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	<title>OswaldoJacob.com &#187; Estudos em Texto</title>
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	<description>Um maltrapilho alcançado pela graça de Deus</description>
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		<title>O Segredo da Quietude</title>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 20:15:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oswaldo Luiz Gomes Jacob</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra. Salmos 46:10. Richard Foster afirma que “na sociedade contemporânea nosso Adversário se especializa em três coisas: ruído, pressa e multidões”. O mundo moderno é muito barulhento e frenético, além de preocupar-se demais com as massas. Estamos vivendo na era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra. Salmos 46:10.</p>
<p style="text-align: justify;">Richard Foster afirma que “na sociedade contemporânea nosso Adversário se especializa em três coisas: ruído, pressa e multidões”. O mundo moderno é muito barulhento e frenético, além de preocupar-se demais com as massas.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos vivendo na era do barulho. O volume do som que invade o ambi-ente no circuito das cidades é descomunal. A emissão de som em exagero, tanto no espaço exterior como nos recintos fechados, é responsável pela perda gradativa da acuidade auditiva das pessoas. O mundo está ficando surdo e com isso a zoada aumenta ainda mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do barulho externo excessivo, há o tumulto da alma. O homem mo-derno tem sido estimulado emocionalmente mais do que qualquer outro da história humana, e em conseqüência disso, sua mente é muito agitada. A excitação cons-tante do sistema nervoso tem produzido pessoas mais “ligadas” e inquietas, que gritam por dentro numa convulsão de sintomas que assinalam uma extraordinária ansiedade.</p>
<p style="text-align: justify;">O zunzunzum do mundo e o brado da alma são substâncias que ateiam o calor íntimo das pessoas, bloqueando o repouso interior. Somos uma geração in-tranqüila que corre de um lado para o outro tentando achar um lugar de lazer, mas sem muito êxito.</p>
<p style="text-align: justify;">O ser humano não foi feito para esse agito. O primeiro lar da raça adâmica foi um jardim sossegado, onde o deleite era a essência da comunhão com Deus. Ninguém precisava buscar lá fora o gozo, pois a vida com Deus preenchia o signifi-cado da existência. Hoje, se vive à caça do divertimento a qualquer custo e não há prazer que atenda ao rombo produzido pelo pecado.</p>
<p style="text-align: justify;">Remo Cantoni disse que “a corrida frenética aos prazeres e aos divertimen-tos nasce de um desequilíbrio interior, do tédio, da intolerância do próprio estado e da necessidade de cobrir o déficit psicológico, lançando ao eu o maior número pos-sível de estimulantes e reagentes”. Essa busca externa de sentido é o atestado da falência interior.</p>
<p style="text-align: justify;">A grande necessidade da alma é o descanso. Jesus fez uma proposta aos seus discípulos que sugere férias no domínio dos sentimentos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Mateus 11:29.</p>
<p style="text-align: justify;">O Pai fala de modo decisivo: aquietai-vos e sabei que eu sou Deus. Só na quietude podemos saber que Deus é realmente Deus. É preciso uma trégua na agenda cheia para poder conviver com o Pai. O alvoroço e a correria são obstáculos para a comunhão.</p>
<p style="text-align: justify;">Na academia de Jesus há duas matérias indispensáveis para o alívio da alma: mansidão e humildade. A mansidão está ligada com o direito de posse. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. Mateus 5:5. A humildade está relacionada à posição do ser. A soberba do homem o abaterá, mas o hu-milde de espírito obterá honra. Provérbios 29:23.</p>
<p style="text-align: justify;">A mansidão mexe com as prioridades relacionadas com o ter, enquanto a humildade está ligada às preferências do ser. A pessoa mansa sabe administrar o seu tempo do ponto de vista do seu maior tesouro. Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescen-tadas. Mateus 6:33. A ênfase da mansidão é a precedência daquilo que tem o mai-or valor.</p>
<p style="text-align: justify;">A humildade aponta para o nosso estado. O homem é húmus ou argila. Hu-mano é o pó que ficou de pé. É o húmus vivificado que anda como gente. Humilde é o humano que se reconhece húmus. É o homem que depende inteiramente de Deus. A humildade é pura honestidade, pois é simplesmente a percepção da com-pleta nulidade humana e da sua dependência total de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem mansidão e humildade não há lugar para Deus na agenda. O estarda-lhaço da alma não permite que Deus faça parte de sua pauta, por isso é imprescin-dível o aprendizado das disciplinas espirituais. Sendo assim, é preciso, através da graça plena, fazer aquietar esse coração agitado. Volta, minha alma, ao teu sos-sego, pois o SENHOR tem sido generoso para contigo. Salmos 116:7.</p>
<p style="text-align: justify;">Deus quer nos abençoar e nós precisamos ordenar a nossa alma a voltar depressa ao seu sossego. Eu sei que não é fácil esse processo, tampouco a nossa alma o quer, mas é a única alternativa. Assim diz o SENHOR: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos. Jeremias 6:16.</p>
<p style="text-align: justify;">Jesus Cristo é o caminho do descanso e não podemos andar por ele sem comunhão. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor. 1 Coríntios 1:9.<br />
Essa comunhão espiritual necessita de solitude, isto é: tempo a sós com a Trindade. A intimidade divina não é assunto para as multidões. O Senhor mostrou aos discípulos a indispensabilidade de afastamento dos observadores, porque a confiança requer transparência e informalidade. Tu, porém, quando orares, en-tra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. Mateus 6:6.</p>
<p style="text-align: justify;">Jesus sempre buscou lugares isolados para desenvolver a sua comunhão com o Pai. De quando em quando ele saia sozinho para manter um relacionamento mais estreito com o Pai. Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava. Marcos 1:35.</p>
<p style="text-align: justify;">A solitude não é solidão. É um momento em nossa agenda em que nos se-paramos das pessoas, a fim de ampliar o nosso relacionamento com Deus. Apesar de nos encontramos sozinhos não estamos solitários. Nenhuma pessoa que esteja em comunhão com Deus pode encontrar-se desacompanhada.</p>
<p style="text-align: justify;">Os momentos de retiro são ocasiões de quietude. A alma precisa ficar sos-segada para poder ouvir a voz de Deus. O silêncio é um elemento fundamental para escutar o som suave da voz do Pai. Veja como Deus falou com o profeta Elias. Ele não falou no meio do tumulto, mas na suavidade. Depois do terremoto, um fogo, mas o SENHOR não estava no fogo; e, depois do fogo, um cicio tran-qüilo e suave. 1 Reis 19:12.</p>
<p style="text-align: justify;">O silêncio é imprescindível para poder ouvir Deus falar. Ele é espírito e a sua voz só será ouvida em nosso espírito. Para isso é preciso que estejamos calados e a nossa alma serena. O SENHOR, porém, está no seu santo templo; cale-se di-ante dele toda a terra. Habacuque 2:20.</p>
<p style="text-align: justify;">A pressa, a algazarra e as multidões são bloqueios na comunhão com Deus. O sossego, o silêncio e a solitude são indispensáveis para a comunicação espiritual. Não há atalhos nem caminhos mágicos. Cale-se toda carne diante do SENHOR, porque ele se levantou da sua santa morada. Zacarias 2:13.</p>
