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A Glória de Cristo

Toda vez que medito na experiência de Jesus no Monte da Transfiguração penso na emoção singular dos discípulos Pedro, Tiago e João. Ali estavam eles com o Salvador juntamente com Moisés e Elias. Jesus, a plenitude da Revelação de Deus Pai, ladeado pela lei (Moisés) e os profetas (Elias). A glória de Cristo testemunhada pela Lei e pelos profetas. Os dois apontavam para Cristo. Toda a mensagem da Lei e dos profetas revela Cristo, Sua glória e majestade, poder e salvação, justiça e verdade, graça e amor. Que experiência maravilhosa tiveram aqueles homens de Deus! Moises e Elias experimentaram o privilégio de verem Aquele de quem eles mesmos testemunhavam na Antiga aliança e para o qual apontavam. Em Cristo Jesus antigo e novo testamentos convergem numa demonstração da sabedoria e do propósito do Pai. A glória de Cristo é o assunto que encanta a nossa alma. João testemunhou: “…e vimos a Sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João 1.14).

A glória de Cristo na vida do cristão não é extática, mas dinâmica. Não é meramente contemplativa, mas funcional. Não é simplesmente um ativismo, mas uma atividade exuberante. A glória de Cristo é o motivo do nosso louvor. A glória do unigênito do Pai é o que dá o movimento em relação ao próximo, às suas necessidades. Ela nos revela quem somos e como podemos ser para o crescimento do Reino de Deus. Ajuda-nos a focar os desígnios do Pai. Faz-nos entender todo o Seu plano para a salvação do homem. Foi Jesus mesmo que disse: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que o pedido” (Lc 19.10). Jesus sempre revelou a Sua glória na pregação, no ensino e nos milagres. A Sua glória deve estar na missão da Igreja. A Igreja como esposa deve revelar a glória do esposo. O mundo precisa ver a glória de Cristo na vida da Sua igreja que Ele comprou com o Seu próprio sangue.

O monte da transfiguração é o local do encontro de homens que foram usados pelo Senhor na História da Salvação. História da graça de Deus. O encontro de personagens comprometidos com o Reino de Deus. Trabalhados pela graça de Deus em Cristo. Homens sujeitos às mesmas paixões que nós, na linguagem de Tiago, irmão do Senhor, que estava lá, referindo-se a Elias (5.16). Aqueles homens, diante da glória de Cristo, puderam aquilatar a sua fragilidade e a sua pecaminosidade e, ao mesmo tempo, o poder e a santidade do Salvador Jesus Cristo. Foi um momento de êxtase. Tempo de profunda espiritualidade. Um tempo de consciência do propósito de Deus antes dos tempos eternos. Eles puderam fazer uma leitura madura da singularidade do Verbo que se fez carne e habitou entre eles (João 1.14).

Mas a glória de Cristo no monte nos remete para a necessidade do vale. O monte da comunhão sugere o vale do serviço amoroso e compassivo. No monte havia gozo, plenitude de alegria e contentamento em Cristo. No vale, havia tristeza, sofrimento e necessidades a serem supridas pela manifestação dAquele a quem os patriarcas e profetas aspiravam ver com os olhos físicos. Pedro queria montar acampamento no monte, mas Jesus sabia do sofrimento do menino possesso, cujo pai vivia o desespero. A descida nesta circunstancia é mais difícil. Mas é uma grande benção sairmos da zona de conforto, das quatro paredes do templo e do aconchego do nosso lar para o encontro do necessitado que, muitas vezes, está bem próximo de nós. Jesus sempre deixou clara a Sua missão e a de Seus discípulos. Eles não podiam ficar no monte. Montes e vales são necessários para o equilíbrio do serviço do Mestre. A glória de Cristo se manifesta nos montes e nos vales. Nos dois há pessoas muito carentes da graça do Senhor. Necessitados da suficiência de Cristo. Quantas vezes não nos apercebemos de que precisamos da glória e do poder de Cristo para fazermos a Sua obra. Não podemos nos acomodar. Não podemos, em hipótese nenhuma, prescindir da presença singular do Senhor da Glória. Não há tempo a perder. Precisamos ir a vilas e favelas; casas simples e mansões; apartamentos singelos e sofisticados. Em todos os ambientes há pessoas vazias, sem Deus, sem o Salvador. É a elas que temos de anunciar com urgência o evangelho da glória de Cristo.

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