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A MELHOR ORAÇÃO É AMAR – Mateus 5.38-48(vv.44,45).

A oração do Pai Nosso é uma oração de amor. Do princípio ao fim, ela é cheia de amor e ternura procedentes do nosso Pai Santo (Mt 6.9-13). O Senhor Jesus, nesta oração, revela a santidade, a proteção, a provisão, o perdão e a soberania do Pai.

A nossa oração deve refletir o caráter de Deus em nós, Seus filhos tão amados! Como filhos de Deus devemos ser seus imitadores, andando sempre em amor como Cristo nos amou e a Si mesmo se entregou por nós em oferta e sacrifício a Deus em cheiro suave (Ef 5,1,2).

Oração não é reza, ladainha, mas fruto de um coração obediente, amoroso, puro, sincero, perdoador, gracioso, bondoso, doador, sensível, compassivo. Ela é resultado de um coração cujo centro é o Senhor Jesus. Isto significa a supremacia de Cristo em nossas vidas – em tudo o que somos e temos.

Esse tema nos sugere lições muito preciosas. Que nós as vejamos com um coração cheio do temor do Senhor, que é o princípio da sabedoria (Pv 1.7).

A MELHOR ORAÇÃO É AMAR, NÃO RESISTINDO AO PERVERSO, MAS AGINDO COM A MANSIDÃO DE CRISTO, vv.38-41).

Não é olho por olho e nem dente por dente. Não é revidar, mas responder o agravo com o amor, a humildade e a mansidão de Cristo, v.38. O Mestre sempre nos ensinou a amar. Sabemos que o amor não exige reciprocidade. O autentico amor dar de si sem esperar retorno.

O amor de Cristo em nós nos leva a agir com a Sua mansidão, vv.39-41. Ele mesmo disse: “Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração”, Mt 11.29. Jesus é sempre uma inspiração para as nossas orações. Além de Mediador, Ele é o espirito, o motivo e o sentido da oração. O Senhor sempre orava ao Pai, revelando a Sua dependência dEle. Todo o Seu ministério foi marcado pela oração.

A MELHOR ORAÇÃO É AMAR, DOANDO COM AMOR, v.42.

A doação em amor é uma prova segura de uma oração que funciona. Oração não é retórica, mas deve consubstanciada com práticas solidárias. A oração é dinâmica e age sempre com base no amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta, 1 Co 13.4-8).

A doação é uma demonstração de desprendimento. Ela deve ser marcada pelo exercício da piedade. Doar significa agir com misericórdia e com graça. Como podemos orar se negamos ajuda a alguém? Se o verdadeiro jejum significa deixarmos de comer para doarmos ao próximo, então a oração sempre trabalha para o bem do próximo. Paulo nos ensina que a piedade para tudo é proveitosa, 1 Tm 4.8.

A MELHOR ORAÇÃO É AMAR, AMANDO OS NOSSOS INIMIGOS, vv.43-48.

Não somos de uma tradição religiosa à semelhança dos religiosos judeus, mas pertencemos ao Reino de Deus, 43. Somos súditos do Rei. É bom lembrarmos que os verbos amar e orar estão no modo imperativo, v.44. São ordens expressas do Senhor para os Seus filhos obedientes. Não há na oração espírito de revanche, de violência ou qualquer atitude carnal. A oração é a conjugação do verbo amar em todos os tempos e modos. Esta verdade nos ensina que o amor deve ser vivido em todo o tempo em todos os nossos relacionamentos, em todos os nossos atos. O nosso Pai se agrada de um coração amoroso, quebrantado e contrito (Sl 51.17). O exercício do amor é próprio da nossa a nossa condição de filhos de Deus em Cristo Jesus, v.45. Somos filhos de um Deus que nos ama com amor extravagante. Graças a Deus pelo Seu dom inefável em Cristo Jesus! (2 Co 9.15).

A oração não é meritória, mas expressão da graça e da misericórdia de Deus oferecidas diariamente a nós em Cristo Jesus. Não é amando simplesmente os que nos amam, vv.46,47. O amor que recebemos de Cristo, deve ser praticado em nosso dia a dia na vida cristã. Como filhos de um Deus de amor, devemos viver como tais.

Não adianta gritar, ir para o monte, fazer jejum, se não amamos o nosso próximo como a nós mesmos.

A oração não deve ser retórica, apenas de palavras, mas notória em atitudes e atos de amor, de compaixão. Se meditarmos em Isaias 1.12-18, veremos que o Senhor estava cansado, estafado da incoerência do povo. Não havia lógica entre o culto e a vida. Entre o que se falava e se vivia. Em Romanos 12.1,2, o apóstolo Paulo nos ensina que devemos oferecer os nossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus como um culto racional, lógico com a coerência de Cristo.

Não nos esqueçamos: A melhor oração é amar com o amor de Cristo em nós para a Glória de Deus, nosso Pai.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pr.

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