<p style="text-align: justify;">Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus. Primeiro a quietude, depois o co-nhecimento pessoal de Deus. Nossa maior necessidade é nos aquietar silentes di-ante do trono da graça e esperar a revelação de Pai. Bom é aguardar a salvação do SENHOR, e isso, em silêncio. Lamentações 3:26.</p>
<p style="text-align: justify;">A solitude, o silêncio e a simplicidade são fundamentais nesse processo da quietação emocional. Se as multidões asfixiam a pessoa e a vozearia transtorna a calma, o corre-corre assanha a alma e extingue qualquer centelha de simplicidade. A crise mais aguda da vida espiritual está relacionada com a presunção de exclusi-vidade e importância. Há um grande risco na esperteza da mente. Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim tam-bém seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo. 2 Coríntios 11:3.</p>
<p style="text-align: justify;">A simplicidade esvazia a ostentação e desestabiliza toda manifestação de esnobismo. Uma vida simples não quer dizer uma vida despojada dos recursos que Deus provê, mas expressa um viver contente na dependência do que Deus tem providenciado. “A simplicidade conhece o contentamento tanto na humilhação como na abundância”, por isso, numa mente satisfeita há uma celebração permanente.</p>
<p style="text-align: justify;">Matthew Henry disse que “aquele que está sempre satisfeito, embora tenha tão pouco, é muito mais feliz do que aquele que está sempre a cobiçar, mesmo tendo muito”. A mansidão e a simplicidade são responsáveis pela estabilização da agenda de acordo com as prioridades de valor eterno.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda quero ressaltar que a descomplicação é uma das características mar-cantes da simplicidade. Viver contente em qualquer ocasião e ser um facilitador das relações é um patrimônio social que não tem preço nesse mundo da afetação dos afetados.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, mais do que nunca, precisamos gozar da quietude espiritual. Isso não é tão fácil assim, mas é imperioso que busquemos o caminho da vida intima com Deus. Como mostrou Victor Alfsen, “Deus pode fazer maravilhas com um coração quebrantado, se você lhe entregar todos os pedaços”.</p>
<p style="text-align: justify;">A minha alma é muito inquieta e com excesso de ruído. Mas não há alterna-tiva, é preciso aquietá-la sob o governo da graça, a única escola capaz de levar a cabo esse programa, sem violentar a personalidade. Veja como o salmista é enfáti-co. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança ama-mentada se aquieta nos braços de sua mãe, assim como essa criança é a minha alma para comigo. Salmos 131:2.</p>
<p style="text-align: justify;">Quero, porém, ressaltar que somente a graça de Deus é competente na apli-cação dos métodos adequados para as disciplinas espirituais, e deste modo, que o Santo Espírito nos conduza aos exercícios graciosos que nos capacitem ao segredo da quietude. Aleluia!</p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>GLÊNIO FONSECA PARANAGUÁ – Associação Betel de Evangelismo e Missões </strong></p>
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		<title>Carta aos esposos</title>
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		<pubDate>Thu, 06 May 2010 14:01:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oswaldo Luiz Gomes Jacob</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Trechos da carta escrita por João Crisóstomo (354-407), bispo de Antioquia, cujo título simplesmente é &#8230;&#34;Aos esposos&#34;. &#34;Não chameis por ela nunca duma maneira seca, mas empregai, pelo contrário, palavras aduladoras, ternas. Palavras de amor. Honrai-a e o pensamento de procurar as homenagens doutros não aparecerá, pois não terá a idéia de ir mendigar fora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><b>Trechos da carta escrita por João Crisóstomo (354-407), bispo de Antioquia, cujo título simplesmente é &#8230;&quot;Aos esposos&quot;.</b></p>
<p>&quot;Não chameis por ela nunca duma maneira seca, mas empregai, pelo contrário, palavras aduladoras, ternas. Palavras de amor. Honrai-a e o pensamento de procurar as homenagens doutros não aparecerá, pois não terá a idéia de ir mendigar fora a afeição que encontrará em vós. Colocai-a acima de tudo pela beleza., como pela sabedoria e dai-lhe testemunho disso. Introduzi-a no amor de Deus e a vossa casa transbordará de bens.</p>
<p>A tua mulher terá talvez bens pessoais e dirá: ‘Quando comprei isto não gastei nada do que te pertence, gastei só dos meus próprios recursos’. O quê? Depois do casamento, já não sois dois! Sois um só e pensais que há ainda duas propriedades distintas? É lamentável! Depois do casamento não formais senão um só ser, uma só vida. Por que dizeis: o teu, o meu? Esta palavra abominável e degradante é uma invenção diabólica. O criador fez um bem comum de coisas seguramente necessárias. Ninguém pode dizer: o meu sol, a minha luz, a minha água. E vós dizeis: os meus bens? Eis um vício que é preciso combater acima de tudo. Mas é preciso fazê-lo com muita delicadeza.</p>
<p>Queres que a tua mulher seja submissa como a Igreja o é a Cristo? Tem para com ela a solicitude de Cristo pela sua Igreja. Em rigor, pode dominar-se um servo pelo medo. Mas a companheira de tua vida, a mãe dos teus filhos, a causa da tua felicidade e da tua alegria, não a podes encadear pelo medo e pelas ameaças. Deves prendê-la pelo amor e pela delicadeza. Que união pode existir quando a mulher treme diante do seu marido? Que alegria pode Ter o marido quando trata a mulher como uma escrava? Mesmo se sofreste um pouco por ela, não lhe lances isso em rosto. Cristo fez muito mais pela sua Igreja.</p>
<p>Mostra-lhe a felicidade que tens em viver em sua companhia e que preferes a vida de casa à da cidade. Ela ocupa um lugar antes dos amigos e antes dos filhos que te deu: Faz-lhe compreender que é por causa dela que tu os amas. Quando ela fizer qualquer coisa de bem, felicita-a, e admira o seu talento. Se faz qualquer tolice, não a censures por isso. Fazei a vossa oração em comum. Aprendei a nada temer neste mundo, senão a ofender a Deus. Se um homem se casa com este espírito, então o matrimônio está muito próximo da perfeição&quot;.</p>
<p>Fonte: Site <a href="http://www.ejesus.com.br">www.ejesus.com.br</a></p>
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		<title>SER BATISTA</title>
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		<pubDate>Wed, 05 May 2010 16:46:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oswaldo Luiz Gomes Jacob</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nestes tempos de tanta confusão, falta de identidade denominacional, precisamos definir os termos (como dizia o professor Purim). O que é ser batista? Antes de tudo, é ser cristão, nascido de novo, regenerado em Cristo Jesus pela obra poderosa do Espírito Santo por causa do amor de Deus, o Pai. É ser nova criatura (2 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nestes tempos de tanta confusão, falta de identidade denominacional, precisamos definir os termos (como dizia o professor Purim). O que é ser batista? Antes de tudo, é ser cristão, nascido de novo, regenerado em Cristo Jesus pela obra poderosa do Espírito Santo por causa do amor de Deus, o Pai. É ser nova criatura (2 Co 5.17). Cuidar muito bem da vida pessoal, sendo um leitor assíduo da Palavra de Deus e ter uma vida intensa de oração. Primar pelo culto no lar. Compartilhar a sua fé em Cristo, agindo como sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13-16). Ser membro de uma igreja batista comprometido com o evangelho integral. Servir ao Senhor com alegria e singeleza de coração, procurando ser um dizimista fiel e um investidor criativo na obra missionária. Ser um membro de família amoroso, ativo, eficiente e aglutinador. Um cidadão que ama o seu país e está comprometido com a liberdade de expressão, com a justiça social. Lutar com as armas sociais para emprego e renda. Lutar contra toda a forma de segregação racial, preconceitos. Pregar contra a imoralidade, a corrupção, a violência, o crime organizado, o tráfico de drogas, o trabalho e a prostituição infantil, a pedofilia, o aborto, o estupro e toda a sorte de erro. </p>
