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As vaidades da vida pública

Gostaria de pontuar aqui algumas vaidades da vida pública, especialmente no Brasil. A primeira é o artificialismo. A pessoa pública, por lidar com muita gente, não se relaciona em profundidade com ninguém (um exemplo clássico são os telefones celulares ligados e usados nas reuniões da Câmara dos Deputados). Ao observarmos o Parlamento Britânico, não vemos um parlamentar desatento. Todos estão focados. Segunda, é o nepotismo. A tentativa de beneficiar os parentes. Arrumar uma boquinha. Mamar nas tetas da vaca pública. Essa atitude é antiética, uma falta de decoro na vida pública. A terceira vaidade, é a imprudência no falar. Munida de poder, acha que deve falar o que quer. Vocifera muitas besteiras. É um besteirol sem precedentes. Os políticos brasileiros geralmente são desbocados, com um palavreado imoral e incoerente em relação à sua função pública. Quarta, a arrogância. Os políticos apreciam o pódio, gostam de ver as pessoas de cima. Gostam muito de cargos e não de cargas. A quinta vaidade é uma ação maquiavélica. Não importam os meios conquanto que cheguem lá. Para eles, os fins justificam os meios. A sexta, é a malversação do dinheiro do povo brasileiro que paga pesadíssimos impostos. A vida pública é suntuosa, desperdiçando o dinheiro tão suado dos que financiam o Estado brasileiro. Os políticos, via-de-regra, são fúteis, apreciam a luxúria, a ostentação e a vida regalada à custa dos mais pobres, da população sofrida. A sétima vaidade é a violência. Há muitos homens e mulheres bandidos exercendo mandatos como parlamentares, prefeitos, ministros, governadores. São capazes de fazerem coisas horripilantes para atingirem seus objetivos nefastos. Muitos não gostam de ser confrontados, questionados. São autoritários e déspotas. Não têm escrúpulos. A oitava, é a capacidade para mentir. Quantos políticos mentirosos, desonestos e imorais. Homens e mulheres públicos com uma baixíssima vida moral, que envergonha a nação brasileira. Mentem em relação aos adversários. Igualmente em relação às estatísticas. Formam correligionários especialistas em mentira.  
Poderia assinalar outras vaidades, mas estas são suficientes. Na verdade, a nossa classe política, com raríssimas exceções, é vergonhosa, moral execrável, com uma ética sofrível, desrespeitosa, perdulária, hipócrita, despreparada, mal-educada, vazia, fútil e preguiçosa. 
Que Deus tenha misericórdia de nós! Meus irmãos, que sofrimento aguentar essa corja inútil caracterizada nessa reflexão!

Oswaldo Luiz Gomes Jacob

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