do que William MacDonald disse: “Jesus tinha o poder de curar, mas seus milagres foram realizados somente naqueles que vinham à procura de ajuda. Assim também é com a salvação. Seu poder de salvar é suficiente para todos, mas eficiente para todos os que crêem nele. Aprendemos do ministério do Salvador que a necessidade não constitui um chamado. Havia necessidade em toda parte. Jesus dependia das instruções de Deus, o Pai, para saber onde e quando servir. Devemos agir assim também” (Comentário Popular, Mundo Cristão, 2009, SP).

Vivamos na profundidade da comunhão com o Pai (na montanha) e no meio da multidão (no vale). Ele nos chamou para vida de renuncia e trabalho sério. A multidão está à espera de homens de Deus, sensíveis, sinceros e dedicados para serem as mãos e os pés do Mestre nas suas necessidades. Há muitos nas estradas da vida com feridas ainda abertas, com dores profundas, sofrendo terrivelmente. Eles precisam ser aliviados por Aquele que é manso e humilde de coração (Mt 11.29), que convida os cansados e oprimidos para os aliviar (Mt 11.28-30). Deus, o Pai, quer que convivamos com as multidões, sintamos o cheiro das pessoas perdidas, que precisam conhecer o amor do Salvador, que deu a Sua vida para que elas sejam salvas. Jesus é o nosso modelo pastoral que veio buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19.10).

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, PR.

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