<p>Ser batista é pregar a separação entre Igreja e Estado – a não- clericalização do Estado e a não-secularização da igreja. É saber votar <i>nas pessoas certas, para os lugares certos pelas razões certas</i>. Pregar contra a pobreza. Eliminar o analfabetismo. Trabalhar pela educação integral e pela inclusão dos jovens carentes na universidade. Buscar uma melhor qualidade de vida administrando de forma competente o meio ambiente, implantando a coleta seletiva do lixo, o uso inteligente da água e a não poluição de córregos, rios, nascentes e mares. Promover a educação ambiental. Trabalhar para o beneficio dos mais pobres para que todos tenham acesso a água potável, energia, esgoto, inclusão digital e todos os benefícios dos mais abastados. Apreciei muito a oração de Brennan Manning: “Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, oramos que a nossa experiência de fé corresponda às declarações de crença que fazemos a teu respeito. Concede-nos a coragem de orar. Unge-nos com o espírito de compaixão para que possamos ser o que em tua paixão foste, no nosso tempo; para que sejamos pobres com os pobres, choremos com os que choram, entremos na luta da nossa geração por justiça social, tratando os outros como gostaríamos de ser tratados. Oramos pela coragem de arriscar tudo em Ti, de estarmos contigo em tua fidelidade a tua missão, nossa missão. Para isto vim ao mundo, para dizer: Eis-me aqui, Senhor, venho fazer tua vontade” (Manning, <i>Assinatura de Jesus</i>, Textus, 43,44). </p>
<p>Ser batista é amar a obra missionária, valorizar a denominação (participando ativamente dos encontros denominacionais), participar dos movimentos missionários, de trabalhos voluntários e ajuda substancial aos mais carentes. Fazer da Igreja <i>um hospital para pecadores e não um museu para santos</i>. Orar e trabalhar para que a igreja seja uma comunidade do perdão e da festa, <i>koinonia pura</i>. A comunidade do amor, do perdão, da aceitação em plena alegria. Planejar em oração cultos inclusivos, cultos espirituais nos quais as pessoas se arrependam, creiam e obedeçam de todo o coração. É ver os campos que estão brancos para a ceifa, buscando os perdidos, os párias da sociedade. Permitir ser um membro comprometido com a ética do Reino de Deus. </p>
<p>Ser batista é cantar um cântico novo. Celebrar a morte, ressurreição e a volta do Senhor pela pratica da Ceia do Senhor e também nos cultos que enfatizam toda a obra suficiente de Cristo. Como é bom ser batista, comprometido com os princípios da Palavra de Deus! Ela é o nosso manual de fé e prática. Povo batista – transformado para transformar. Povo batista – um povo amoroso, acolhedor, visionário, trabalhador, zeloso, hospitaleiro e comprometido com a dignidade do homem, imagem e semelhança do Senhor. Ser batista é amar os perdidos, levando-lhes a Palavra do Senhor para que se convertam. Ser coerente como Cristo foi em toda a Sua vida. </p>
<p>Oswaldo Luiz Gomes Jacob, PR.</p>
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		<title>O MODELO PASTORAL DE JESUS (VI)</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 01:43:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oswaldo Luiz Gomes Jacob</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um ministério no meio da multidão – Mc 3.7-12 Temos a tendência de nos afastarmos da multidão. Há momentos que ficamos muito cansados. Precisamos recarregar as baterias físicas, emocionais e espirituais. Jesus muitas vezes se afastou da multidão e dos discípulos para ter um tempo muito precioso com o Pai. As suas escapadas eram necessárias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Um ministério no meio da multidão – </i>Mc 3.7-12</b></p>
<p>Temos a tendência de nos afastarmos da multidão. Há momentos que ficamos muito cansados. Precisamos recarregar as baterias físicas, emocionais e espirituais. Jesus muitas vezes se afastou da multidão e dos discípulos para ter um tempo muito precioso com o Pai. As suas escapadas eram necessárias para repor as Suas energias. Era-lhe necessário conviver entre a montanha e o vale. Quietude e movimento. Reflexão e atividade intensa. Jesus sabia como ninguém ter o equilíbrio entre a montanha e o vale. Entre a tranqüilidade e o trabalho intenso. Entre a calma e as tensões do dia a dia. </p>
<p>Como pastores, estamos no meio da multidão. À semelhança de Jesus, devemos viver entre as pessoas, amá-las de coração, cuidando delas com alegria, sabendo que estamos servindo ao Senhor. Jesus sabia lidar com a multidão. Ele tinha uma estratégia eficaz. A Sua logística beneficiava as gentes. Jesus aproveitava muito bem cada oportunidade para falar do amor de Deus àquela gente sofrida. Ele praticava o amor curando e encorajando as pessoas. O Seu coração estava sempre sensível àqueles que se achegavam a Ele para experimentar o Seu amor e o Seu poder. Ele sempre trabalhava dentro do propósito do Pai. Não podemos fazer tudo, mas devemos fazer o que Deus, nosso Pai, determinar na Sua soberana vontade. </p>
<p>Vivemos dias de muitas carências emocionais, pois as pessoas estão ansiosas, fóbicas, inseguras e infelizes. Elas precisam do Salvador. No meio da multidão somos chamados para proclamar o amor de Deus em Cristo por meio de palavras, atitudes e atos. O chamado pastoral é para estar na intimidade com o Pai (na montanha) e no meio da multidão (no vale). É no meio das gentes que somos desafiados, motivados, a viver uma vida de discernimento para entendermos o tempo da manifestação do Senhor para abençoar os que crêem na suficiência de Cristo Jesus, Seu Filho. </p>
<p>Gostei muito do que William MacDonald disse: “Jesus tinha o poder de curar, mas seus milagres foram realizados somente naqueles que vinham à procura de ajuda. Assim também é com a salvação. Seu poder de salvar é suficiente para todos, mas eficiente para todos os que crêem nele. Aprendemos do ministério do Salvador que a necessidade <i>não</i> constitui um chamado. Havia necessidade em toda parte. Jesus dependia das instruções de Deus, o Pai, para saber onde e quando servir. Devemos agir assim também” (<b>Comentário Popular</b>, <i>Mundo Cristão</i>, 2009, SP). </p>
<p>Vivamos na profundidade da comunhão com o Pai (na montanha) e no meio da multidão (no vale). Ele nos chamou para vida de renuncia e trabalho sério. A multidão está à espera de homens de Deus, sensíveis, sinceros e dedicados para serem as mãos e os pés do Mestre nas suas necessidades. Há muitos nas estradas da vida com feridas ainda abertas, com dores profundas, sofrendo terrivelmente. Eles precisam ser aliviados por Aquele que é manso e humilde de coração (Mt 11.29), que convida os cansados e oprimidos para os aliviar (Mt 11.28-30). Deus, o Pai, quer que convivamos com as multidões, sintamos o cheiro das pessoas perdidas, que precisam conhecer o amor do Salvador, que deu a Sua vida para que elas sejam salvas. Jesus é o nosso modelo pastoral que veio buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19.10). </p>
<p><b>Oswaldo Luiz Gomes Jacob, PR. </b></p>
