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A INCONSTÂNCIA DOS MEMBROS DE IGREJA

Ultimamente temos observado um número cada vez maior de membros de igreja que faltam, chegam atrasados e não assumem compromissos nos quais deram a sua palavra. Há uma inconstância endêmica em nossas igrejas. Existem algumas causas para essa anomalia: frieza espiritual, relativismo ético, relacionamentos amorosos, programas televisivos, migração para cultos em igrejas que oferecem mundos e fundos, ganância, secularismo, o deus do entretenimento ou a diversão … O Senhor Jesus alertou que “por se multiplicar a iniquidade (injustiça), o amor se esfriará de quase todos” (Mateus 24.12). Muitos membros de igreja estão mais preocupados ou focados em seus interesses pessoais e familiares do que com o Reino de Deus. Há sempre muitas justificativas para se faltar a igreja de Jesus.

Entre os que mais faltam temos membros de igreja, filhos de crentes, que muitas vezes nasceram na comunidade eclesiástica, mas se acostumaram com a vida religiosa sem uma profunda experiência de novo nascimento, de regeneração, da troca do coração pela obra de Cristo, por sua identificação com Ele na Sua morte e na Sua ressurreição. Sabemos que todos os que são realmente convertidos têm prazer em ser membros da igreja de Jesus, absolutamente alinhados com Ele, com a missão que Ele deixou para ser cumprida (Mateus 28.18-20). Temos consciência de que nem todos os que são membros de igreja são realmente convertidos. Jesus mesmo afirma: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mateus 7.21). Esta é a grande verdade. Há joio no meio do trigo, mas no juízo final será o Senhor que separará um do outro.

Uma das características de um religioso, membro de uma agremiação religiosa, é a falta de cumplicidade com Cristo, Salvador e Senhor da Igreja. Por qualquer motivo falta a igreja. Se tem uma responsabilidade num determinado cargo no Corpo de Cristo, justifica sutilmente a sua falta ou ausência. Os compromissos sociais, as festas, os convites de amigos para um restaurante, muitas vezes, se tornam um estilo de vida ou uma maneira de ser. A sua presença na igreja se torna esporádica. O seu compromisso não é com o Senhor, mas com os amigos e parentes que não têm uma experiência com Cristo. O seu relativismo com o Reino de Deus é um mal testemunho do evangelho.

Ser inconstante nas coisas de Deus é uma demonstração de falta de amor a Ele e aos irmãos. Quem ama o presente século está sempre se esquivando de suas responsabilidades na comunidade do Rei. A inconstância ou é prova de religiosismo (não-conversão) ou carnalidade (o crente que vive na carne). Temos visto que muitos que entram e saem dos santuários têm motivações erradas. Sabemos desta realidade pelos frutos de muitos deles. A leitura que fazemos hoje de muitos que estão no rol de membros da igreja de Jesus é de um grupo descolado do genuíno evangelho de Cristo. Esta gente não quer cruz, mas coroa. Não deseja prosperidade espiritual, mas material. São pessoas que se escondem quando deviam se expor no testemunho do evangelho de Cristo. Paulo não se envergonhou do evangelho de Cristo. Para ele é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Romanos 1.16).

Só podemos combater com eficácia essa inconstância de muitos membros de igreja pregando e ensinando a mensagem da cruz. A identificação do cristão com Cristo em Sua crucificação, morte e ressurreição (Romanos 6.1-11). Em nossos púlpitos, a pregação do Cristo crucificado, morto, ressurreto, assunto aos céus e que voltará é um imperativo (1 Coríntios 2.1-5; 9.16). Que o viver do cristão é Cristo (Filipenses 1.21). O cristão genuíno pode e deve ir a uma festa, atender os seus compromissos sociais, mas, sempre priorizar a sua relação com Cristo Jesus. A vida cristã, os seus ensinos, deve sempre ser o referencial para o cristão autêntico. O Senhor Jesus ensinou que o Reino de Deus tem a primazia em nossas vidas (Mateus 6.33). As primícias do nosso tempo devem ser para Ele. Os nossos corpos consagrados a Ele pela ação do Espírito Santo em nós (1 Coríntios 6.19,20). E, acima de tudo, devemos glorificar a Deus (1 Coríntios 10.31). O que agrada o coração do Pai é ter filhos firmes e constantes, sempre abundantes em Sua obra (1 Coríntios 15.58)!

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor.

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