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Estudos

A DOR DE REALENGO E A SEGURANÇA NAS ESCOLAS

O massacre de Realengo, zona Oeste do Rio, no dia 07 de abril de 2011, às 08.30h, quando um jovem louco, um serial killer, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, resolve atirar nos alunos matando 12 crianças entre 9 e 14 anos, sendo 11 meninas, revela dois problemas seríssimos nas escolas publicas brasileiras: a falta de segurança e o domínio dos traficantes. Estamos estarrecidos, em estado de choque com a frieza e a loucura de um jovem que resolve matar crianças e adolescentes. É impressionante a incompetência dos nossos políticos, secretários de educação, gestores das escolas e associações de bairro, que não trabalham na prevenção. A morte daquelas crianças nos choca a todos e nos leva à indignação sem precedentes. Infelizmente trabalhamos mais nos efeitos do que nas causas. É vergonhoso ver nossos filhos vivendo numa ‘insegurança escolar’. Todos nós somos responsáveis pelo caos na educação do Brasil. As nossas ações são tímidas. Somos uma sociedade conformada.

Precisamos ser tomados por uma fortíssima indignação com tudo o que é ruim que está aí. Devemos com determinação cobrar das autoridades as providencias necessárias para que casos como este não se repitam. Sabemos que o problema está no coração dos que têm a responsabilidade de governar e de administrar e dos cidadãos comuns que não reagem ao dia a dia de desmandos, de incompetência e irresponsabilidade do poder publico. Vivemos numa sociedade entorpecida pelo lazer e pelo ter (prazer), adquirir bens (por um consumismo doentio). Há incompetência por um lado e alienação, por outro. Estamos mais preocupados com a aparência do que com a transparência. Vivemos dias muito difíceis – dias de preconceito, egoísmo, maldade, incredulidade, violência, corrupção, desmandos, insensibilidade e injustiça.

A dor das famílias de Realengo e os traumas dos alunos devem nos levar a atitudes e ações que produzam resultados satisfatórios na educação publica: Implantar segurança eficiente nas escolas, tratar as famílias doentes, agir duramente contra os traficantes, não eleger os políticos incompetentes e corruptos, afastar professores e gestores ineficientes, unir a comunidade e criar mecanismos de controle e gestão competente e solidária. Que sejamos intransigentes com aqueles que brincam com a vida humana, que não exercem suas funções em favor dos cidadãos que pagam pesados impostos. Os elementos que não têm vocação educacional e que, infelizmente, trabalham por dinheiro, devem ser banidos do contexto educacional.

Que criemos capelanias escolares, dando toda a assistência a pais e alunos. Sirvamos professores, alunos, funcionários e comunidade para que tenhamos escolas publicas de excelente qualidade. Sejamos intrépidos e ousados nas mudanças estruturais da educação brasileira. Enfrentemos os homens maus. Lutemos sem trégua contra aqueles que envergonham o Brasil. Sejamos um povo politizado, sensível, proativo, incansável nas mudanças e comprometido com a excelência da educação publica. Trabalhemos para que os professores realmente vocacionados tenham salários dignos da envergadura de sua profissão. Lutemos, não com as armas de fogo, mas com a consciência amadurecida para que nossos filhos e netos herdem um país de vanguarda, um exemplo de seriedade, competência e excelência para todo o mundo. Deus assim será glorificado!

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor batista.

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