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		<title>COMO SER LIBERTO DO PECADO</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 11:38:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oswaldo Luiz Gomes Jacob</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mas graças a Deus que, embora tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e libertos do pecado, fostes feitos servos da justiça. Romanos 6:17 e 18 &#8211; Do ponto de vista bíblico, o pecado não é um mero ato na prática do mal, mas também uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas graças a Deus que, embora tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e libertos do pecado, fostes feitos servos da justiça. Romanos 6:17 e 18 &#8211;   <br />Do ponto de vista bíblico, o pecado não é um mero ato na prática do mal, mas também uma condição rebelde de alienação de Deus. O pecado se caracteriza por um rompimento da relação pessoal com Deus. O pecado separa o homem de Deus: Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam seu rosto de vós, de modo que não vos ouça. Isaías 59:2. Na verdade o pecado é um estado de descrença universal, que tornou o homem indisposto e desviado em relação a Deus: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Romanos 3:23. O que a bíblia aponta é a pecaminosidade total da humanidade: Pois não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque. Eclesiastes 7:20. Não há distinção, nem exceção nesta matéria: Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há sequer um. Salmo 14:3. Ninguém neste mundo tem condições para se isentar do seu pecado: Quem pode dizer: Purifiquei o meu coração, limpo estou do meu pecado? Provérbio 20:9.    <br />As Escrituras Sagradas mostram que o pecado de Adão converteu-se numa realidade ecumênica: Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram. Romanos 5:12. Isto significa que todos nos tornamos pecadores em Adão de modo essencial. Assim, o estado rebelde passou a ser transmitido de modo natural, pela genética: Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, proferindo mentiras. Salmo 58:3. Eis que nasci em iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe. Salmo 51:5. O homem sendo um pecador por natureza, o seu pecado se torna uma realidade inerente ao seu viver diário: Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Salmo 51:3. Deste modo o homem passou a ser escravo do pecado: Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. João 8:34. Nós somos cativos de tudo aquilo que somos sujeitos. Logo, o homem transformou-se num dependente subjugado ao pecado: Não sabeis que daquele que a quem vos apresentais como servos para lhes obedecer, sois servos desse mesmo a quem obedeceis, seja do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? Romanos 6:16. Somos uma raça caída em que “todos estão debaixo do pecado”.    <br />Ora se “todos estão debaixo do pecado”, como o homem pode se libertar do pecado? É somente pela misericórdia de Deus: Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, a fim de usar de misericórdia para todos. Romanos 11:32. Não há outro meio de libertação senão pela misericórdia divina: Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo ( pela graça sois salvos ) Efésios 2:4 e 5. Aqui a Bíblia nos mostra o amor de Deus, como a mola propulsora que enviou Jesus, para salvar a humanidade do seu pecado:Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16. Deus que ama o pecador mas odeia o pecado enviou Jesus para nos salvar da realidade maligna do pecado: Mas Deus dá prova de seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Romanos 5:8. Jesus veio para salvar o povo de seus pecados: Ela dará à luz um filho, a quem chamarás JESUS, porque ele salvará seu povo dos seus pecados. Mateus 1:21. Sua missão salvadora implicava em dar vida eterna ao homem: O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham, vida, e a tenham em abundância. João 10:10. Para dar vida eterna ao homem Ele precisava libertar o homem de sua vida pecaminosa: Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que estenda a sua mão e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente. O Senhor Deus, pois, a lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado. E havendo lançado fora o homem, pôs ao oriente do jardim do Éden os querubins, e uma espada flamejante que se volvia por todos os lados, para guardar o caminho da árvore da vida. Gênesis 3:22 e 24. O homem no pecado não poderia ter acesso à fonte da vida, para não se tornar um pecador eterno. Por este motivo, Jesus veio tirar o pecado e dar vida eterna: No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. João 1:29. Ele, que não tinha pecado se fez homem para tomar o pecado dos homens a fim de libertar os homens do seu pecado e dar vida abundante: Pelo que lhe darei o seu quinhão com os grandes, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma até a morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu. Isaías 53:12. Levando ele mesmo os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. 1 Pedro 2:24. A nossa plena salvação consiste na misericórdia de Deus que enviou o seu Filho Jesus para morrer a nossa morte para o pecado e nos dar a vida eterna na sua ressurreição. Jesus tornou-se o nosso único advogado: Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual se deu a si mesmo em resgate por todos, para servir de testemunho a seu tempo. Timóteo 2:5 e 6. A sua morte foi na verdade a nossa morte; e a sua ressurreição é a nossa fonte de vida eterna: Porque, se temos sido unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição; sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servimos mais ao pecado. Romanos 6:5 e 6. A missão do Senhor Jesus abrangia a nossa libertação do pecado e a outorga de uma vida abundante. Graças a Deus pela sua obra consumada, capaz de verdadeiramente concretizar uma tão grande salvação: Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que abunde a graça? De modo nenhum. Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele? Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitados dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Romanos 6:1-4. Fomos batizados no corpo de Jesus quando de sua morte, para recebermos a vida eterna juntamente com Ele, na sua ressurreição. Este foi o plano de Deus executado por Jesus, para todo aquele que crê: Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos que crêem. Gálatas 3:22. Cabe a cada um de nós crer, como diz a Escritura, na nossa morte para o pecado e considerar-nos vivos para Deus por meio de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo: Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus. Romanos 6:11. Não podemos diminuir o valor da Palavra de Deus nem falsificar o processo divino. Cabe tão somente a cada um de nós crer. E crer de acordo com a Bíblia, a Palavra de Deus: Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé. Romanos 1:16 e 17</p>
<p>Pastor Glênio Fonseca Paranaguá /&#160;&#160; <strong>Fonte: Associação Betel</strong></p>
