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O DESAFIO DE VIVERMOS A SABEDORIA DO ALTO NUMA SOCIEDADE INSANA

Tiago 3.13-18 (ênfase no verso 17).

Vivemos num mundo louco, perdido e altamente nocivo, mal. Para mudarmos este quadro somente apresentando Jesus como Salvador do mundo e consequentemente o sábio para nos dirigir.

Tiago escreveu esta epístola entre 40 e 50 d.C. Tiago era filho de José com Maria, meio-irmão de Jesus.

Essa carta é basicamente ética. Ela tem a finalidade de confrontar os membros da igreja com as responsabilidades da vida cristã.[1]

PURA.

A ideia aqui é pureza espiritual e consequentemente moral, ética.[2] Lembramos de Filipenses 4.8, pois Paulo cita aqui as características de um pensamento cristão. Vale lembrar que nós temos a mente de Cristo (1 Co 2.16).

A sabedoria do alto não se contamina com a impureza moral e nem a física.

Significa que a pessoas está sincera e totalmente comprometida de seguir com fidelidade as diretrizes morais de Deus; não existem motivos pérfidos ou injustos por trás de sua santidade.[3] Sabemos que os limpos ou puros de coração verão a Deus (Mt 5.8).

PACÍFICA.

O significado é o fruir da paz, algo salutar. A sabedoria do alto é pacificadora (Mt 5.9). É branda, gentil. Aristóteles disse sobre a gentileza: “É imparcial em perdoar falhas humanas, em olhar para o legislador e não para a lei, para o espírito e não para a ação, para o todo e não para a parte, o caráter da pessoa no total e não no presente momento, lembrar o bem e não o mal [...]. [4]

Deus quer que sejamos construtores de pontes, facilitadores de relacionamentos. No que depender de nós, devemos ter paz com todos os homens (Rm 12.18). Aqui não se refere à paz íntima, mas à paz comunitária (Hb 12.11; Pv 3.17).

MODERADA.

O conceito aqui é mansidão, moderação, equilíbrio, afabilidade. Jesus, sabedoria de Deus (1 Co 1.30), é o nosso ponto de equilíbrio.

O cristão, nascido de novo, tem no seu DNA a moderação como instrumento nos seus relacionamentos. Podemos ver este ensino em Filipenses 4.5. Denota um espirito conciliador, inimigo de contendas.[5]

TRATÁVEL.

A palavra no original quer dizer: “transigente ou tolerante, fácil de conciliar e condescendente”. Aqui indica um espírito aberto ao aprendizado, maleável, uma pessoa que com toda a alegria se submete à correção de um erro ou ao aprendizado de uma nova verdade. [6]

Quando pedimos sabedoria a Deus (Tg 1.5), Ele nos dá para que a usemos na família, na comunidade, nos ambientes de trabalho e de escola. Com o Senhor aprendemos a lidar com as pessoas de um modo conciliador. Aberta para argumentos contrários. [7]

CHEIA DE MISERICÓRDIA E DE BONS FRUTOS.

Isto significa, cheia de compaixão, de um coração voltado para a miséria do próximo. Quando temos misericórdia, o resultado significa bons frutos. Jesus considerou bem-aventurados, mais que felizes, os misericordiosos (Mt 5.7). Os bons frutos são sempre resultado da ação do Espírito Santo em nós.

SEM PARCIALIDADE.

Isto quer dizer: “sem acepção, procurando sempre agir com justiça”. Salomão demonstrou essa qualidade ao julgar as duas mulheres que disputavam a maternidade de um recém-nascido. O que Salomão havia pedido a Deus?

Nós somos muito passionais com os familiares, amigos e pessoas as quais estamos de certa forma alinhados. A punição precisa ser aplicada a partir de um julgamento justo, caracterizado pela imparcialidade.

SEM HIPOCRISIA.

A palavra significa “singelo, franco, não vacilante, isento de duplicidade”. Paulo ensina que nós temos a mente de Cristo (1 Co 2.16). A mente do cristão é a mente de Cristo. Uma mente integral, saudável e não esquizofrênica ou dividida.

Jesus condenou de forma veemente a hipocrisia dos escribas e fariseus. Ensinavam tecnicamente muito bem, mas viviam muito mal.

Vimos os traços da sabedoria que vem do alto, de cima, da parte de Deus. É o nosso Deus, Pai tão amado, que nos concede sabedoria. Precisamos pedir (Tg 1.5).

Deus nos deu sabedoria para lidarmos com ele, conosco mesmos e com o próximo.

Quando a sabedoria é pura, pacifica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e boas obras, não existe hipocrisia.

Sigamos a Cristo e aprendamos dele a sabedoria que precisamos para vivermos cada dia testemunhando o seu evangelho, poder de Deus, para a salvação de todo o que crê (Rm 1.16).


[1] SONGER, Harold S. Exposição da Epístola de Tiago. Comentário Bíblico Broadman. Hebreus-Apocalipse, volume 12. Rio de Janeiro: Juerp, 1983, p. 149.

[2] ALAND, Kurt e OUTROS. The Greek New Testament. Germany: United Bible Societies. Trird Edition, 1975.

[3] DAVIDS, Peter H. Tiago Novo Comentário Bíblico. São Paulo: Editora Vida, 1997, pp. 118,119.

[4] BARRETT, Ethel. Que se apresente o verdadeiro papudo. Miami, USA: Editora Vida, 1980, p. 102.

[5] Ibidem, p.119.

[6] Ibidem, p. 119.

[7] Ibidem, p. 149.

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