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ARROGÂNCIA NO MINISTÉRIO PASTORAL

O ministério pastoral não é para pessoas arrogantes, auto-suficientes e antipáticas. É para pessoas humildes, dependentes de Deus e simpáticas, tratáveis. Esta verdade está nas epístolas de Paulo a Timóteo e a Tito. O servo que serve no ministério tem prazer em se apresentar e ser consumido no altar de Deus. Tem convicção da sua vocação. O seu prazer é o Senhor e a Sua Palavra. A sua alegria está no Deus que age em favor daqueles que nele esperam. Infelizmente existem muitos obreiros cheios de orgulho, empáfia e com serias dificuldades de relacionamento. Eles se isolam e não têm prazer em lidar com as pessoas mais humildes.

O Senhor Jesus nos convida a aprendermos DELE que é manso e humilde de coração (Mt 11.29). O Mestre chamou homens simples, do povo, rudes para a realização de uma grande obra. Ele tem prazer naqueles que confiam em Sua suficiência. Todo o Seu ministério foi de simplicidade e dependência do Pai. Ele fez toda a vontade do Pai. Esta era central em Sua vida (Mt 26.39). Ele nos ensinou a obediência incondicional. Servir em vez de ser servido (Mt 20.28).

Temos percebido arrogância, acepção e desprezo no ambiente do ministério. Obreiros se orgulham de pastorear igrejas grandes, fazer grandes trabalhos e vislumbrar desafios megalomaníacos. Dão mais valor ao censo do que ao senso. Mais voltados para as coisas do que para as pessoas. Homens comprometidos com a grandeza meramente humana. Elementos cheios de si e que não têm interesse em ajudar os obreiros mais simples. Do seu pedestal, vislumbram arrogantemente os menores. Há até uma concepção de ‘alto clero’ e ‘baixo clero’. Infelizmente há extratos na comunidade pastoral.

Quantas vezes não atentamos para os feridos, que precisam do nosso amor e atenção; companheirismo e cuidado; graça e encorajamento; atenção e serviço. O exercício do ministério pastoral tem o traço marcante da compaixão de Jesus. É um trabalho de misericórdia. Piper ensina que nós, pastores, não somos profissionais. Somos chamados mediante a graça de Deus na Pessoa de Cristo. O mérito não é nosso, mas de Cristo, Salvador e Senhor.

O ministério não combina com arrogância, orgulho, mas com humildade e contrição. É algo sublime. Piedade é uma das suas características. O amor é o oxigênio do serviço cristão. As suas vertentes vertical e horizontal têm a ver com o amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta, o amor que surge da cruz (1 Co 4.-8). Sabemos que a vertente vertical tem a ver com a comunhão íntima em relação ao Senhor. A horizontal, por sua vez, significa comunhão com o outro. Ministério é obra da cruz e deve ser sempre caracterizado por ela.

Exercer o ministério pastoral está intrinsecamente ligado à comunhão com o Senhor em plena obediência e com o próximo. Toda a base do ministério, sua motivação e seus objetivos estão ligados fortemente à obra da cruz. O ministério não é promoção pessoal, mas é para servir ao Senhor e às pessoas e, acima de tudo, para a glória de Deus.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor

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