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		<title>INVESTINDO A 400%</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 01:12:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oswaldo Luiz Gomes Jacob</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Certa noite, após ter concluído meu último culto, às dez horas, um pobre homem veio pedir-me que fosse orar por sua esposa, dizendo que ela estava moribunda. Concordei de imediato, e a caminho da casa dele perguntei-lhe por que não chamara o padre, posto que seu sotaque me indicava que ele era um irlandês. Segundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certa noite, após ter concluído meu último culto, às dez horas, um pobre homem veio pedir-me que fosse orar por sua esposa, dizendo que ela estava moribunda. Concordei de imediato, e a caminho da casa dele perguntei-lhe por que não chamara o padre, posto que seu sotaque me indicava que ele era um irlandês. Segundo explicou, assim o fizera, mas o padre se recusara a vir sem o pagamento adiantado de dezoito pence, que o homem não possuía, porquanto a família estava passando fome.    <br />Imediatamente ocorreu-me que todo o dinheiro que eu tinha neste mundo era uma solitária moeda de meia coroa; além disso, ainda que me esperasse em casa a tigela na qual eu usualmente ia buscar o meu jantar, e mesmo que havia o suficiente para meu desjejum na manhã seguinte, nada me restava para almoçar no outro dia.     <br />O homem me levou por um miserável lance de escada até um destroçado quarto; e que visão se apresentou perante os nossos olhos! “Ah!”, pensei eu, “se eu tivesse dois xelins e seis pence, em lugar de meia coroa, quão alegremente eu lhes daria um xelim e seis pence!” Todavia, uma desgraçada incredulidade impediu-me de obedecer ao impulso de aliviar a aflição deles ao custo de tudo quanto eu possuía.     <br />“Você pediu-me que viesse e orasse por sua esposa”, disse eu ao homem. “Ajoelhemo-nos e oremos”. E nos ajoelhamos. Mas, nem bem eu abrira meus lábios dizendo “Nosso Pai, que estás no céu”, a consciência me acusou dentro em mim: “Ousas zombar de Deus? Tens a coragem de te ajoelhares e de chamares a Deus de Pai, tendo meia coroa no bolso?” Tal foi o conflito que me assaltou, que nunca antes nem depois experimentei igual. Como consegui terminar aquela forma de oração, não sei; nem sei dizer se as palavras tinham nexo ou não; contudo, levantei-me dali com profunda angústia na mente. O pobre pai voltou-se para mim e disse: “O senhor está vendo a triste condição em que nos achamos; se pode ajudar-nos, ajude-nos pelo amor de Deus!” Foi nesse momento que brilharam em minha mente as palavras: “Dá-lhe o que te pede”. Enfiei a mão no bolso e retirei lentamente dali a moeda de meia coroa. Entreguei-a ao homem, dizendo-lhe que aquilo que eu vinha procurando dizer-lhe era realmente verdade – que Deus é mesmo um Pai, e que se pode confiar nEle. A alegria voltou completa ao meu coração. Dali por diante pude declarar toda a verdade com autêntico sentimento, e o empecilho para a bênção desaparecera – desaparecera para sempre, conforme confio.     <br />Lembro-me bem de como naquela noite, quando me dirigia para casa, meu coração sentia-se tão leve quanto o meu bolso. Quando tomei minha tigela de mingau, antes de retirar-me para meu quarto, não a trocaria nem pelo banquete de um príncipe. Ao ajoelhar-me ao lado de meu leito, lembrei o Senhor, pela sua própria Palavra, que aquele que dá ao pobre empresta ao Senhor: roguei-Lhe que o meu empréstimo não fosse por muito tempo, pois doutro modo eu não teria o que almoçar no dia seguinte; então, sentindo paz interior e gozando de tranqüilidade, passei uma feliz noite de descanso.     <br />Na manhã seguinte, minha tigela de mingau não faltou. Antes de terminá-la, ouviu-se o carteiro que batia à porta, e pouco depois a proprietária da pensão veio entregar-me um envelope, com a mão molhada coberta pelo avental. Pus-me a olhar para o envelope, mas não pude atinar de quem era a letra. Era a caligrafia de um estranho, ou uma caligrafia disfarçada, e o carimbo do correio estava borrado. De onde viera, eu não sabia dizer. Ao abrir o envelope, nada encontrei escrito; porém, dentro da folha de papel em branco havia um par de luvas. E, ao abri-las, para minha surpresa caiu meio soberano. “Louvado seja o Senhor!” exclamei. “Quatrocentos por cento por um empréstimo de doze horas, é um ótimo lucro. Quão satisfeitos ficariam os negociantes de Hull, se pudessem emprestar seu dinheiro a uma taxa tão alta!” E naquele exato instante tomei a resolução de que um banco que não pode falir é que receberia as minhas economias ou proventos, conforme fosse o caso – uma determinação da qual até hoje não me arrependi.     <br />______________     <br /><strong>DR. HUDSON TAYLOR – MÉDICO MISSIONÁRIO NA CHINA</strong> </p>
<p>Este incidente ocorreu durante os estudos de medicina de Hudson Taylor (1832-1905), em Hull, na Inglaterra; e isso, juntamente com lições similares, serviu para fortalecer os princípios de fé que o nortearam na fundação da Mis- são para o Interior da China.</p>
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		<title>À SEMELHANÇA DA IMAGEM DE CRISTO</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Apr 2010 23:58:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oswaldo Luiz Gomes Jacob</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se arrasta sobre a terra. Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se arrasta sobre a terra. Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus os criou, homem e mulher os criou. Gênesis 1:26 e 27 &#8211;   <br />O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. Deus é espírito. Logo, a imagem e semelhança de Deus se relaciona com o caráter espiritual do homem. Não devemos raciocinar em termos materiais quando abordamos o conceito de imagem e semelhança divinas. Sabemos, porém, que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. Mas, em virtude do pecado do homem, esta imagem e semelhança tornou-se deformada. Esta desfiguração não significa uma anulação. Mesmo o homem no pecado, ainda tem alguns vestígios morais e espirituais que se configuram com elementos da imagem deteriorada pelo pecado.    <br />A Bíblia mostra que Adão foi criado à semelhança de Deus: Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez. Gênesis 5:1. Mas depois do seu pecado, os homens se tornaram à semelhança e imagem de Adão: Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e pôs-lhe o nome de Sete. Gênesis 5:3. O homem com o pecado deixou de ser espiritual, à imagem e semelhança de Deus, para ser carnal à semelhança e imagem de Adão: Então disse o Senhor: O meu espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal; e os seus dias serão cento e vinte anos. Gênesis 6:3. O ser humano tornou-se carnal ficou impedido de entrar no reino de Deus. E como um ser carnal, à imagem de Adão, ele precisa nascer de novo para entrar no Reino de Deus: Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. João 3:3, 5 e 6. Todo aquele que ainda não nasceu de novo reflete uma imagem de Deus deformada, mas quem já foi regenerado passa a ter a imagem do criador: Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do homem velho com os seus feitos, e vos vestistes de novo, que se renova para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou. Colossenses 3:9 e 10.    <br />Assim, o homem é a imagem daquele que ele descende. Ele é carnal, animal e terreno, se origina em Adão. Ele é espiritual e celestial se procede de Cristo: Assim também está escrito: O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente; o último Adão, espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, senão o animal; depois o espiritual. O primeiro homem, sendo da terra, é terreno; o segundo homem é do céu. Qual o terreno, tais também os terrenos; e, qual o celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, traremos também a imagem do celestial. I Coríntios 15:45 e 49. É tudo ima questão de derivação: Pois os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Romanos 8:5. Todos nós nascemos neste mundo à imagem de Adão e precisamos nascer de novo, mediante a nossa morte e ressurreição juntamente com Cristo, para nos tornarmos à imagem de Jesus Cristo: Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes a imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. Romanos 8:29. Deus quer que os homens sejam restaurados na sua própria imagem. E quando somos feitos à imagem do seu Filho pelo novo nascimento somos restabelecidos na sua imagem, pois o Filho é sua própria imagem: O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda criação. Colossenses 1:15.    <br />Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. O pecado quebrou esta imagem, deformando-a totalmente. Deus enviou o sue Filho Jesus porque: Sendo Ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo ele mesmo feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas. Hebreus 1:3 &#8211; e para nos recuperar conforme a expressão do seu propósito original: Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor. II Coríntios 3:18. Assim, mediante a regeneração através de nossa morte e ressurreição em Cristo, passamos a desfrutar do restabelecimento da imagem de Deus, conforme o caráter de Cristo.    <br />Deus é santo. E nos quer à semelhança de sua imagem: &#8230;mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento; porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo. 1o Pedro 1:15 e 16. A nossa santidade é proveniente dos atributos essenciais da imagem de Cristo: E por eles eu me santifico, para que também eles sejam santificados na verdade. João 17:19. Deus nos tem regenerado para sermos semelhantes ao seu Filho, Jesus Cristo: Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos. I João 3:2. Ser cristão é trazer as marcas espirituais e morais da dignidade de Cristo:&#8230;aquele que diz estar nele, também deve andar como ele andou. I João 2:6. As qualidades distintivas da personalidade de Jesus são reeditadas no temperamento cristão: Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para vossas as almas. Mateus 11:29. Do molde se tiram as réplicas. O amor cristão é uma sucursal da índole de Cristo: Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros. João 13:34. Nosso perdão é a impressão do gênio divino do Senhor Jesus Cristo em nosso coração: Suportando-vos e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra o outro; assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também. Colossenses 3:13. A reforma profunda causada por Deus no homem pelo novo nascimento, visa a identificação deste homem com a imagem de Jesus Cristo.    <br />Foi por isso que Deus nos fez participantes com Cristo na sua morte, a fim de destruir completamente as impressões do velho homem:- &#8230;sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servimos mais ao pecado. Romanos 6:6. E nos fez participantes de sua ressurreição para nos equipar da expressão moral de Jesus Cristo: &#8230;e estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo ( pela graça sois salvos ), e nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus. Efésios 2:5 e 6. Por termos sido associados à morte e ressurreição com Cristo, temos uma nova vida e uma nova mentalidade, que nos garantem uma vivência semelhante aos padrões do viver de Jesus: Pois quem jamais conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo. I Coríntios 2:16. Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo. I Coríntios 11:1. Semelhantes a Adão, no pecado somos regenerados por Deus, par sermos semelhantes ao nosso Senhor Jesus Cristo, na santidade, E a Bíblia não vende por menos: Sede pois imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como Cristo também vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave. Efésios 5:1 e 2.</p>
<p><strong>Glênio F. Paranaguá&#160; &#8211; Associação Betel de Evangelismo e Missões </strong></p>
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		<title>A RECEITA DA PROSPERIDADE</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 14:57:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oswaldo Luiz Gomes Jacob</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A vida pode ser comparada a uma caminhada de maratona, por isso, o segredo do sucesso é a constância de propósito. Não é possível alcançar a fita de chegada se não houver uma determinação persistente em atingir o objetivo. Todo êxito se apoia na tenacidade. Há um provérbio antigo que sustenta: não é batendo com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A vida pode ser comparada a uma caminhada de maratona, por isso, o segredo do sucesso é a constância de propósito. Não é possível alcançar a fita de chegada se não houver uma determinação persistente em atingir o objetivo. Todo êxito se apoia na tenacidade. Há um provérbio antigo que sustenta: não é batendo com uma esponja que conseguiremos pregar um prego na parede.   <br />Todo sucesso, neste mundo, exige uma dose suficiente de esforço, para chegar ao seu auge, mas necessita de uma dose dobrada de perseverança. As grandes obras são executadas não tanto pela força, mas, principalmente pela perseverança. A prosperidade espiritual começa pela firmeza na meditação da Palavra.    <br />Antes de partirmos para os projetos de fé, precisamos conhecer os princípios de Deus que controlam os mecanismos do sucesso. Deus tem suas próprias regras que estabelecem as causas do progresso e promovem o incentivo de todo desenvolvimento. Sem os equipamentos da confiança profunda nos propósitos divinos, fica muito complicado a plena prosperidade.    <br />Nos tempos de crise, mais do que nunca, é imperioso o aprofundamento na meditação da Palavra, a fim de atingir às vertentes que suprem todas as nossas reais necessidades. Só quem cava fundo pode alcançar os lençóis abundantes. Se você comer de pé fará má digestão. Sente-se. Se você pensar correndo, fará má reflexão. Sente-se.     <br />Quanto mais meditamos na Palavra de Deus, mais condições temos de sentar na cadeira do êxito completo. Quanto maior for a pressão do horário e as exigências do mercado, procure ter mais tempo na presença de Deus, em comunhão com sua Palavra. Aqueles que conhecem os detalhes da intimidade serão aquinhoados com as confissões especiais. O segredo do Senhor é para os que o temem; ele lhes fará saber a sua aliança. Salmo 25:14.    <br />Uma vez consciente da importância da meditação na Palavra de Deus, precisamos saber controlar a nossa própria palavra. Pouca gente sabe, de fato, o valor da linguagem no contexto emocional. Muitas vezes o nosso fracasso é conseqüência fatal de nosso discurso capenga. Uma língua descontrolada e pessimista leva com assiduidade o seu dono a situações de aperto. Não é preciso nenhum empurrão quando escorregamos no lodo da saliva. A censura e as reclamações são negócios que podem ser mantidos com muito pouco capital. As lamúrias e murmurações freqüentemente conduzem ao desânimo.     <br />Muitos desastres vieram no bafo das palavras derrotistas e da lengalenga vitimada. Nada é tão aberto para o engano como a boca. A falta de um palavreado apropriado constitui numa receita sutil para a frustração. Os tropeços mais sérios com relação ao sucesso, sempre acontecem em razão deste dialeto deformado da choradeira. Por este motivo o Senhor mostrou a Josué a indispensabilidade de falar segundo o jargão dos céus: Não se aparte da tua boca o livro desta lei. O idioma da Bíblia cria um estilo de resultados favoráveis, pois as palavras são o conteúdo da mente.     <br />Quando conversamos na língua do reino de Deus com o sotaque celestial somos impregnados de uma atitude confiante e movidos por uma esperança indestrutível. A certeza da esperança é mais que vida. É saúde, força, poder, vigor, atividade, energia, coragem, beleza. Quem fala com a esperança das Escrituras, fala com a certeza da realização. Se a meditação contínua da Palavra de Deus e a expressão consolidada desta linguagem são de importância vital para o sucesso, não podemos, entretanto, olvidar o significado persistente da transpiração. A ampla competência somada ao desempenho responsável resultam sempre em celebração vitoriosa. Alguém já assinalou que o dicionário é o único lugar onde você encontrará sucesso antes de trabalho. Uma vida próspera é uma vida de realizações marcantes, e estas não surgem sem as evidências da capacidade, constância, dedicação e trabalho árduo. E o trabalho deve ser um prazer e não um castigo; um desafio e não uma obrigação; uma bênção e não um aborrecimento.    <br />Prosperidade sem trabalho é uma alternativa passageira. Aqueles que foram bafejados por algum incidente da sorte, se não trabalharem com sabedoria, servirão de exemplo aos efeitos da negligência. Se queremos gozar uma vida progressista temos que assumir uma postura executiva. Como ensinava Sócrates: Não é ocioso somente quem não faz nada, mas também quem poderia ser mais bem aproveitado. Na verdade, há muita gente que não progride porque usa desordenadamente o seu tempo. Sub-utilização da agenda é prejuízo irreparável. Desperdiçar tempo é esbanjar oportunidades. Em vez de permitir que um bando de tarefas arruaceiras me cerquem e me pisoteiem até à morte, eu as organizo em um único arquivo e as realizo uma de cada vez, ensinava Don Mallough.     <br />Não é bom tentar matar o seu tempo, pois certamente ele porá a última pá de terra em cima de suas expectativas.    <br />Por outro lado, há uma grande necessidade de encarar os perigos da prosperidade. As pessoas que alcançaram os graus mais elevados de uma vida bem sucedida, correm muito mais risco de serem escravizadas pelos sentimentos de soberba orgulhosa, do que aquelas que ainda lutam com suas deficiências de organização. Há menos pessoas que sobrevivem ao teste da prosperidade do que às pressões da pobreza. Por isso, é conveniente buscar a vida venturosa sob os auspícios da humildade cristã. Nunca use os privilégios da situação afortunada para propagar a excelência de sua personalidade espiritual. Não faça do êxito uma farda de distinção, nem censure os outros em razão de seus fiascos.     <br />Se há um terreno em que a prosperidade é sempre lucrativa é no âmbito do amor, pois a sua abundância em nós, se constitui na melhor expressão de servir aos menos favorecidos, com as riquezas de nossa prosperidade. Com toda certeza, podemos asseverar que só é próspero quem se preocupa com a prosperidade completa dos outros, uma vez que o amor cristão não é vítima de nossas emoções, mas servo de nossa vontade. Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma. 3João 2. Somente as almas prósperas investem profundamente na prosperidade dos outros, se alegrando quando estes alcançam o maior degrau nesta escalada. Guardai as palavras desta aliança, e cumpri-as para que prospereis em tudo quanto fizerdes. Deuteronômio 29:9.</p>
<p><strong>Glenio Fonseca Paranaguá</strong>&#160; &#8211; Associação Betel de Evangelismo e Missões – Londrina – PR. </p>
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		<title>CRER OU SENTIR?</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 00:47:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oswaldo Luiz Gomes Jacob</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma. Hebreus 10:38.   <br />A vida cristã é uma experiência inspirada e causada pela fé ou movida pelo sentimento? Vivemos num momento histórico em que a fé tem sido substituída pelo sentimento. Eu estava no carro, ouvindo numa estação de rádio evangélica, uma canção muito agradável em sua linha melódica, mas com uma letra terrível, do ponto de vista bíblico. Era algo mais ou menos assim: &quot;eu sinto a tua presença&#8230; eu sinto a tua graça&quot;&#8230; E por ai viajava nos sentimentos. Fico pensando: como posso sentir a presença de Deus?    <br />O mundo moderno foi invadido pelo sentimento. As artes, a poesia, a religião e todo o pensamento contemporâneo vem sendo dominado pelo nível da emoção. A verdade que vale, não vale ser a verdade, pois o sentimento é quem dita o seu conteúdo. No fundo da criação humana encontra-se, como fundamento de maior valor, um simples sentimento hedonista. O prazer imediato é o lance que avalia e estipula o significado das decisões mais importantes.    <br />A foto que aprisiona o fato de uma gravidez não planejada tem mais valor que um feto abortado com o fito de satisfazer um sentimento da futilidade egoísta. A menina tirou o retrato de sua barriga prenha, e depois, num gesto vulgar de desprezo pela vida, tirou a criança de suas entranhas, porque fazia estrias no tecido liso do ventre esguio. Aquilo que eu sinto hoje é mais forte e merece mais crédito do que a realidade ética.    <br />Vivemos a ditadura dos sentimentos. Se me sinto bem comigo mesmo, posso fazer qualquer coisa, ainda que aquilo que faço, não deveria fazer. A moral do nosso tempo é uma questão da emoção egocêntrica. Alguém me sussurrou com galhofaria diante de sua gula: &quot;vale a pena transgredir por um sentimento delicioso. O que nos resta nesse mundo de sofrimentos são esses momentos de prazer. O que encanta, distrai&quot;.    <br />Deus também virou matéria de sentimento. A grande maioria vive buscando emoções que validem e evidenciem a presença divina. Queremos sentir a sua presença! Queremos tocar no manto de Jesus. Essa é a tônica da mentalidade pós-moderna que vive embriagada com a aparência da realidade e com o desfrute de tudo aquilo que é meramente sensório. Mas a Bíblia afirma: Visto que andamos por fé e não pelo que vemos. 2Coríntios 5:7. Isto é: andamos pela fé e não pelos sentimentos.    <br />A presença de Deus não é assunto de sentimento. Deus não é perceptível pelos nossos sentidos nem pode ser captado pela nossa emoção. Mesmo que o céu esteja coberto por espessas nuvens negras, o sol continua brilhando em seu percurso. Mesmo que não haja qualquer evidência da presença de Deus, ele continua presente em todo lugar. Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá. Salmos 139:7-10.    <br />Creio na presença de Deus em todo lugar nesse universo, porque a sua palavra afirma que ele está presente em qualquer lugar. Isto é fé, pois a fé se baseia apenas na suficiência da palavra de Deus. Ainda que eu não sinta a menor comprovação e não haja qualquer sinal de sua presença no universo, eu creio que Deus está bem presente porque sua palavra afirma. E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo. Romanos 10:17.    <br />Ninguém que tem fé precisa de um sentimento para comprovar a sua convicção, já que a fé na palavra de Deus tem a sua própria persuasão fundamentada na mesma palavra. Alguém disse que: &quot;a mente sabe que sabe, enquanto o olho não vê que vê&quot;. Embora, o olho que vê, não vê que vê; a mente que sabe, sabe que o seu saber procede da própria mente que sabe. Quem tem fé não carece de prova, pois nenhuma prova pode provar o que a própria fé prova firmada na palavra de Deus.    <br />Quem crê não precisa de demonstração para crer, e quem não crê não há comprovação no mundo que o leve a crer. A essência da fé nega qualquer constatação fenomenológica, pois &quot;a fé é a crença apesar das evidências&quot;. Se alguém necessita de uma prova sensória para firmar a sua fé, então essa pessoa encontra-se no campo da ciência e fora do terreno da fé. Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem. Hebreus 11:3.    <br />A fé está relacionada apenas com a palavra de Deus. Se não houver sinal da palavra de Deus não há o menor indicio de fé. Ninguém que crê baseado na palavra de Deus precisa de qualquer sentimento para corroborar com a sua fé, pois a verdadeira confiança só carece da verdade de Deus para se sustentar. Jesus desconfiou da crença alicerçada em milagres. Estando ele em Jerusalém, durante a Festa da Páscoa, muitos, vendo os sinais que ele fazia, creram no seu nome; mas o próprio Jesus não se confiava a eles, porque os conhecia a todos. João 2:23-24.    <br />Alguém pode estar indagando: então, você é contra o sentimento? Não. Absolutamente não. Mas o sentimento nunca será o fundamento da fé. Ninguém precisa de emoção para crer, mas se houver alguma emoção em sua crença, tudo bem. O sentimento não pode ser a locomotiva do trem, mas pode ser um vagão. A fé depende somente da palavra de Deus para se manifestar e o sentimento pode ou não acompanhar a fé. Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé. Romanos 1:17.    <br />A teologia dos sentimentos que se tornou mais desenvolvida a partir do século XIX, com Friedrich Schleiermacher, tem sua ênfase naquilo que podemos sentir no âmbito da alma. A sua tese mostra que a experiência verdadeira está vinculada com a sensação íntima e nunca com a verdade em si mesma. Para os promotores desse tema é preciso sentir a verdade, a fim de torná-la legítima. Mas Jesus não apóia essa premissa, pois seu destaque recai no puro conhecimento da verdade. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32.    <br />Jesus disse: e conhecereis a verdade; ele não disse: e sentireis a verdade. A vida de fé é um produto da verdade divina, revelada em sua palavra, sem necessidade alguma de um sentimento comprobatório que autentique a veracidade da experiência. Ninguém precisa de uma emoção para apoiar a fé depositada na palavra de Deus, e mesmo que alguém tenha alguma muito importante, não há obrigação de vinculá-la ao conteúdo da fé.    <br />Esse destaque nos sentimentos tem sido responsável por uma grande distorção na proclamação autêntica do cristianismo. Muita gente vive querendo sentir os efeitos da verdade ou as comoções estáticas de alguma experiência para poder afirmar a sua fé. Alguns acreditam que o choro e a alegria servem para confirmar a legitimidade do acontecimento. Mas a Bíblia continua sustentando que o justo viverá somente pela fé: Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé. Habacuque 2:4.    <br />A fé é a recusa de ingressar no pânico, em virtude da suficiência concebida pela revelação divina. Só a fé na palavra de Deus pode comprovar a onipotente veracidade do Deus da palavra, e com isso, provar a realidade consistente de que a graça de Deus, origem da revelação, é também a causa da fé. A água está para o peixe, assim como a palavra de Deus está para fé. O Deus da graça que concede a expressão da sua palavra, concebe o surgimento da fé embutida na mesma palavra. Porém que se diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos. Romanos 10:8. Não é o sentimento do coração, mas a palavra da revelação que faz toda a diferença.     <br />Crer ou sentir – eis a questão!</p>
<p><strong>Pr. Glenio Fonseca Paranaguá – Associação Betel de Evangelismo e Missões</strong></p>
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		<title>A IGREJA DE UTÓPOLIS</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Apr 2010 13:48:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oswaldo Luiz Gomes Jacob</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A igreja de Utópolis é extraordinária. E não é que seus próprios membros propaguem isso. O testemunho é da comunidade na qual ela está inserida. No domingo, quem se dirige ao templo modesto e acolhedor, entra num ambiente festivo. A cordialidade e a transparência das pessoas são cativantes. Depois de atravessar o que parecia a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A igreja de Utópolis é extraordinária. E não é que seus próprios membros propaguem isso. O testemunho é da comunidade na qual ela está inserida.</p>
<p>No domingo, quem se dirige ao templo modesto e acolhedor, entra num ambiente festivo. A cordialidade e a transparência das pessoas são cativantes.</p>
<p>Depois de atravessar o que parecia a área de recepção e entrar no santuário, fiquei pasmo. Nada de olhares inquiridores ou apáticos. Senti que todos se conheciam, se amavam e se sentiam responsáveis uns pelos outros. A comunhão que tinham com Deus marcava a comunhão que tinham entre si. Pude observar que o Evangelho funcionava e era verdade. Uma nova humanidade, fruto da redenção, da conversão e da dinâmica do Espírito Santo, se manifestava ali com plena exuberância. E que prazer dava vivenciar a bênção da reconciliação com intensidade e autenticidade!</p>
<p>Quando começou o culto, pensei que a atmosfera inicial se diluiria na participação passiva de um culto formal. Nada disso. Nunca imaginei o que sucederia depois. Participei de um louvor que me levou à presença de Deus. Não era meramente louvação. Era um louvor com compromisso. A confissão de pecados chegou a constranger-me. Consegui livrar-me de algumas coisas que estavam me afligindo desde muito tempo. A intercessão foi uma luta junto a Deus contra o diabo, a dor, a morte. O sermão, sem adornos nem retóricas, falou das coisas de Deus e da vida, com autoridade. A Palavra calava no coração. A graça e o Espírito a aplicavam. O verbo se fazia carne. Em contrapartida, não havia conhecido o pastor antes do culto porque estava em oração com os seus líderes. Quando apareceu a figura inexpressiva, senti algo como um esmorecimento. Mas quando o homem, ou melhor, o homem de Deus dirigiu o culto, tive que pedir perdão a Deus.</p>
<p>Depois do culto houve escola dominical. Eu, doutor em teologia, pensei primeiro em sair. Mas me detive diante do convite sincero e insistente para participar em “nossa classe”. Nela se discutiu a Bíblia e a vida. O ensino não era formal. Nada de discursos inócuos. Dei graças a Deus pelo professor não ter passado por uma instituição teológica típica. O que ele compartilhou com todos nós, ou melhor, as informações fornecidas por ele me acompanharam a semana toda. Senti que parte da força dessa igreja provinha de sua sólida fundamentação na Palavra de Deus. Sem por isso querer encher a cabeça de informações inconseqüentes, foi nos guiando à plenitude de Cristo na dinâmica total de nossas vidas.</p>
<p>Depois da escola dominical, não queria sair daquela atmosfera. Em uma igreja assim posso passar quatro horas sem olhar o relógio. Por isso mesmo participei deu ma reunião com uma comissão chamada de diaconia. A recessão e o desemprego haviam produzido problemas sérios entre algumas famílias da igreja, e entre muitas famílias do bairro. E a igreja não queria ocupar-se tanto do céu ao ponto de esquecer-se da terra. Quando entrei na salinha onde seria a reunião, vi coisas que já havia sonhado, mas nunca visto na prática. Os irmãos com emprego haviam trazido arroz, feijão, açúcar&#8230; Até carne seca vi. O líder da reunião tinha a lista das famílias desempregadas. Antes de fazer a distribuição dos donativos, todos oraram pela necessidade de emprego e justiça no mundo, e também para pedir a orientação de Deus na distribuição dos mantimentos trazidos pelos membros da igreja. A metade dos víveres foi destinada às famílias carentes da igreja, e a outra parte foi direcionada para as famílias pobres da comunidade. O que mais me surpreendeu foi que ninguém alardeou desse ministério da igreja, na hora do culto.</p>
<p>Dado o fato que minha conexão aérea era na segunda-feira, no domingo à noite voltei ao templo. Uma vez mais vi aquela gente, simples, é verdade, mas feliz. Um culto com muita participação. Um anúncio simples, claro, mas poderoso do Evangelho. Dezenas de conversões depois de um convite sem muita insistência. Quando perguntei ao pastor com era possível tudo isto, me respondeu que toda a igreja evangelizava e ele se limitava a sacudir a árvore. ao final do culto, houve mais de vinte batismos e muita alegria. A presença inefável, mas real do Deus vivo. Que igreja mais evangelística! Finalmente havia descoberto uma igreja como a que sempre sonhei.</p>
<p>Essa igreja existe?</p>
<p><b>Dr. Manfred Grellert </b></p>
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